Carlos Savasini
Não quero o verso livre, sei fazê-lo,
nem quero a rima fácil da donzela
que salta pelos versos qual gazela
e marca em tempos certos regra e zelo.
Não quero agora o rastro dos modernos
nem dar um passo atrás do romantismo
e nem um passo além de versos ternos
que marcam um momento de eufemismo.
Não quero o fácil meio vale tudo
nem quero a rebeldia adolescente
que teima sem jamais ter ido ao fundo.
Não quero a falsa luz iridescente
pretendo, se puder, a própria luz,
o doce e a profundeza do alcaçuz.
(23-24/01/2009)
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
PRO SANTO
Carlos Savasini
Choop claro, é claro
e por que não ?
Peço a benção do garçom
e nada vai pro chão
(meu santo é abstêmio
e sabe o trajeto de casa
pelos anos de labuta
e entrega-me são
ébrio sobre as pernas
ambas tortas
que depois do corretivo
levam-me a outra
... e a outra ...
... e a outra ...)
... e ...
: garçom !
Traga-me outro
agora escuro,
é claro !
E nada vai pro chão
(nem eu).
(23/01/2009)
Choop claro, é claro
e por que não ?
Peço a benção do garçom
e nada vai pro chão
(meu santo é abstêmio
e sabe o trajeto de casa
pelos anos de labuta
e entrega-me são
ébrio sobre as pernas
ambas tortas
que depois do corretivo
levam-me a outra
... e a outra ...
... e a outra ...)
... e ...
: garçom !
Traga-me outro
agora escuro,
é claro !
E nada vai pro chão
(nem eu).
(23/01/2009)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
PONTO DE PARTIDA
Carlos Savasini
A viagem começa meses antes
rabiscada nos trapos de papel
tracejada nas linhas de alguns mapas
pontilhada de sonhos e vontades.
Ponto a ponto o caminho se transforma
permeando as paisagens planejadas
de vertigem, prazer e encantamento
concretude e verdade a cada toque.
A partida sublima o plano, o trapo,
mentalmente o trajeto é vivo já
na carícia que exalta o corpo vivo.
A chegada ao primeiro ponto quisto
encadeia o rosário incendiário
de um orgasmo que fica na memória.
(18/01/2009)
A viagem começa meses antes
rabiscada nos trapos de papel
tracejada nas linhas de alguns mapas
pontilhada de sonhos e vontades.
Ponto a ponto o caminho se transforma
permeando as paisagens planejadas
de vertigem, prazer e encantamento
concretude e verdade a cada toque.
A partida sublima o plano, o trapo,
mentalmente o trajeto é vivo já
na carícia que exalta o corpo vivo.
A chegada ao primeiro ponto quisto
encadeia o rosário incendiário
de um orgasmo que fica na memória.
(18/01/2009)
GELADA
Carlos Savasini
É ótimo ser bem tratado
da porta de casa pra dentro
perpassando ao encontro daquela
que vale e merece qualquer encantamento.
É ótimo ser bem tratado
de dentro de casa pra rua
da rua pra mesa do bar
chegando junto ao copo gelado
e às boas vindas do amigo de farda
sempre solícito e sorridente,
sempre prestativo e bem falante.
Pois salve o parceiro garçom
que se não supre a falta que ela me faz,
que se não segue junto à turbulência e à paz,
sabe, ao menos, qual a gelada que me satisfaz.
(18/01/2009)
É ótimo ser bem tratado
da porta de casa pra dentro
perpassando ao encontro daquela
que vale e merece qualquer encantamento.
É ótimo ser bem tratado
de dentro de casa pra rua
da rua pra mesa do bar
chegando junto ao copo gelado
e às boas vindas do amigo de farda
sempre solícito e sorridente,
sempre prestativo e bem falante.
Pois salve o parceiro garçom
que se não supre a falta que ela me faz,
que se não segue junto à turbulência e à paz,
sabe, ao menos, qual a gelada que me satisfaz.
(18/01/2009)
domingo, 25 de janeiro de 2009
BOGOTÁ
Carlos Savasini
Vá com toda tua integridade
cumpra o teu destino firme e certa,
saiba que o que fica permanece
todo esperançoso pela volta
tua e de meu peito em tuas mãos.
(17/01/2009)
Vá com toda tua integridade
cumpra o teu destino firme e certa,
saiba que o que fica permanece
todo esperançoso pela volta
tua e de meu peito em tuas mãos.
(17/01/2009)
GRAVIDADE
Por Alexandra, Binho Santos, Bruno Furlan, Carlos Savasini, Mavot Sirc, Osvaldo Pastorelli, Safira Conovalov e Vitória Paterna
I
Palavras de antigamente
expressões de um tempo passado
quadrifonia 3D espacial
vinil e agulha, braço e tape deck
bola de gude, bola de meia, drops
long-play, não são mais faladas
nem voismecê, nem, mecê, você e ocê
foi ... mas o tempo vai-se e hoje
diz-se : -se, ou então vc, wc, wo
e não se escuta o cocoricó – não
se cria mais galinhas nos quintais
e verbos não os conjugas mais.
II
Nem o que fala, nem o que vê :
para noites de estrelas, distância;
para sonhos e amores, silêncio;
para histórias de fadas, memória.
Eu ainda me lembro de ti
lembro de momentos alegres
lembro de tempos tristes e difíceis
lembro de quando fui feliz.
Palavras não morrem
transformam-se nos lábios
crescem em importância
revelam sentimentos
mas se a pena não nos nega o verso
hão de persistir o tempo, emoção e memória
mesmo que os atos desfaleçam sem canção
apesar de tudo, apesar de nada
carregar o peso dessa jornada
deixar que a poesia eleve
pois ela não conhece a gravidade.
(17/01/2009)
I
Palavras de antigamente
expressões de um tempo passado
quadrifonia 3D espacial
vinil e agulha, braço e tape deck
bola de gude, bola de meia, drops
long-play, não são mais faladas
nem voismecê, nem, mecê, você e ocê
foi ... mas o tempo vai-se e hoje
diz-se : -se, ou então vc, wc, wo
e não se escuta o cocoricó – não
se cria mais galinhas nos quintais
e verbos não os conjugas mais.
II
Nem o que fala, nem o que vê :
para noites de estrelas, distância;
para sonhos e amores, silêncio;
para histórias de fadas, memória.
Eu ainda me lembro de ti
lembro de momentos alegres
lembro de tempos tristes e difíceis
lembro de quando fui feliz.
Palavras não morrem
transformam-se nos lábios
crescem em importância
revelam sentimentos
mas se a pena não nos nega o verso
hão de persistir o tempo, emoção e memória
mesmo que os atos desfaleçam sem canção
apesar de tudo, apesar de nada
carregar o peso dessa jornada
deixar que a poesia eleve
pois ela não conhece a gravidade.
(17/01/2009)
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
LUAR
Carlos Savasini
Ao seio de uma deusa nua
deleite na ponta da língua
prazer que se encontra na tua.
(17/01/2009)
Ao seio de uma deusa nua
deleite na ponta da língua
prazer que se encontra na tua.
(17/01/2009)
QUERER
Carlos Savasini
Não quero morrer amanhã
não quero
apodrecer nas curvas de teus versos
luzir nas rimas de tuas esquinas
cortar os nós dos teus cotovelos
teus joelhos
de teus punhos.
Não quero sangrar a falange de teus pés
molhar as pegadas de teus passos
correr pelo sal de teu olhar.
Não quero morrer amanhã,
não quero.
(17/01/2009)
Não quero morrer amanhã
não quero
apodrecer nas curvas de teus versos
luzir nas rimas de tuas esquinas
cortar os nós dos teus cotovelos
teus joelhos
de teus punhos.
Não quero sangrar a falange de teus pés
molhar as pegadas de teus passos
correr pelo sal de teu olhar.
Não quero morrer amanhã,
não quero.
(17/01/2009)
SEIOS
Carlos Savasini
Branco e leve anseio
derrama-me em teu enleio
no colo de teus seios.
Denso e brusco maneio
contorce-me em teu devaneio
no contorno de teus seios.
Breves e longas colcheias
deita-me em teu contexto
nas curvas de teus seios.
Recebe e contem os meus cabelos
deixa o palpitar já matreiro
calar-se nas curvas de teus seios.
(17/01/2009)
Branco e leve anseio
derrama-me em teu enleio
no colo de teus seios.
Denso e brusco maneio
contorce-me em teu devaneio
no contorno de teus seios.
Breves e longas colcheias
deita-me em teu contexto
nas curvas de teus seios.
Recebe e contem os meus cabelos
deixa o palpitar já matreiro
calar-se nas curvas de teus seios.
(17/01/2009)
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
RECEITINHA
Carlos Savasini
À Selda Roldan
Se queres um soneto bem escrito
não temas refazer qualquer detalhe,
não deixes de esculpir em cada entalhe
o verso original e nunca dito.
Não fujas do combate e do conflito
não deixes que o suor de ti gargalhe
não temas que em momentos tudo encalhe
e vence o desafio um tanto aflito.
Escolhe um tema, um toque para os pés
cavalga pelos campos e desertos
navega e traze o ouro das galés.
Por fim perfila os sons nos cantos certos
ajusta o verso estranho, estratosférico
fechando o teu soneto em tom feérico.
(11/01/2009)
À Selda Roldan
Se queres um soneto bem escrito
não temas refazer qualquer detalhe,
não deixes de esculpir em cada entalhe
o verso original e nunca dito.
Não fujas do combate e do conflito
não deixes que o suor de ti gargalhe
não temas que em momentos tudo encalhe
e vence o desafio um tanto aflito.
Escolhe um tema, um toque para os pés
cavalga pelos campos e desertos
navega e traze o ouro das galés.
Por fim perfila os sons nos cantos certos
ajusta o verso estranho, estratosférico
fechando o teu soneto em tom feérico.
(11/01/2009)
TENTATIVA E ERRO
Carlos Savasini
Treina-se fazendo todo dia
vez por outra dá-se o golpe certo
firme e forte feito a obra prima
solto e tenso feito à perfeição.
(15-16/01/2009)
Treina-se fazendo todo dia
vez por outra dá-se o golpe certo
firme e forte feito a obra prima
solto e tenso feito à perfeição.
(15-16/01/2009)
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
CELESTE
Carlos Savasini
Luzes do céu, luzes do céu
quando se acendem sobre o sal
brilham travestidas de mar.
Luzes do céu, luzes do céu
quando se deitam sob o manto
brilham nos fios de tungstênio.
Luzes do céu, luzes do céu
quando passeiam pelas nuvens
brilham se esquecendo das sombras.
Luzes do céu, luzes do céu
quando não se lembram de nós
ofuscam o brilho dos sonhos.
Luzes do céu, luzes do céu
quando se embebedam de mar
cospem sal em gotas de pérolas.
(11/01/2009)
Luzes do céu, luzes do céu
quando se acendem sobre o sal
brilham travestidas de mar.
Luzes do céu, luzes do céu
quando se deitam sob o manto
brilham nos fios de tungstênio.
Luzes do céu, luzes do céu
quando passeiam pelas nuvens
brilham se esquecendo das sombras.
Luzes do céu, luzes do céu
quando não se lembram de nós
ofuscam o brilho dos sonhos.
Luzes do céu, luzes do céu
quando se embebedam de mar
cospem sal em gotas de pérolas.
(11/01/2009)
O SILÊNCIO DAS VOZES
Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli
O som das nuvens
silenciam vozes
na tarde de sábado
balbuciando versos
na tarde que sente-se
prometendo amanhãs
de alegrias, sorrisos
no futuro de hoje
sem pensar no ontem
resgatando o passado
afeitos à memórias
buscando sedimento
no alicerce da alma
ao solidificar a felicidade
destilando a perfeição
do encontro e o estado
de ser e sermos perfeitos
cuspindo o futuro
em cada dia vivido.
(10/01/2009)
O som das nuvens
silenciam vozes
na tarde de sábado
balbuciando versos
na tarde que sente-se
prometendo amanhãs
de alegrias, sorrisos
no futuro de hoje
sem pensar no ontem
resgatando o passado
afeitos à memórias
buscando sedimento
no alicerce da alma
ao solidificar a felicidade
destilando a perfeição
do encontro e o estado
de ser e sermos perfeitos
cuspindo o futuro
em cada dia vivido.
(10/01/2009)
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
SOBRE A NOITE, A POESIA E OS LOUCOS
Carlos Savasini
Do anil quase roxo
ao breu quase azul
refugiam-se meu silêncio
meus sentimentos
e alguns pensamentos
que se não penso, sinto ou calo
se não grafo nas linhas do papel
(retidão da minha lida)
perco no interstício da vida
que dizem celeiro de loucos
e sonhos
o pouco que faz-me sentido.
ao breu quase azul
refugiam-se meu silêncio
meus sentimentos
e alguns pensamentos
que se não penso, sinto ou calo
se não grafo nas linhas do papel
(retidão da minha lida)
perco no interstício da vida
que dizem celeiro de loucos
e sonhos
o pouco que faz-me sentido.
(09/01/2009)
BOLHA
Carlos Savasini
Da pequena e borbulhante
lata do meu pensamento
saltam letras delirantes
bolhas de algum argumento.
(09/01/2009)
Da pequena e borbulhante
lata do meu pensamento
saltam letras delirantes
bolhas de algum argumento.
(09/01/2009)
UM RISCO, NUM CANTO, O SORRISO
Carlos Savasini
Espera-se por um sorriso
por um brilho no olhar
um gracejo na ponta da língua
um carinho na ponta dos dedos
um laço, um abraço, um sorriso
enfim, espera-se
que rompa o lacre dos dentes
que rasgue a tensão da pele
que risque a tristeza insana
que arrisque um sentimento bom
um eco, um reflexo, um risco no canto da boca
um sorriso, enfim
espera-se.
(09/01/2009)
Espera-se por um sorriso
por um brilho no olhar
um gracejo na ponta da língua
um carinho na ponta dos dedos
um laço, um abraço, um sorriso
enfim, espera-se
que rompa o lacre dos dentes
que rasgue a tensão da pele
que risque a tristeza insana
que arrisque um sentimento bom
um eco, um reflexo, um risco no canto da boca
um sorriso, enfim
espera-se.
(09/01/2009)
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
SOLITÁRIA
Carlos Savasini
Olhos que atravessam muros
que miram cegas ternuras
olham por detrás das portas
por debaixo das janelas
por goteiras nos telhados
pelas fotos das revistas.
Olhos que atravessam, lesam
a retina de quem vê
o fio da navalha cega
o corpo em pele na escada
a mão que busca o mamilo,
o jovem toca-se só.
(05/01/2009)
Olhos que atravessam muros
que miram cegas ternuras
olham por detrás das portas
por debaixo das janelas
por goteiras nos telhados
pelas fotos das revistas.
Olhos que atravessam, lesam
a retina de quem vê
o fio da navalha cega
o corpo em pele na escada
a mão que busca o mamilo,
o jovem toca-se só.
(05/01/2009)
O MITO E A RIMA
Carlos Savasini
Não busco a rima perfeita,
bons mitos morrem em vida
na vista torta e estreita
daqueles que a querem rica.
(04/01/2009)
Não busco a rima perfeita,
bons mitos morrem em vida
na vista torta e estreita
daqueles que a querem rica.
(04/01/2009)
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
FAIXA DE GAZA
Carlos Savasini
Se o mundo acabar amanhã
meus olhos verão o combate
exposto na chaga terçã,
tintura de cor escarlate.
No campo a batalha de um clã
conflito sem preço ou resgate
na crença que o seu talismã
trará para si o arremate.
Assim, quando a força emergir
do poço profundo da crença
desertos virão a luzir.
Assim, quando ao fim de uma ofensa
um lado fincar o seu pé
o mundo esganiça por fé.
(04/01/2009)
Se o mundo acabar amanhã
meus olhos verão o combate
exposto na chaga terçã,
tintura de cor escarlate.
No campo a batalha de um clã
conflito sem preço ou resgate
na crença que o seu talismã
trará para si o arremate.
Assim, quando a força emergir
do poço profundo da crença
desertos virão a luzir.
Assim, quando ao fim de uma ofensa
um lado fincar o seu pé
o mundo esganiça por fé.
(04/01/2009)
(IN) FELIZMENTE
Carlos Savasini
Rompidas promessas
fazem-se outras
reatam-se as mesmas
quebram-se
ou cumprem-se,
conforme-se :
o tempo passa
e as promessas idem.
(04/01/2009)
Rompidas promessas
fazem-se outras
reatam-se as mesmas
quebram-se
ou cumprem-se,
conforme-se :
o tempo passa
e as promessas idem.
(04/01/2009)
ÓLEO ESSENCIAL
Carlos Savasini
Se nada perde-se
nada
subtrai do que fica o sumo.
Resta saber se veneno,
pó de mica
ou supra-sumo.
(02/01/2009)
Se nada perde-se
nada
subtrai do que fica o sumo.
Resta saber se veneno,
pó de mica
ou supra-sumo.
(02/01/2009)
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
REFLEXÃO ACERCA DO VERSO
Carlos Savasini
Nenhum dia em vão,
que nada escape do alcance dos dedos
e nada escorra vazio pelo chão,
que tudo deixe os próprios rastros
nas mãos e na pele
nas folhas de papel,
que tudo vire versos monocromáticos
na cor de cada palavra tingida
na cor de cada som esculpido
na cor de cada poema entalhado.
Que nada se perca das mãos
toda estória, história, fala e conclusão
toda escória, glória, sentimento ou não
que tudo se transforme e transmute
e mereça seu novo formato
carapaça de versos, palavras
contorno de sons e de pés
conversa em que a fala e o ritmo
cantem por si o que foi
e valham assim o que há.
(01/01/2009)
Nenhum dia em vão,
que nada escape do alcance dos dedos
e nada escorra vazio pelo chão,
que tudo deixe os próprios rastros
nas mãos e na pele
nas folhas de papel,
que tudo vire versos monocromáticos
na cor de cada palavra tingida
na cor de cada som esculpido
na cor de cada poema entalhado.
Que nada se perca das mãos
toda estória, história, fala e conclusão
toda escória, glória, sentimento ou não
que tudo se transforme e transmute
e mereça seu novo formato
carapaça de versos, palavras
contorno de sons e de pés
conversa em que a fala e o ritmo
cantem por si o que foi
e valham assim o que há.
(01/01/2009)
RENOVAÇÃO
Carlos Savasini
Ano novo e vida nova
todo dia em meu coração
até que o novo se enjoe de mim.
(31/12/2008)
Ano novo e vida nova
todo dia em meu coração
até que o novo se enjoe de mim.
(31/12/2008)
PERDIÇÃO
Carlos Savasini
A bala no pente, o disco, o telefone,
a taça na pia, o sangue, o detergente,
a meia encardida, o pão, o gramofone,
o tiro, a manteiga, o peito e tanta gente.
Olhar de perdão, a fé da vista insone,
platéia calada, missa adstringente
amarra na boca o grito ao megafone
o passo travado rende-se ao gigante.
O rosto desiste, o riso foi roubado
o crivo da mente oprime a decisão
o braço desata o corpo abandonado.
O laço e a busca perdem seu irmão
não basta o solfejo certo das palavras,
perdão que se perde nas balas que cravas.
(31/12/2008)
A bala no pente, o disco, o telefone,
a taça na pia, o sangue, o detergente,
a meia encardida, o pão, o gramofone,
o tiro, a manteiga, o peito e tanta gente.
Olhar de perdão, a fé da vista insone,
platéia calada, missa adstringente
amarra na boca o grito ao megafone
o passo travado rende-se ao gigante.
O rosto desiste, o riso foi roubado
o crivo da mente oprime a decisão
o braço desata o corpo abandonado.
O laço e a busca perdem seu irmão
não basta o solfejo certo das palavras,
perdão que se perde nas balas que cravas.
(31/12/2008)
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