Carlos Savasini
Não quero o verso livre, sei fazê-lo,
nem quero a rima fácil da donzela
que salta pelos versos qual gazela
e marca em tempos certos regra e zelo.
Não quero agora o rastro dos modernos
nem dar um passo atrás do romantismo
e nem um passo além de versos ternos
que marcam um momento de eufemismo.
Não quero o fácil meio vale tudo
nem quero a rebeldia adolescente
que teima sem jamais ter ido ao fundo.
Não quero a falsa luz iridescente
pretendo, se puder, a própria luz,
o doce e a profundeza do alcaçuz.
(23-24/01/2009)
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