Por Alexandra, Binho Santos, Bruno Furlan, Carlos Savasini, Mavot Sirc, Osvaldo Pastorelli, Safira Conovalov e Vitória Paterna
I
Palavras de antigamente
expressões de um tempo passado
quadrifonia 3D espacial
vinil e agulha, braço e tape deck
bola de gude, bola de meia, drops
long-play, não são mais faladas
nem voismecê, nem, mecê, você e ocê
foi ... mas o tempo vai-se e hoje
diz-se : -se, ou então vc, wc, wo
e não se escuta o cocoricó – não
se cria mais galinhas nos quintais
e verbos não os conjugas mais.
II
Nem o que fala, nem o que vê :
para noites de estrelas, distância;
para sonhos e amores, silêncio;
para histórias de fadas, memória.
Eu ainda me lembro de ti
lembro de momentos alegres
lembro de tempos tristes e difíceis
lembro de quando fui feliz.
Palavras não morrem
transformam-se nos lábios
crescem em importância
revelam sentimentos
mas se a pena não nos nega o verso
hão de persistir o tempo, emoção e memória
mesmo que os atos desfaleçam sem canção
apesar de tudo, apesar de nada
carregar o peso dessa jornada
deixar que a poesia eleve
pois ela não conhece a gravidade.
(17/01/2009)
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