Carlos Savasini
A bala no pente, o disco, o telefone,
a taça na pia, o sangue, o detergente,
a meia encardida, o pão, o gramofone,
o tiro, a manteiga, o peito e tanta gente.
Olhar de perdão, a fé da vista insone,
platéia calada, missa adstringente
amarra na boca o grito ao megafone
o passo travado rende-se ao gigante.
O rosto desiste, o riso foi roubado
o crivo da mente oprime a decisão
o braço desata o corpo abandonado.
O laço e a busca perdem seu irmão
não basta o solfejo certo das palavras,
perdão que se perde nas balas que cravas.
(31/12/2008)
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