Carlos Savasini
Nunca fiz um verso que preste nesta vida
nem com força, nem por piedade
apenas por forca, garrancho e pedido de escracho.
Nunca fiz um verso que preste nesta vida
que ousasse o impossível da lógica
que forçasse a ginástica da língua
que encerrasse a fala sem nunca deter a discussão
que piscasse a vista sem nunca cegar a visão.
Nunca fiz um verso que preste nesta vida
que provocasse extasia em quem lê
que provocasse afasia e morte instantânea
momentânea
curta e breve feita um cuspe.
Nunca fiz um verso que preste nesta vida
apenas a forca, o garrancho e o pedido de escarro
da boca, que sem me falar, também não me beija.
(28-29/11/2007)
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
CALABOUÇO
Carlos Savasini
Sê simplesmente feliz,
as artimanhas da mente
enclausuram sorrisos.
(25/11/2007)
Sê simplesmente feliz,
as artimanhas da mente
enclausuram sorrisos.
(25/11/2007)
CABEÇA, CABAÇA, CACHOLA
Carlos Savasini
Cada cabeça é um mundo
que de volta em volta e giro em giro
acha seu eixo ou deixa o mundo louco.
(25/11/2007)
Cada cabeça é um mundo
que de volta em volta e giro em giro
acha seu eixo ou deixa o mundo louco.
(25/11/2007)
DENSO
Carlos Savasini
Mar de horizonte abissal
feito o mirar de teus olhos no além
envolto em véu de sal e maresia.
(25/11/2007)
Mar de horizonte abissal
feito o mirar de teus olhos no além
envolto em véu de sal e maresia.
(25/11/2007)
CONTATO IMEDIATO
Carlos Savasini
Há que se ter presença
pressão e contato
braço e abraço
conquista e direitos
gemido e orvalho
se não, nem tem se
se não, não tem graça.
(24/11/2007)
Há que se ter presença
pressão e contato
braço e abraço
conquista e direitos
gemido e orvalho
se não, nem tem se
se não, não tem graça.
(24/11/2007)
PORQUE POETA. POR QUE ?
Carlos Savasini
Dia porque sol e luz nas esquinas
noite porque breu, brim, cama e travesseiro
mar porque sal, água, praia e baleias
poeta porque verso, som, poemas e nada mais.
(24/11/2007)
Dia porque sol e luz nas esquinas
noite porque breu, brim, cama e travesseiro
mar porque sal, água, praia e baleias
poeta porque verso, som, poemas e nada mais.
(24/11/2007)
ENFIM
Carlos Savasini
Fim de caso, fim de horizonte
ondas que rolam salgadas na areia
gritos que rolam salgados na face.
A praia é a mesma,
o sal é o mesmo,
a solidão se repete.
(24/11/2007)
Fim de caso, fim de horizonte
ondas que rolam salgadas na areia
gritos que rolam salgados na face.
A praia é a mesma,
o sal é o mesmo,
a solidão se repete.
(24/11/2007)
EXPOSIÇÃO
Carlos Savasini
Se não por raiva, revolta e nojo
por rancor, rumor e nostalgia
exponho as feridas abertas
o cancro que quer explodir
sem o medo que trava, entorta e cala
sem medo, com tudo que expõe a fala
à fala que concorda, escracha ou cala.
(24/11/2007)
Se não por raiva, revolta e nojo
por rancor, rumor e nostalgia
exponho as feridas abertas
o cancro que quer explodir
sem o medo que trava, entorta e cala
sem medo, com tudo que expõe a fala
à fala que concorda, escracha ou cala.
(24/11/2007)
terça-feira, 27 de novembro de 2007
MELHOR
Carlos Savasini
Melhor sociedade que a do amor não há
pois dá fruto em flor e bem querer
sem ceder ações, poder, conselho e presidente.
Melhor sociedade é a bem quista
que partilha vício e prazer
concede colo, afeto, afago e proteção.
Melhor sociedade é a do estalo
que explode, encanta, inflama e incendeia
toca fogo, o corpo, o peito e toca o surdo.
Melhor sociedade que a do amor e a bem quista
sociedade que estala, estrala, suspende e surpreende
melhor que a que vinga, fica, estabelece e vence
é a sempre cedida, desejada e consentida
sem força, estrela e supremacia.
(18/11/2007)
Melhor sociedade que a do amor não há
pois dá fruto em flor e bem querer
sem ceder ações, poder, conselho e presidente.
Melhor sociedade é a bem quista
que partilha vício e prazer
concede colo, afeto, afago e proteção.
Melhor sociedade é a do estalo
que explode, encanta, inflama e incendeia
toca fogo, o corpo, o peito e toca o surdo.
Melhor sociedade que a do amor e a bem quista
sociedade que estala, estrala, suspende e surpreende
melhor que a que vinga, fica, estabelece e vence
é a sempre cedida, desejada e consentida
sem força, estrela e supremacia.
(18/11/2007)
SHOPPING
Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli
No shopping da vida
os risos se elevam na sinceridade
onde cada um
se encontra consigo mesmo
só não comprando frascos de felicidade
nem doses de alegria verdadeira
em proveta de pipeta
onde será o futuro
que tenta, tenta, tenta
mas não vende verdade
nas esquinas da fome
pedindo nos semáforos
a vida que prosseguirá
segue e nunca será
um sonho e ilha de consumo,
nunca será shopping.
Chora o faminto
longe do consumismo.
(17/11/2007)
No shopping da vida
os risos se elevam na sinceridade
onde cada um
se encontra consigo mesmo
só não comprando frascos de felicidade
nem doses de alegria verdadeira
em proveta de pipeta
onde será o futuro
que tenta, tenta, tenta
mas não vende verdade
nas esquinas da fome
pedindo nos semáforos
a vida que prosseguirá
segue e nunca será
um sonho e ilha de consumo,
nunca será shopping.
Chora o faminto
longe do consumismo.
(17/11/2007)
IDENTIDADE
Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli
Não por carência, não por necessidade,
não por terapia, não por sentir falta,
vou dormir sempre na mesma hora
vou levantar sempre no mesmo instante
vou escrever sempre em nome da arte
jamais por terapia em letras e folhas
que o vento não levará.
Quero saber quem eu sou,
eu sou poeta.
Eu sou poeta !
(17/11/2007)
Não por carência, não por necessidade,
não por terapia, não por sentir falta,
vou dormir sempre na mesma hora
vou levantar sempre no mesmo instante
vou escrever sempre em nome da arte
jamais por terapia em letras e folhas
que o vento não levará.
Quero saber quem eu sou,
eu sou poeta.
Eu sou poeta !
(17/11/2007)
NOVELO
Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli
Palitos de isopor
regados em vinho
e cachimbo de paz
defumados sem ar
cingidos
enclausurados
no sentimento
da conversa amigável
novelos
voltas e voltas e voltas de sons
salmos e salmos e salmos de som
palavras
que sintetizam o momento
que sintetizam o instante
em músicas
em palavras
em vindas
em saudades
na conversa
que figura
no sempre
de nós mesmos
e sempre.
(17/11/2007)
Palitos de isopor
regados em vinho
e cachimbo de paz
defumados sem ar
cingidos
enclausurados
no sentimento
da conversa amigável
novelos
voltas e voltas e voltas de sons
salmos e salmos e salmos de som
palavras
que sintetizam o momento
que sintetizam o instante
em músicas
em palavras
em vindas
em saudades
na conversa
que figura
no sempre
de nós mesmos
e sempre.
(17/11/2007)
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
DÍADE
Carlos Savasini
Se falta nos outros bom senso
alegramos sozinhos nosso canto
falando de sonhos, projetos e livros
sem gritos, falsetes e vozes dobradas
remontadas em diálogos – monólogos,
falamos e ouvimos e assim vamos
até que os outros se calem afônicos.
(20/11/2007)
Se falta nos outros bom senso
alegramos sozinhos nosso canto
falando de sonhos, projetos e livros
sem gritos, falsetes e vozes dobradas
remontadas em diálogos – monólogos,
falamos e ouvimos e assim vamos
até que os outros se calem afônicos.
(20/11/2007)
ESPERANTO
Carlos Savasini
Não se depositam fichas nos outros
em sócios, parceiros, pares e o escambau
se há foco e busca, mire e pesque por si só
semeie sempre os melhores frutos
espalhe sempre as melhores cepas
grite sempre as melhores palavras
viva sempre os melhores sonhos
faça sempre o melhor possível
mas nunca, jamais, nem sequer em pensamento
creia que por agir corretamente
o mundo te seguirá.
(20/11/2007)
Não se depositam fichas nos outros
em sócios, parceiros, pares e o escambau
se há foco e busca, mire e pesque por si só
semeie sempre os melhores frutos
espalhe sempre as melhores cepas
grite sempre as melhores palavras
viva sempre os melhores sonhos
faça sempre o melhor possível
mas nunca, jamais, nem sequer em pensamento
creia que por agir corretamente
o mundo te seguirá.
(20/11/2007)
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
PARA MARISA
Por Carlos Savasini, Gabriela Cuzzuol, Luciana do Valle e Osvaldo Pastorelli
Simpatia que se multiplica
ao mesmo que a síntese se infinita
mulher dos olhares certos
sem mais desertos
cheia de alento
sonhos dispersos
vidas a tempo
recheio inspirado
síntese em versos
textos
viva a vida
vida à Marisa
vida em onze de novembro
dia do pepero
e dia da Marisa.
(11/11/2007)
Simpatia que se multiplica
ao mesmo que a síntese se infinita
mulher dos olhares certos
sem mais desertos
cheia de alento
sonhos dispersos
vidas a tempo
recheio inspirado
síntese em versos
textos
viva a vida
vida à Marisa
vida em onze de novembro
dia do pepero
e dia da Marisa.
(11/11/2007)
SABIÁ BÊBADO
Por Carlos Savasini, Gabriela Cuzzuol, Luciana do Valle, Marisa Del Santo e Osvaldo Pastorelli
O silêncio percorre os corpos quietos
faz reflexologia comigo mesma
síntese de piquen-mim e piquen-ti
Yakult nas veias desarmadas
peito desalmado cortado em nacos
anestesia domingo à tarde
amnésia imaculada sob árvores / fatos
sono sob domingo à tarde
interrompido por risos e vozes
no canto da tarde
onde cantam os sabiás
que não bebem águas que ardem
que não bebem e pingam sentados nas árvores.
(11/11/2007)
O silêncio percorre os corpos quietos
faz reflexologia comigo mesma
síntese de piquen-mim e piquen-ti
Yakult nas veias desarmadas
peito desalmado cortado em nacos
anestesia domingo à tarde
amnésia imaculada sob árvores / fatos
sono sob domingo à tarde
interrompido por risos e vozes
no canto da tarde
onde cantam os sabiás
que não bebem águas que ardem
que não bebem e pingam sentados nas árvores.
(11/11/2007)
ANÉIS
Por Carlos Savasini, Gabriela Cuzzuol, Luciana do Valle, Marisa Del Santo e Osvaldo Pastorelli
Risos cosem as fibras da felicidade
ligam lábios, beijos e brilhos
colam salivas, línguas e dentes.
Queria entender o quer faz a verdade
que se comprova feliz
compreender o que mede o hoje
e legitima o ontem e o depois.
Queria saber o que gira a vida
giram-se esferas
rodelas de prazer que não cirandam
elas fluem, se repetem, mas se repetem
se curvam ao circular, projeto cíclico que é
... viver
círculos que se rompem
e abrem-se em esferas
cada vez maiores
mais leves e velozes
vivenciando-se cada minuto
do instante que se chama vida
que se chama lábios
que se chama amigos.
(11/11/2007)
Risos cosem as fibras da felicidade
ligam lábios, beijos e brilhos
colam salivas, línguas e dentes.
Queria entender o quer faz a verdade
que se comprova feliz
compreender o que mede o hoje
e legitima o ontem e o depois.
Queria saber o que gira a vida
giram-se esferas
rodelas de prazer que não cirandam
elas fluem, se repetem, mas se repetem
se curvam ao circular, projeto cíclico que é
... viver
círculos que se rompem
e abrem-se em esferas
cada vez maiores
mais leves e velozes
vivenciando-se cada minuto
do instante que se chama vida
que se chama lábios
que se chama amigos.
(11/11/2007)
ESPUMA
Por Carlos Savasini, Luciana do Valle, Marisa Del Santo, Osvaldo Pastorelli e Roberto Messias
pães luminosos
amigos fosforescentes
planetário de amizade
que se expande na poetividade
atividade poética gastronômica
bocas risadas dentes selinhos poéticos
dia quente frio longo e infinito
tarde boa bacana papéis e letras
perdidas em conversas recheadas de
frios tortas pães vinhos e folhas
e cinema eventos comentários e poemas
circulam pela nossa mesa
e esparramam entre os galhos
e folhas das árvores
e troncos da natureza vida
natureza viva fibras linhas pautas versos
veios poéticos veias sangue corrimento
pus e caldo e linfa e gás
falácias ao entardecer
anoitecer que se anuncia
rimas que se dilatam
árvores que se enquadram
na luz da paixão
(11/11/2007)
pães luminosos
amigos fosforescentes
planetário de amizade
que se expande na poetividade
atividade poética gastronômica
bocas risadas dentes selinhos poéticos
dia quente frio longo e infinito
tarde boa bacana papéis e letras
perdidas em conversas recheadas de
frios tortas pães vinhos e folhas
e cinema eventos comentários e poemas
circulam pela nossa mesa
e esparramam entre os galhos
e folhas das árvores
e troncos da natureza vida
natureza viva fibras linhas pautas versos
veios poéticos veias sangue corrimento
pus e caldo e linfa e gás
falácias ao entardecer
anoitecer que se anuncia
rimas que se dilatam
árvores que se enquadram
na luz da paixão
(11/11/2007)
sábado, 17 de novembro de 2007
BRANCO
Carlos Savasini
Quando a memória prega-nos peças
Furtando da mente a frase ouvida
Não rouba do nervo toda força
Mas trava e cala qualquer fala
Turva e confunde qualquer citação
Priva-nos de toda reflexão precisa
Priva-nos da réplica, tréplica, diálogo mental
Priva-nos do conto, contraponto, da glosa e da volta.
Quando a memória prega-nos peças
Até o poema brocha.
(16/11/2007)
Quando a memória prega-nos peças
Furtando da mente a frase ouvida
Não rouba do nervo toda força
Mas trava e cala qualquer fala
Turva e confunde qualquer citação
Priva-nos de toda reflexão precisa
Priva-nos da réplica, tréplica, diálogo mental
Priva-nos do conto, contraponto, da glosa e da volta.
Quando a memória prega-nos peças
Até o poema brocha.
(16/11/2007)
LATENTE
Carlos Savasini
A fome, sim, é um bom tempero,
Abstinência que faz aumentar o desejo,
O silêncio coça os dedos, a vista, o lóbulo e a língua
Ausência de verbo, de verso e de boas histórias,
Tela branca esperando sentido.
(16/11/2007)
A fome, sim, é um bom tempero,
Abstinência que faz aumentar o desejo,
O silêncio coça os dedos, a vista, o lóbulo e a língua
Ausência de verbo, de verso e de boas histórias,
Tela branca esperando sentido.
(16/11/2007)
terça-feira, 13 de novembro de 2007
PALAVRAS INTEIRAS
Carlos Savasini
Há que se ter persistência
certas vezes força, noutras doçura
porrada na medida certa
tapa na cara forçada
cuspe na cara de bosta
olhar na face de brio
verdade sem perder a mão
recorte preciso
cirúrgico
cisão em momento certeiro
cauterização
o joio bóia em alguidar
o sopro derruba o monstro,
soco em luva de pelica.
Certas vezes há que se ter força
noutras doçura
e sempre, sempre persistência
incondicionalmente.
(10/11/2007)
Há que se ter persistência
certas vezes força, noutras doçura
porrada na medida certa
tapa na cara forçada
cuspe na cara de bosta
olhar na face de brio
verdade sem perder a mão
recorte preciso
cirúrgico
cisão em momento certeiro
cauterização
o joio bóia em alguidar
o sopro derruba o monstro,
soco em luva de pelica.
Certas vezes há que se ter força
noutras doçura
e sempre, sempre persistência
incondicionalmente.
(10/11/2007)
SEM
Carlos Savasini
Pão sem manteiga e pipoca sem sal.
Beijo sem lábio e colchão sem lençol.
Lembrança sem você.
(10/11/2007)
Pão sem manteiga e pipoca sem sal.
Beijo sem lábio e colchão sem lençol.
Lembrança sem você.
(10/11/2007)
LUTA
Carlos Savasini
Faca nos dentes e raça
luta por tudo que é certo
por tudo que é seu por direito
mesmo que nunca e jamais seja bom
ter que lutar pela paz,
lutar pela paz.
(10/11/2007)
Faca nos dentes e raça
luta por tudo que é certo
por tudo que é seu por direito
mesmo que nunca e jamais seja bom
ter que lutar pela paz,
lutar pela paz.
(10/11/2007)
AO RELENTO
Carlos Savasini
Vida corre fora das paredes,
das salas de aula, das celas, conventos,
corre fora das cercas dos quintais
fora da capa dos livros, das traças, do pó
da clausura imaculada do privado
corre fora da vista e da mente
corre fora do corpo, ao lado, ao relento
ao largo do templo, do santo, da venda,
vida corre na rua, na praça, na via
vida corre na vida e ao tempo.
(10/11/2007)
Vida corre fora das paredes,
das salas de aula, das celas, conventos,
corre fora das cercas dos quintais
fora da capa dos livros, das traças, do pó
da clausura imaculada do privado
corre fora da vista e da mente
corre fora do corpo, ao lado, ao relento
ao largo do templo, do santo, da venda,
vida corre na rua, na praça, na via
vida corre na vida e ao tempo.
(10/11/2007)
RITO DE PASSAGEM
Carlos Savasini
Chega o futuro e chega o pesadelo
chega tormenta que vasa pelos dedos,
passa o tempo que escorre e descompassa
passa o véu que se espalha pelo vento.
(10/11/2007)
Chega o futuro e chega o pesadelo
chega tormenta que vasa pelos dedos,
passa o tempo que escorre e descompassa
passa o véu que se espalha pelo vento.
(10/11/2007)
DOU
Por Carlos Savasini e Jorge Virgilio Amorim Brito
Aos deuses dou-lhes a vida
Na morte dou-lhe aos deuses
A mim a radiante Rosana luminosa
E nobre dou-me João fazendo
De ti a plena
Dou do amor a semente, a vida
Dou o norte, a sorte, a cruz, espada
Dou os deuses, céu, sina e busca
Dou a cruz, a luz, o nome, o peito.
(01/11/2007)
Aos deuses dou-lhes a vida
Na morte dou-lhe aos deuses
A mim a radiante Rosana luminosa
E nobre dou-me João fazendo
De ti a plena
Dou do amor a semente, a vida
Dou o norte, a sorte, a cruz, espada
Dou os deuses, céu, sina e busca
Dou a cruz, a luz, o nome, o peito.
(01/11/2007)
CIGANA
Por Carlos Savasini e Leopoldo Skoberg
Luz e graça na rua
Musa nua na caça e na luta
Diana de briga é Ogum
A cigana leu-me a mão
Nela estava escrito
“Eu quero é botar meu bloco na rua” *
Com ganas contidas sou um
E sou muitos na múltipla
Busca da beleza cigana
Que se mostra e engana
Que se oculta e seduz
Que traça e cruza as linhas da mão
Faz cama de mandinga e sedução.
(01/11/2007)
* Sergio Sampaio
Luz e graça na rua
Musa nua na caça e na luta
Diana de briga é Ogum
A cigana leu-me a mão
Nela estava escrito
“Eu quero é botar meu bloco na rua” *
Com ganas contidas sou um
E sou muitos na múltipla
Busca da beleza cigana
Que se mostra e engana
Que se oculta e seduz
Que traça e cruza as linhas da mão
Faz cama de mandinga e sedução.
(01/11/2007)
* Sergio Sampaio
INTENÇÕES
Por Carlos Savasini, Jorge Virgilio Amorim Brito e Leopoldo Skoberg
Começa hoje o novo
Dá-lhe um brinde ao sarau
Brinde cheio de segundas intenções
Cheio de segundas terças feiras
Cheio de versos e canas.
Começa hoje o velho
Gosto de escrever de novo
Tudo o que vier à mente,
Um brinde novo à velha nova vida
Cheia de primeiras intenções
Cheia de versos que caem sempre
Das árvores da vida
Que flui em verso que
Em goles
Sobem ao éter.
O momento começa fazendo e determina
O próximo gesto que hoje sinto pelo
Desejo do éter que me faz sentir
O velho gosto do sarau com pouquíssimas
E generosas árvores que exalam
A intenção do poeta pela morte
Do tédio e a existência da mente
A existência do verso pouca prosa
A existência da paixão e do tesão
Inexistência de pouco sonho e prostração
E assim deixo a prostração
Prostrar-se em posição de
Não-sentido
Deixo-a ao olvido
Para brindar o brinde ao novo
Momento de poesia vida e morte,
Nova faca para novo corte.
(01/11/2007)
Começa hoje o novo
Dá-lhe um brinde ao sarau
Brinde cheio de segundas intenções
Cheio de segundas terças feiras
Cheio de versos e canas.
Começa hoje o velho
Gosto de escrever de novo
Tudo o que vier à mente,
Um brinde novo à velha nova vida
Cheia de primeiras intenções
Cheia de versos que caem sempre
Das árvores da vida
Que flui em verso que
Em goles
Sobem ao éter.
O momento começa fazendo e determina
O próximo gesto que hoje sinto pelo
Desejo do éter que me faz sentir
O velho gosto do sarau com pouquíssimas
E generosas árvores que exalam
A intenção do poeta pela morte
Do tédio e a existência da mente
A existência do verso pouca prosa
A existência da paixão e do tesão
Inexistência de pouco sonho e prostração
E assim deixo a prostração
Prostrar-se em posição de
Não-sentido
Deixo-a ao olvido
Para brindar o brinde ao novo
Momento de poesia vida e morte,
Nova faca para novo corte.
(01/11/2007)
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
SARAU ESPECIAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA - RASCUNHOS POÉTICOS
Pessoal,
Neste sábado, dia 10 de Novembro, haverá um Sarau Especial do Rascunhos Poéticos, o Sarau da Consciência Negra. O desafio foi lançado pela secretaria da prefeitura que coordena as atividades das bibliotecas municipais e acontecerá na Biblioteca Temática de Poesia Alceu Amoroso Lima, em Pinheiros.
Além da poesia, teremos uma apresentação musical a cargo de Lúcia Helena Corrêa, diva do Clube Caiubi, e uma apresentação de dança do grupo Espírito de Zumbi, que se reune na Casa de Cultura do M'Boi Mirim.
Será uma bela festança !
O QUE ? SARAU DO RASCUNHOS POÉTICOS - CONSCIÊNCIA NEGRA
QUANDO ? DIA 10 DE NOVEMBRO DE 2007, SÁBADO
QUE HORAS ? 19:00
AONDE ? BIBLIOTECA TEMÁTICA DE POESIA ALCEU AMOROSO LIMA
ENDEREÇO ? AV HENRIQUE SCHAUMANN, 777, PINHEIROS, SP
(esquina com a Rua Cardeal Arcoverde)
QUANTO ? GRÁTIS
COM QUEM ? POETAS DO RASCUNHOS POÉTICOS
POETAS PRESENTES
LÚCIA HELENA CORRÊA
ESPÍRITO DE ZUMBI
Apareça e apareça ! Você e seus amigos !
Saudações poéticas,
Carlos Savasini & Osvaldo Pastorelli
Neste sábado, dia 10 de Novembro, haverá um Sarau Especial do Rascunhos Poéticos, o Sarau da Consciência Negra. O desafio foi lançado pela secretaria da prefeitura que coordena as atividades das bibliotecas municipais e acontecerá na Biblioteca Temática de Poesia Alceu Amoroso Lima, em Pinheiros.
Além da poesia, teremos uma apresentação musical a cargo de Lúcia Helena Corrêa, diva do Clube Caiubi, e uma apresentação de dança do grupo Espírito de Zumbi, que se reune na Casa de Cultura do M'Boi Mirim.
Será uma bela festança !
O QUE ? SARAU DO RASCUNHOS POÉTICOS - CONSCIÊNCIA NEGRA
QUANDO ? DIA 10 DE NOVEMBRO DE 2007, SÁBADO
QUE HORAS ? 19:00
AONDE ? BIBLIOTECA TEMÁTICA DE POESIA ALCEU AMOROSO LIMA
ENDEREÇO ? AV HENRIQUE SCHAUMANN, 777, PINHEIROS, SP
(esquina com a Rua Cardeal Arcoverde)
QUANTO ? GRÁTIS
COM QUEM ? POETAS DO RASCUNHOS POÉTICOS
POETAS PRESENTES
LÚCIA HELENA CORRÊA
ESPÍRITO DE ZUMBI
Apareça e apareça ! Você e seus amigos !
Saudações poéticas,
Carlos Savasini & Osvaldo Pastorelli
domingo, 4 de novembro de 2007
FLASH-BACK
Leonice Aparecida Tronco
Na encruzilhada do blues
Debrucei minha alma sobre o lamento sonoro dos campos de algodão
Batuques e tormentas
Banzos e derivas
Inquietudes do rock’n’roll
Que hoje me devora.
(03/11/2007)
Na encruzilhada do blues
Debrucei minha alma sobre o lamento sonoro dos campos de algodão
Batuques e tormentas
Banzos e derivas
Inquietudes do rock’n’roll
Que hoje me devora.
(03/11/2007)
[O MAR]
Leonice Aparecida Tronco
O mar
Numa ação milenar
Torna invisível
O aparente concreto
Contra a fúria das ondas
Dissolúvel é o imponente rochedo
Erodido
Perdido ao léu
De concreto nada há
Apenas as formas que se deformam com o tempo
De uma existência lapidada pelo saber.
O mar
Numa ação milenar
Torna invisível
O aparente concreto
Contra a fúria das ondas
Dissolúvel é o imponente rochedo
Erodido
Perdido ao léu
De concreto nada há
Apenas as formas que se deformam com o tempo
De uma existência lapidada pelo saber.
LIMIAR
Por Carlos Savasini e Leonice Aparecida Tronco
Dose é a dose que não chega
O nó que não ata
O ar que não vem
Dose é a falta que não vira vazio
Que não vira saudade
Que não vira carência
E não vira desejo
Dose é a nota perdida
A melodia suspensa
A indiferença do acorde
A quase maestria
Dose é a nota de blues
Petardo que sobra
Som que redunda
Arpejo que dói
Dose é remédio que não cura
Oração que não salva
Abraço que não embala
Mão semi-apertada
Afago ausente – distante – sem pele
Dose é a dose que não molha
Droga que não excita
Éter que não dopa
Morfina que não mata
(03/11/2007)
Dose é a dose que não chega
O nó que não ata
O ar que não vem
Dose é a falta que não vira vazio
Que não vira saudade
Que não vira carência
E não vira desejo
Dose é a nota perdida
A melodia suspensa
A indiferença do acorde
A quase maestria
Dose é a nota de blues
Petardo que sobra
Som que redunda
Arpejo que dói
Dose é remédio que não cura
Oração que não salva
Abraço que não embala
Mão semi-apertada
Afago ausente – distante – sem pele
Dose é a dose que não molha
Droga que não excita
Éter que não dopa
Morfina que não mata
(03/11/2007)
MATIZES
Por Carlos Savasini e Leonice Aparecida Tronco
Lentes aprisionadas a paralelas hastes
Criam e recriam inusitadas cenas
Às vezes reais
Quase sempre disformes
Díspares da vista ímpar do míope
Retas demais frente a vista do vesgo
Luminosas demais frente a vista do cego.
Paragens múltiplas : furta-cor
Que furta os sentidos
Que furta o som
Que furta os ouvidos e a língua
Densidade líquida que escorre ao meio fio
Lacrimeja e embaça a muleta dos olhos
Corrompe o feixe de luz da guia
Tropeço em meio a cenas urbanas
Nebulosas acinzentadas carentes de azul
Limpidez que falta à retina de tempo e espaço
Ponto comum de paralelas linhas
Ponto de fuga ao pôr do sol
Busca constante com lentes ou sem.
(03/11/2007)
Lentes aprisionadas a paralelas hastes
Criam e recriam inusitadas cenas
Às vezes reais
Quase sempre disformes
Díspares da vista ímpar do míope
Retas demais frente a vista do vesgo
Luminosas demais frente a vista do cego.
Paragens múltiplas : furta-cor
Que furta os sentidos
Que furta o som
Que furta os ouvidos e a língua
Densidade líquida que escorre ao meio fio
Lacrimeja e embaça a muleta dos olhos
Corrompe o feixe de luz da guia
Tropeço em meio a cenas urbanas
Nebulosas acinzentadas carentes de azul
Limpidez que falta à retina de tempo e espaço
Ponto comum de paralelas linhas
Ponto de fuga ao pôr do sol
Busca constante com lentes ou sem.
(03/11/2007)
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