quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

DAS ENTRANHAS

Carlos Savasini

Não quero o verso livre, sei fazê-lo,
nem quero a rima fácil da donzela
que salta pelos versos qual gazela
e marca em tempos certos regra e zelo.

Não quero agora o rastro dos modernos
nem dar um passo atrás do romantismo
e nem um passo além de versos ternos
que marcam um momento de eufemismo.

Não quero o fácil meio vale tudo
nem quero a rebeldia adolescente
que teima sem jamais ter ido ao fundo.

Não quero a falsa luz iridescente
pretendo, se puder, a própria luz,
o doce e a profundeza do alcaçuz.

(23-24/01/2009)

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