Carlos Savasini
Sono que falta não é o que sobra
Não é o que pesa na vista e no crânio
Não é o que embola pálpebra e letras
- pupilas e lentes
- pesares e lenços
Sono que falta é o que atrasa
- é o que rola na cama
- é o que pede balada
- insônia em data errada
(26/08/2007)
terça-feira, 28 de agosto de 2007
INCOMUNICÁVEL
Carlos Savasini
Samba em alemão e Nietzsche no sertão
Se não compra jabá com chucrutes
Isenta de culpa um bom palavrão.
(26/08/2007)
Samba em alemão e Nietzsche no sertão
Se não compra jabá com chucrutes
Isenta de culpa um bom palavrão.
(26/08/2007)
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
SHÔ
Carlos Savasini
Octópodes falsos
Braços de aluguel
Abraços marcados
Máscara leve
Lebre que ri e foge
Sorriso amarelo
Ventosas furadas
Pele em casaco,
Shô, coisa ruim !
(25/08/2007)
Octópodes falsos
Braços de aluguel
Abraços marcados
Máscara leve
Lebre que ri e foge
Sorriso amarelo
Ventosas furadas
Pele em casaco,
Shô, coisa ruim !
(25/08/2007)
VALSA
Carlos Savasini
Festa fortuita não tem dia,
Toda hora é hora de alegria.
Sonho sonhado, tormenta e nostalgia
Não tem vez nem gosto em meu cardápio.
Tudo que é bom, é bom e não tem pressa,
Toda festa fortuita, prato cheio, é alegria,
Tem gole, é brinde, ópio, fogo,
Festa é alimento do corpo.
(25/08/2007)
Festa fortuita não tem dia,
Toda hora é hora de alegria.
Sonho sonhado, tormenta e nostalgia
Não tem vez nem gosto em meu cardápio.
Tudo que é bom, é bom e não tem pressa,
Toda festa fortuita, prato cheio, é alegria,
Tem gole, é brinde, ópio, fogo,
Festa é alimento do corpo.
(25/08/2007)
OPUS
Carlos Savasini
Noturna, soturna e véu
Túnica úmida ao léu
Languidez lacônica, céu
Névoa no som, noturno e Chopin.
(25/08/2007)
Noturna, soturna e véu
Túnica úmida ao léu
Languidez lacônica, céu
Névoa no som, noturno e Chopin.
(25/08/2007)
ANTIOFÍDICO
Carlos Savasini
Vértice, vórtice
Vento volúvel
Veneno voraz
Soro solúvel
Lágrimas, lástimas
Páginas pífias
Pesca pouca, oca, louca
Peça peçonhenta, lenta, tenta
Veneno voraz
Veneno volúvel
Soro solúvel
Carne em conflito
Mente matreira
Confunde, bebe e teima
Veneno voraz
Veneno solúvel
Soro volúvel
Soro.
(25/08/2007)
Vértice, vórtice
Vento volúvel
Veneno voraz
Soro solúvel
Lágrimas, lástimas
Páginas pífias
Pesca pouca, oca, louca
Peça peçonhenta, lenta, tenta
Veneno voraz
Veneno volúvel
Soro solúvel
Carne em conflito
Mente matreira
Confunde, bebe e teima
Veneno voraz
Veneno solúvel
Soro volúvel
Soro.
(25/08/2007)
sábado, 25 de agosto de 2007
CONTAGEM REGRESSIVA
Carlos Savasini
Um café pra tomar o tempo
Dois cigarros pra espantar mosquitos
Três versos pra fazer haicai
Quatro linhas pra quebrar com tudo
Cinco minutos para ir embora
Nada mais ao olhar pro relógio
Fui agora,
Já.
(23/08/2007)
Um café pra tomar o tempo
Dois cigarros pra espantar mosquitos
Três versos pra fazer haicai
Quatro linhas pra quebrar com tudo
Cinco minutos para ir embora
Nada mais ao olhar pro relógio
Fui agora,
Já.
(23/08/2007)
TANTO FAZ
Carlos Savasini
Inábil ou incapaz
Pouco importa,
Se o corpo não permite
A mente cuida de prostrar.
(23/08/2007)
Inábil ou incapaz
Pouco importa,
Se o corpo não permite
A mente cuida de prostrar.
(23/08/2007)
BILHETE
Carlos Savasini
Turista na estrada e na vida
Listando inveja e passagem
Aos que vivem querendo ficar.
(23/08/2007)
Turista na estrada e na vida
Listando inveja e passagem
Aos que vivem querendo ficar.
(23/08/2007)
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
É HOJE - SARAU DO RASCUNHOS POÉTICOS
Pessoal,
É HOJE, 24 de Agosto, o 1º Sarau do Rascunhos Poéticos na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, com participação musical de Vlado Lima e poética do Grupo Rascunhos Poéticos, além de todos os poetas da platéia que quiserem subir ao palco.
O QUE ? SARAU DO RASCUNHOS POÉTICOS
QUANDO ? SEXTA, 24 DE AGOSTO DE 20007
QUE HORAS ? 19:30
ONDE ? BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA
ENDEREÇO ? AV HENRIQUE SCHAUMANN, 777, PINHEIROS, SP
(ESQUINA COM A CARDEAL ARCOVERDE)
QUANTO ? GRÁTIS
APAREÇAM E BRILHEM !
Bjs e abraços,
Carlos Savasini & Osvaldo Pastorelli
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
ABRASAR
Por Carlos Savasini, Gabriela Cuzzuol, Osvaldo Pastorelli e Rosangela de Oliveira Santos
Derrama o vinho no pano branco da mesa
Escorre a poesia em cada gota do sentimento contido
Trasborda a virtude do amor, a vida
Na riqueza da alma branda em cada gota do sentimento contido
O vinho em brasa cai no branco d’alma
Branda queima em fogo e cospe agulhas
Fagulhas de vida verdade
Cristal, contexto contrito
Nos rasgos blindados, nada
Limpa teima, percalços
Fagulhas
E o vinho mancha as palavras
Poéticas na branda noite
O luar nos convida a brindar
Com sorrisos e palavras
Arde a chama do amor
O luar que incide em tentar
A mostrar que se pode ir além
Se “se é” do jeito que é
Tenta, prova, tem fé
Tem fogo, fagulhas, brasa
Tem pressão na alma
Olhos além
E farpas.
(18/08/2007)
Derrama o vinho no pano branco da mesa
Escorre a poesia em cada gota do sentimento contido
Trasborda a virtude do amor, a vida
Na riqueza da alma branda em cada gota do sentimento contido
O vinho em brasa cai no branco d’alma
Branda queima em fogo e cospe agulhas
Fagulhas de vida verdade
Cristal, contexto contrito
Nos rasgos blindados, nada
Limpa teima, percalços
Fagulhas
E o vinho mancha as palavras
Poéticas na branda noite
O luar nos convida a brindar
Com sorrisos e palavras
Arde a chama do amor
O luar que incide em tentar
A mostrar que se pode ir além
Se “se é” do jeito que é
Tenta, prova, tem fé
Tem fogo, fagulhas, brasa
Tem pressão na alma
Olhos além
E farpas.
(18/08/2007)
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
QUANDO
Carlos Savasini
"Quando formos os dois já bem velhinhos” *
Cansadinhos, caindo das bengalas
Juntinhos nas cadeiras lado a lado
Falando tantos sonhos já perdidos
Espumando fininho em rugas flácidas
Responderemos telepáticos perguntas inaudíveis
Cegaremos cataratas em olhos baços.
(03/02/2007)
* de J G de Araújo Jorge, em Alvorada Eterna
"Quando formos os dois já bem velhinhos” *
Cansadinhos, caindo das bengalas
Juntinhos nas cadeiras lado a lado
Falando tantos sonhos já perdidos
Espumando fininho em rugas flácidas
Responderemos telepáticos perguntas inaudíveis
Cegaremos cataratas em olhos baços.
(03/02/2007)
* de J G de Araújo Jorge, em Alvorada Eterna
terça-feira, 21 de agosto de 2007
SARAU DO RASCUNHOS POÉTICOS
Pessoal,
Sexta agora tem Sarau do Rascunhos Poéticos na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, com participação musical de Vlado Lima e poética do Grupo Rascunhos Poéticos e dos poetas da platéia.
O QUE ? SARAU DO RASCUNHOS POÉTICOS
QUANDO ? SEXTA, 24 DE AGOSTO DE 20007
QUE HORAS ? 19:30
ONDE ? BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA
ENDEREÇO ? AV HENRIQUE SCHAUMANN, 777, PINHEIROS, SP (ESQUINA COM A CARDEAL ARCOVERDE)
QUANTO ? GRÁTIS
APAREÇAM E BRILHEM !
Bjs e abraços,
Carlos Savasini & Osvaldo Pastorelli
REALEZA
Carlos Savasini
Em terra de cego quem tem olho
Em terra de surdo quem tem ouvido
Em terra de careca quem tem cabelo
Em terra de mudo quem tem boca
Come farofa e engasga
Chupa cana e não dá nem um piu.
Viu ?
(18/08/2007)
Em terra de cego quem tem olho
Em terra de surdo quem tem ouvido
Em terra de careca quem tem cabelo
Em terra de mudo quem tem boca
Come farofa e engasga
Chupa cana e não dá nem um piu.
Viu ?
(18/08/2007)
CAIXA DE PANDORA
Carlos Savasini
E Deus criou o céu e a terra
Criou a luz, o dia e a noite
Criou os bichos e as plantas
Criou as águas e o homem
Criou a mulher, a serpente e a maçã
Criou o livre arbítrio
O livre arbítrio
Livre arbítrio
O livre
O trio
A serpente, a maçã e a Pandora
E não mordeu,
Por que, meu deus ?
(18/08/2007)
E Deus criou o céu e a terra
Criou a luz, o dia e a noite
Criou os bichos e as plantas
Criou as águas e o homem
Criou a mulher, a serpente e a maçã
Criou o livre arbítrio
O livre arbítrio
Livre arbítrio
O livre
O trio
A serpente, a maçã e a Pandora
E não mordeu,
Por que, meu deus ?
(18/08/2007)
ANU
Carlos Savasini
Pássaro preto
Pássaro cego
Amor sem novelo
Gaiola de pregos
Cárcere de azul
Metal e arapuca
Prisioneiro cativo
Barítono certo
Anu na gaiola
Canto privado
Canto cruel
(18/08/2007)
Pássaro preto
Pássaro cego
Amor sem novelo
Gaiola de pregos
Cárcere de azul
Metal e arapuca
Prisioneiro cativo
Barítono certo
Anu na gaiola
Canto privado
Canto cruel
(18/08/2007)
sábado, 18 de agosto de 2007
MOLHO DE VIDA
Carlos Savasini
O sono acerta o ponto até do molho,
Da vida sem sentido, ausência e falta,
Aplaca a virulência, a fleuma, acalma,
Corrige o eixo torto, o pus e o olho.
(17/08/2007)
O sono acerta o ponto até do molho,
Da vida sem sentido, ausência e falta,
Aplaca a virulência, a fleuma, acalma,
Corrige o eixo torto, o pus e o olho.
(17/08/2007)
SECULAR
Carlos Savasini
Tradição nunca se compra, conquista-se.
Por vezes até negocia-se,
Mas nunca se vende.
(17/08/2007)
Tradição nunca se compra, conquista-se.
Por vezes até negocia-se,
Mas nunca se vende.
(17/08/2007)
CACHOS
Por Carlos Savasini, Gabriela Cuzzuol, Julio César Luz Bittar, Osvaldo Pastorelli e Rosangela de Oliveira Santos.
Madeixas ao chão
– Cabelos –
Cachos no rosto
– Desejos –
Regados a cerveja
Vinho
Prosa
E palavras poéticas,
As palavras
Quase não as escuto
Nem as leio
Tonalidade aconchegante
Acalorado jazz
Dos 20, 30, 40
Biombos expressionistas
Artes que fazem lembrar Cezzane
Um sonho antigo e familiar
Que só é lembrado
Dentro do próprio sonho,
E agora é momento,
– É realidade !
Na palavra que fere e mata
Inflama e maltrata
A tristeza ecoa no recinto
Torna viva a palavra que reaviva
A chama límpida como o amor
A palavra que une
– Desata –
A palavra que pede,
Chama, grita, inflama
– Repele –
Palavra que aparta, destoa,
– Recua –
Que gorjeia
Mata até
Ata, palavra que ata
Desata os cabelos
Mas não desatam
A mente de cada
Qual.
(11/08/2007)
Madeixas ao chão
– Cabelos –
Cachos no rosto
– Desejos –
Regados a cerveja
Vinho
Prosa
E palavras poéticas,
As palavras
Quase não as escuto
Nem as leio
Tonalidade aconchegante
Acalorado jazz
Dos 20, 30, 40
Biombos expressionistas
Artes que fazem lembrar Cezzane
Um sonho antigo e familiar
Que só é lembrado
Dentro do próprio sonho,
E agora é momento,
– É realidade !
Na palavra que fere e mata
Inflama e maltrata
A tristeza ecoa no recinto
Torna viva a palavra que reaviva
A chama límpida como o amor
A palavra que une
– Desata –
A palavra que pede,
Chama, grita, inflama
– Repele –
Palavra que aparta, destoa,
– Recua –
Que gorjeia
Mata até
Ata, palavra que ata
Desata os cabelos
Mas não desatam
A mente de cada
Qual.
(11/08/2007)
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
ESTAÇÃO CENTRAL
Carlos Savasini
Sustança vem de dentro e brota junto
Não cabe ao exaltado canastrão
Ao falso que lucrou sem ter assunto
Ao novo que se vende de azarão.
O núcleo que precede o fim do mundo
Ofusca o tenso brilho da ilusão
Descasca o casco forte, firme e fundo
O coice que se alastra em negação.
A gema tem, é claro, a sua casca
E Gandhi, vai saber, a própria casta
O núcleo, feito em ambos, valerá.
Em guerra, em caos, o mito falso cai
Ao fosso, ao léu, ao fim o lixo vai
O cerne da questão ressurgirá.
(15/08/2007)
Sustança vem de dentro e brota junto
Não cabe ao exaltado canastrão
Ao falso que lucrou sem ter assunto
Ao novo que se vende de azarão.
O núcleo que precede o fim do mundo
Ofusca o tenso brilho da ilusão
Descasca o casco forte, firme e fundo
O coice que se alastra em negação.
A gema tem, é claro, a sua casca
E Gandhi, vai saber, a própria casta
O núcleo, feito em ambos, valerá.
Em guerra, em caos, o mito falso cai
Ao fosso, ao léu, ao fim o lixo vai
O cerne da questão ressurgirá.
(15/08/2007)
TORRE DE TRANSMISSÃO
Carlos Savasini
De jeito nenhum
No meio não
Aceito uma banda
Cadeira na borda
Camarote a la carte
E visão da muvuca.
Do entra e sai
Do caminho ao banheiro
Dos tipos da casa
Figuras na mesa
A vista
O ouvido
E a antena ligada
Garantem pescado
Porção de temas
De motes
De lemas
E versos.
(15/08/2007)
De jeito nenhum
No meio não
Aceito uma banda
Cadeira na borda
Camarote a la carte
E visão da muvuca.
Do entra e sai
Do caminho ao banheiro
Dos tipos da casa
Figuras na mesa
A vista
O ouvido
E a antena ligada
Garantem pescado
Porção de temas
De motes
De lemas
E versos.
(15/08/2007)
LOMBADA
Carlos Savasini
A busca
O rumo
A rota
O caminho de casa
E os tropeços do meio :
Feche a conta
E até amanhã.
(15/08/2007)
A busca
O rumo
A rota
O caminho de casa
E os tropeços do meio :
Feche a conta
E até amanhã.
(15/08/2007)
CHARME PAULISTA
Carlos Savasini
À espera do click
Do flash perfeito
Da cena – comédia
Do tipo
Da hora
Da fila
Da gata
Da mina
Da cara engraçada
Do trapo – farrapo
Do isqueiro no chão
Da pose forçada
Dos caras de branco
A baixinha passa
O baixinho
Mais uma baixinha
O gigante nunca tem vez
(Em terra de cego
quem tem olho não é rei)
A gravata encardida
A bolsinha no colo
O brinquinho na cara
O cabelo engraçado
O engraxate a cavalo
O bife a role
O prato montado
“Olha o lanche” – safado
Na espera do click
O encontro marcado
Chegou apressado
Sem chá nem bombom.
(14/08/2007)
À espera do click
Do flash perfeito
Da cena – comédia
Do tipo
Da hora
Da fila
Da gata
Da mina
Da cara engraçada
Do trapo – farrapo
Do isqueiro no chão
Da pose forçada
Dos caras de branco
A baixinha passa
O baixinho
Mais uma baixinha
O gigante nunca tem vez
(Em terra de cego
quem tem olho não é rei)
A gravata encardida
A bolsinha no colo
O brinquinho na cara
O cabelo engraçado
O engraxate a cavalo
O bife a role
O prato montado
“Olha o lanche” – safado
Na espera do click
O encontro marcado
Chegou apressado
Sem chá nem bombom.
(14/08/2007)
terça-feira, 14 de agosto de 2007
CAOS
Carlos Savasini
O gosto daqueles nobres suspeitos
Suportam apenas nível constante,
Naufragam na dor de amores-perfeitos,
Suplicam o fim da nau hesitante.
A massa difusa cai relutante
No bucho de todos sem preconceitos,
O gosto daqueles nobres suspeitos
Suportam apenas nível constante.
O mar, exaltado, sobra-se em peitos
E peita quem tenta ser sobejante,
Quem tenta vestir-se em altos preceitos
Caustica e promove caos ulcerante,
O gosto daqueles nobres suspeitos.
(12/08/2007)
O gosto daqueles nobres suspeitos
Suportam apenas nível constante,
Naufragam na dor de amores-perfeitos,
Suplicam o fim da nau hesitante.
A massa difusa cai relutante
No bucho de todos sem preconceitos,
O gosto daqueles nobres suspeitos
Suportam apenas nível constante.
O mar, exaltado, sobra-se em peitos
E peita quem tenta ser sobejante,
Quem tenta vestir-se em altos preceitos
Caustica e promove caos ulcerante,
O gosto daqueles nobres suspeitos.
(12/08/2007)
NOITE DE DOMINGO
Carlos Savasini
Clausura, prisões e cela
Relógios, ponteiro e horas
Cerca, muralhas, cancela
Noite, a criança, amanhã
Despertar na segunda (dona),
Que foda.
(12/08/2007)
Clausura, prisões e cela
Relógios, ponteiro e horas
Cerca, muralhas, cancela
Noite, a criança, amanhã
Despertar na segunda (dona),
Que foda.
(12/08/2007)
SUBLIMAR
Carlos Savasini
Sub-tons, sub-graves, sub-temas
Mensagens subjacentes
Sub-real e leituras.
(12/08/2007)
Sub-tons, sub-graves, sub-temas
Mensagens subjacentes
Sub-real e leituras.
(12/08/2007)
CARNE
Carlos Savasini
Cheiro de sexo
Carne e corrimento
Em corpo sarado
Em calça apertada
Em seios quase de fora
Quilos de hormônio e sobra
Fora da esquina, da busca e da luz
A carne é vermelha
(13/08/2007)
Cheiro de sexo
Carne e corrimento
Em corpo sarado
Em calça apertada
Em seios quase de fora
Quilos de hormônio e sobra
Fora da esquina, da busca e da luz
A carne é vermelha
(13/08/2007)
SAUDADE
Carlos Savasini
Crianças de hoje
Adultos de amanhã
E eu perdido em presente que não raia passado
(13/08/2007)
Crianças de hoje
Adultos de amanhã
E eu perdido em presente que não raia passado
(13/08/2007)
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
SAL
Carlos Savasini
Lágrimas
Cáusticas
Mar
E corrosão
Rosto
Mosto
Sal
E corrosão
Mágicas
Náuticas
Mar
E corrosão
Gosto
Posto
Sal
E corrosão
(12/08/2007)
Lágrimas
Cáusticas
Mar
E corrosão
Rosto
Mosto
Sal
E corrosão
Mágicas
Náuticas
Mar
E corrosão
Gosto
Posto
Sal
E corrosão
(12/08/2007)
FOSSE
Carlos Savasini
Se todo beijo fosse o de Judas
Se todo espinho fosse o de Cristo
Se todo pecado fosse o dela
Se todo ventre fosse Maria
Se toda virgem parisse o messias
Se toda mulher, amante, fosse ela
Se todo discípulo fosse o do homem
Se todo evangelho fosse o daquele
Tudo que seria, seria, não fosse o que foi.
(11/08/2007)
Se todo beijo fosse o de Judas
Se todo espinho fosse o de Cristo
Se todo pecado fosse o dela
Se todo ventre fosse Maria
Se toda virgem parisse o messias
Se toda mulher, amante, fosse ela
Se todo discípulo fosse o do homem
Se todo evangelho fosse o daquele
Tudo que seria, seria, não fosse o que foi.
(11/08/2007)
IRREAL
Carlos Savasini
Casa, velha casa
Pátria caquética
Tribo falida
Fálica cena
Tétrico vale
Conselho esquelético
Espantalho cego
Palha de carne e pele
Chapéu de memória
Mente que transcende o corpo
Corpo que transcende a casa
Fantasma que aplaca o porão
Corvo que voa no sótão
Carne desfalece e falece na pátria
Bloco deflora o lar
Sala que balança o berço
Mão que belisca e cura
Casa, velha casa, velha
Lar de memória e falta.
(11/08/2007)
Casa, velha casa
Pátria caquética
Tribo falida
Fálica cena
Tétrico vale
Conselho esquelético
Espantalho cego
Palha de carne e pele
Chapéu de memória
Mente que transcende o corpo
Corpo que transcende a casa
Fantasma que aplaca o porão
Corvo que voa no sótão
Carne desfalece e falece na pátria
Bloco deflora o lar
Sala que balança o berço
Mão que belisca e cura
Casa, velha casa, velha
Lar de memória e falta.
(11/08/2007)
INTEIRA
Carlos Savasini
Corpos, cruzes, bocas tortas
Julgamento e calvário
Prisma que reluz
Pregação de fé
Da minha fé
Sem meias verdades.
(11/08/2007)
Corpos, cruzes, bocas tortas
Julgamento e calvário
Prisma que reluz
Pregação de fé
Da minha fé
Sem meias verdades.
(11/08/2007)
terça-feira, 7 de agosto de 2007
SARAU DIA 11/08 - Bar do Museu
Pessoal,
Dia 11 de Agosto, sábado, a partir das 19:00 horas, tem sarau no Bar do Museu, sede da Associação dos Amigos do MAM.
Endereço : Av Ipiranga, 324, bloco C, sobreloja, Centro, SP.
Informações sobre o lugar : http://www.bardomuseu.art.br.
Estarei lá. Quem puder, apareça !
Abçs
CS
Dia 11 de Agosto, sábado, a partir das 19:00 horas, tem sarau no Bar do Museu, sede da Associação dos Amigos do MAM.
Endereço : Av Ipiranga, 324, bloco C, sobreloja, Centro, SP.
Informações sobre o lugar : http://www.bardomuseu.art.br.
Estarei lá. Quem puder, apareça !
Abçs
CS
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
2 ANOS DE RASCUNHOS POÉTICOS - QUEM NÃO FOI PERDEU
Galera,
Definitivamente foi uma festança e tanto. Quem não foi, perdeu !
80 pessoas na platéia, 26 poetas no palco e 5 apresentações musicais. Início oficial às 21:00, pequeno atraso de praxe e a derradeira poesia lá pelas tantas, perto das 3 da manhã, ou até um pouco além.
Tivemos parabéns à você, bolo, muitos vivas e muito mais.
Que festa ! Que noite ! Que data !
Obrigado poetas e presentes ! É Rascunhos Poéticos !
Quem não foi, perdeu ! 2 anos nunca mais ! Que venha o 3º aniversário !
Abraços e beijos,
Carlos Savasini & Osvaldo Pastorelli
Definitivamente foi uma festança e tanto. Quem não foi, perdeu !
80 pessoas na platéia, 26 poetas no palco e 5 apresentações musicais. Início oficial às 21:00, pequeno atraso de praxe e a derradeira poesia lá pelas tantas, perto das 3 da manhã, ou até um pouco além.
Tivemos parabéns à você, bolo, muitos vivas e muito mais.
Que festa ! Que noite ! Que data !
Obrigado poetas e presentes ! É Rascunhos Poéticos !
Quem não foi, perdeu ! 2 anos nunca mais ! Que venha o 3º aniversário !
Abraços e beijos,
Carlos Savasini & Osvaldo Pastorelli
VITRINE
Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli
O luminoso no vidro
Reflete o espelho íntimo
De cada um de nós,
Basta fechar os olhos
E nada se revela pela vidraça
Que ilumina o olhar
Onde os pedaços da vida
São engolidos a cada garfada
De pão, fome e saudade
Empolados na felicidade.
(04/08/2007)
O luminoso no vidro
Reflete o espelho íntimo
De cada um de nós,
Basta fechar os olhos
E nada se revela pela vidraça
Que ilumina o olhar
Onde os pedaços da vida
São engolidos a cada garfada
De pão, fome e saudade
Empolados na felicidade.
(04/08/2007)
domingo, 5 de agosto de 2007
P(H)ODER
Carlos Savasini
“Solte a bunda que há em você!”
Diz a passista na passarela.
“Falta-lhe peito para ser alguém na vida!”
Retruca a beldade siliconada.
“Bunda e peito não é nada se lhe falta conteúdo.”
Conclui a feminista convicta.
Quando em coro disseram aquelas
Que fazem das curvas meios para seus fins:
“Ah se elas soubessem o poder que tem entre as pernas ...”
Poder entre as pernas,
Poder é phoder.
(04/08/2007)
“Solte a bunda que há em você!”
Diz a passista na passarela.
“Falta-lhe peito para ser alguém na vida!”
Retruca a beldade siliconada.
“Bunda e peito não é nada se lhe falta conteúdo.”
Conclui a feminista convicta.
Quando em coro disseram aquelas
Que fazem das curvas meios para seus fins:
“Ah se elas soubessem o poder que tem entre as pernas ...”
Poder entre as pernas,
Poder é phoder.
(04/08/2007)
SARJETA
Carlos Savasini
Flor que fere o asfalto
Espinho que fere a garganta, caneta
Tromba e corneta
Cravo em lapela – defunto
Coroa
Cruz sem prego e amarras
Ar na corda da forca
Rosa
Flor que me fura, sarjeta
Asfalto na guia de sangue
Floreira.
(04/08/2007)
Flor que fere o asfalto
Espinho que fere a garganta, caneta
Tromba e corneta
Cravo em lapela – defunto
Coroa
Cruz sem prego e amarras
Ar na corda da forca
Rosa
Flor que me fura, sarjeta
Asfalto na guia de sangue
Floreira.
(04/08/2007)
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