Carlos Savasini
Viver um pouco mais
Tentar, jamais desfalecer
Nunca dizer nunca mais
Nem olhar para trás
Se não for por sangrar
Gotejar o desejo de amanhã
Marcar necessidade de ar
Carência de sentido, norte, morte, remorso e raiz
Fome de futuro e algo além.
Viver sempre um pouco mais
Buscar, ousar e romper em apnéia
Romper a traquéia em gritos, sussurros e gemidos
Romper em suspiros, desejos e ais de amor
Desejos de ser e nunca, nunca desejos de ter
Nunca ilusão e arrotos de arpão
Nunca morrer pela falta, por pouco e por falta
Nunca morrer pelo pouco querer
Pelo pouco poder
Pelo pouco viver.
Viver um pouco mais
Sempre um pouco mais
Viver sempre
Um pouco
E mais.
(27/05/2007)
segunda-feira, 28 de maio de 2007
SECULAR
Carlos Savasini
Mestres de voz e tambor
Copo de pinga na mão
Mastros de boça e chicote
Campos de branco e açúcar
Mãos de negro e branco a cavalo
Branco montado em negro cangote.
Mestres de voz e violão
Copo de scotch na mão
Mastros de boça e chicote
Campos de branco algodão
Mãos de negro e branco a cavalo
Branco montado em negro cangote.
Mestres de som e canção
Copo de rum e charuto
Mastros de boça e chicote
Campos de açúcar, tabaco
Mãos de negro e branco a cavalo
Branco montado em negro cangote.
Blues, vudu e samba dão as mãos
Campos de mãos negras semeiam a fonte
Rock, bolero e bossa dão as mãos
Brancos montados, cangote, bebem e fazem sucesso
Mãos de negro e branco a cavalo
Branco montado em negro cangote.
(27/05/2007)
Mestres de voz e tambor
Copo de pinga na mão
Mastros de boça e chicote
Campos de branco e açúcar
Mãos de negro e branco a cavalo
Branco montado em negro cangote.
Mestres de voz e violão
Copo de scotch na mão
Mastros de boça e chicote
Campos de branco algodão
Mãos de negro e branco a cavalo
Branco montado em negro cangote.
Mestres de som e canção
Copo de rum e charuto
Mastros de boça e chicote
Campos de açúcar, tabaco
Mãos de negro e branco a cavalo
Branco montado em negro cangote.
Blues, vudu e samba dão as mãos
Campos de mãos negras semeiam a fonte
Rock, bolero e bossa dão as mãos
Brancos montados, cangote, bebem e fazem sucesso
Mãos de negro e branco a cavalo
Branco montado em negro cangote.
(27/05/2007)
domingo, 27 de maio de 2007
RECEITA
Carlos Savasini
Elege-se o tema
Gente viva ou morta
Listam-se os livros, os feitos, os fatos
Listam-se os discos, os nomes, as datas
Cola-se tudo com cola de gosto pessoal
Dedica-se (melhor se for com epígrafe)
Está feita a elegia.
(26/05/2007)
Elege-se o tema
Gente viva ou morta
Listam-se os livros, os feitos, os fatos
Listam-se os discos, os nomes, as datas
Cola-se tudo com cola de gosto pessoal
Dedica-se (melhor se for com epígrafe)
Está feita a elegia.
(26/05/2007)
MÁSCARA DE BAILE
Carlos Savasini
Sempre num baile a fantasia
Repetição de ritos de passagem
O único palco verdadeiro não é o da vida
A única máscara eterna na face, a mortuária.
(26/05/2007)
Sempre num baile a fantasia
Repetição de ritos de passagem
O único palco verdadeiro não é o da vida
A única máscara eterna na face, a mortuária.
(26/05/2007)
A LIMPO
Carlos Savasini
Frouxo, bobinho e sem jeito
A vida passou em branco
O amor passou ao largo
Os dias não renderam história.
Frouxo, bobinho e sem jeito
Mito que nunca foi feito
Riso que nunca foi dado
Jovem que nunca fez arte.
Frouxo, bobinho e sem jeito
Treino que nunca foi jogo
Meio que nunca foi fim
Vida que nunca foi viva.
Frouxo, bobinho e sem graça.
(26/05/2007)
Frouxo, bobinho e sem jeito
A vida passou em branco
O amor passou ao largo
Os dias não renderam história.
Frouxo, bobinho e sem jeito
Mito que nunca foi feito
Riso que nunca foi dado
Jovem que nunca fez arte.
Frouxo, bobinho e sem jeito
Treino que nunca foi jogo
Meio que nunca foi fim
Vida que nunca foi viva.
Frouxo, bobinho e sem graça.
(26/05/2007)
ÉPOCA DE CAÇA
Carlos Savasini
O ciclo da vida busca o elo da corrente
Erigir pirâmide no prumo da vida
Pato que afoga o ganso que come o marreco
Domador que descabela o palhaço que canta a trapezista
Cego que sempre leva gato por lebre.
(26/05/2007)
O ciclo da vida busca o elo da corrente
Erigir pirâmide no prumo da vida
Pato que afoga o ganso que come o marreco
Domador que descabela o palhaço que canta a trapezista
Cego que sempre leva gato por lebre.
(26/05/2007)
sexta-feira, 25 de maio de 2007
CABRA AMARELA
Carlos Savasini
Avise-me o dia que eu não vou. Juro por tudo que há de mais sagrado que eu não vou. Nem tente convidar-me para um passeio à toa, para tomar um chopp, para um dedinho de prosa, para tomar a fresca. Não tente vir com aquele papo, com aquela onda, com aquele ‘já que estamos mesmo na rua’, ‘já que estamos perto mesmo’, ‘já que é meio caminho andado’. Não me venha com meias verdades e nenhuma mentira inteira.
Não vou e já disse que não vou. Quem mandou aquela cabra não cair na minha graça? Só para manter a aparência? Só para tirar foto junto e ainda pedir autógrafo no livro? Não vou e não gasto nem um centavo. Se ganhar um exemplar é bem capaz que vá para o fundo da estante, atrás do dicionário, que é para ver se esqueço de me lembrar.
Não vou mesmo, está bem entendido? Se não está, não se faça de desentendido, não me faça repetir setecentas e oitenta e nove vezes que eu não vou. Mais vale a minha sanidade que rasgar um sorriso amarelo.
Qual é mesmo o nome daquela cabra?
(24/05/2007)
Avise-me o dia que eu não vou. Juro por tudo que há de mais sagrado que eu não vou. Nem tente convidar-me para um passeio à toa, para tomar um chopp, para um dedinho de prosa, para tomar a fresca. Não tente vir com aquele papo, com aquela onda, com aquele ‘já que estamos mesmo na rua’, ‘já que estamos perto mesmo’, ‘já que é meio caminho andado’. Não me venha com meias verdades e nenhuma mentira inteira.
Não vou e já disse que não vou. Quem mandou aquela cabra não cair na minha graça? Só para manter a aparência? Só para tirar foto junto e ainda pedir autógrafo no livro? Não vou e não gasto nem um centavo. Se ganhar um exemplar é bem capaz que vá para o fundo da estante, atrás do dicionário, que é para ver se esqueço de me lembrar.
Não vou mesmo, está bem entendido? Se não está, não se faça de desentendido, não me faça repetir setecentas e oitenta e nove vezes que eu não vou. Mais vale a minha sanidade que rasgar um sorriso amarelo.
Qual é mesmo o nome daquela cabra?
(24/05/2007)
ENCONTRO
Por Carlos Savasini, Leonice Tronco, Lu e Mavot Sirc
Vida, tardes ensolaradas
Vinho, verde, sal e doce
Amizade, doce enlace
Tinta, ternura e tesão
Vêm e vão
Quando permanecem, nos nutrem
Alimentam a alma
Iluminam a vida
Firmamento, pão e paixão
Sem espaço para solidão
O encontro, o trago, o som, a emoção
Criam laços de afeto e amizade
Sustentam o corpo, sopram o sopro
Enraízam a alma
Em outras almas, acalmam
Do amanhecer ao crepúsculo, luz
Do almoço, vespertino, rubro, lilás e luar,
Viver, entardecer e partir.
(20/05/2007)
Vida, tardes ensolaradas
Vinho, verde, sal e doce
Amizade, doce enlace
Tinta, ternura e tesão
Vêm e vão
Quando permanecem, nos nutrem
Alimentam a alma
Iluminam a vida
Firmamento, pão e paixão
Sem espaço para solidão
O encontro, o trago, o som, a emoção
Criam laços de afeto e amizade
Sustentam o corpo, sopram o sopro
Enraízam a alma
Em outras almas, acalmam
Do amanhecer ao crepúsculo, luz
Do almoço, vespertino, rubro, lilás e luar,
Viver, entardecer e partir.
(20/05/2007)
MOLDE
Por Carlos Savasini, Gabriela Cuzzuol, Leonice Tronco e Osvaldo Pastorelli
A imagem enquadrada na moldura
Revela em sua estrutura
A condição humana
Que pouco perdura
Que pouco prossegue
Se sem conteúdo
Se sem tinta, papel e quadratura,
Remove a sujeira obscura,
Re-molda o retrato contido,
Reforma a estrada, curvatura,
Rediz ser humano remido
Conduzindo seus passos
Ao infinito dos abraços
Braços de quadro emoldurado
Braços madeira, vida e porão
Braços vingados em sons,
Descompassos,
Braços contritos em gestos,
Velados,
Braços distintos em seres humanos,
Revelados.
(19/05/2007)
A imagem enquadrada na moldura
Revela em sua estrutura
A condição humana
Que pouco perdura
Que pouco prossegue
Se sem conteúdo
Se sem tinta, papel e quadratura,
Remove a sujeira obscura,
Re-molda o retrato contido,
Reforma a estrada, curvatura,
Rediz ser humano remido
Conduzindo seus passos
Ao infinito dos abraços
Braços de quadro emoldurado
Braços madeira, vida e porão
Braços vingados em sons,
Descompassos,
Braços contritos em gestos,
Velados,
Braços distintos em seres humanos,
Revelados.
(19/05/2007)
terça-feira, 22 de maio de 2007
FLAP 2007
FLAP 2007: CONTAMINAÇÕES
Blog: http://flap2007.zip.net
Contato: flap@projetoidentidade.org
Dias 30 de junho e 1º de julho de 2007
Espaço dos Satyros I
Pça. Roosevelt, nº 214 - São Paulo
Realização
Projeto Identidade
Apoio
O Casulo
Os Satyros
Sebo do Bac
PROGRAMAÇÃO
(sujeita a modificações)
Sábado, dia 30 de junho
[1] 10h às 11:30h - Abre-alas: Contaminações
Mediação: Andréa Catropa, poeta
- Antonio Vicente Pietroforte, escritor e Prof. Dr. Depto. Lingüística, FFLCH-USP
- Glauco Mattoso, poeta
- Anselmo Luis, o Bactéria
- Marcelino Freire, escritor
[2] 13h às 14:30h - Turma do Fundão: A Literatura na Sala de Aula
Mediação: Ivan Antunes, poeta
- Maria Elisa Cevasco, Profa. Dr. Depto. Letras Modernas, FFLCH-USP
- Maria Nilda Mota de Almeida, Dinha, escritora e educadora
- Representante da APOESP (a confirmar)
- Adilson Miguel, editor de literatura juvenil
- Representante da Revista Nova Escola (a confirmar)
[3] 14:30h às 17h - E quem vive disso?
Mediação: Ana Paula Ferraz, jornalista e escritora
- Jorge de Almeida, Prof. Dr. Teoria Literária, FFLCH-USP (a confirmar)
- Santiago Nazarian, escritor
- Maria Luíza Mendes Furia, poeta
- Andrea Del Fuego, escritora
Domingo, dia 1º de julho
[4] 12h às 13:30h - O Além Livro
Mediação: Del Candeias, poeta
- Alberto Guzik, crítico, escritor e dramaturgo
- Lourenço Mutarelli, escritor e cartunista
- Mario Bortolotto, escritor e dramaturgo (a confirmar)
- Eduardo Rodrigues, escritor e cartunista
[5] 14:30h às 16h - Influenza: Soy loco por ti America
Mediação: Vanderley Mendonça, editora Amauta
- Horacio Costa, poeta e Prof. Dr. Depto. Letras Clássicas
- Marcelo Barbão, editora Amauta - Alfredo Fréssia, poeta e tradutor
- Joca Terron, escritor - Angélica Freitas, poeta (a confirmar)
Blog: http://flap2007.zip.net
Contato: flap@projetoidentidade.org
Dias 30 de junho e 1º de julho de 2007
Espaço dos Satyros I
Pça. Roosevelt, nº 214 - São Paulo
Realização
Projeto Identidade
Apoio
O Casulo
Os Satyros
Sebo do Bac
PROGRAMAÇÃO
(sujeita a modificações)
Sábado, dia 30 de junho
[1] 10h às 11:30h - Abre-alas: Contaminações
Mediação: Andréa Catropa, poeta
- Antonio Vicente Pietroforte, escritor e Prof. Dr. Depto. Lingüística, FFLCH-USP
- Glauco Mattoso, poeta
- Anselmo Luis, o Bactéria
- Marcelino Freire, escritor
[2] 13h às 14:30h - Turma do Fundão: A Literatura na Sala de Aula
Mediação: Ivan Antunes, poeta
- Maria Elisa Cevasco, Profa. Dr. Depto. Letras Modernas, FFLCH-USP
- Maria Nilda Mota de Almeida, Dinha, escritora e educadora
- Representante da APOESP (a confirmar)
- Adilson Miguel, editor de literatura juvenil
- Representante da Revista Nova Escola (a confirmar)
[3] 14:30h às 17h - E quem vive disso?
Mediação: Ana Paula Ferraz, jornalista e escritora
- Jorge de Almeida, Prof. Dr. Teoria Literária, FFLCH-USP (a confirmar)
- Santiago Nazarian, escritor
- Maria Luíza Mendes Furia, poeta
- Andrea Del Fuego, escritora
Domingo, dia 1º de julho
[4] 12h às 13:30h - O Além Livro
Mediação: Del Candeias, poeta
- Alberto Guzik, crítico, escritor e dramaturgo
- Lourenço Mutarelli, escritor e cartunista
- Mario Bortolotto, escritor e dramaturgo (a confirmar)
- Eduardo Rodrigues, escritor e cartunista
[5] 14:30h às 16h - Influenza: Soy loco por ti America
Mediação: Vanderley Mendonça, editora Amauta
- Horacio Costa, poeta e Prof. Dr. Depto. Letras Clássicas
- Marcelo Barbão, editora Amauta - Alfredo Fréssia, poeta e tradutor
- Joca Terron, escritor - Angélica Freitas, poeta (a confirmar)
QUEM ?
Carlos Savasini
Quem falou de poesia ?
Quem falou de amor e flor ?
Quem rimou calor com dor ?
Quem rimou peão com pão ?
Quem ? Quem foi que disse ? Quem foi que fez ?
Quem foi que ousou brincar de criador ?
Quem foi que colou o cerzido de letras ?
Quem foi que ousou colorir as palavras ?
Quem foi que colou a caneta em papel ?
Quem ? Quem foi que disse ? Quem foi que fez ?
Foi, foi ele quem disse, foi ele que fez,
Foi, meu amor, foi o poeta quem fez.
(20/05/2007)
Quem falou de poesia ?
Quem falou de amor e flor ?
Quem rimou calor com dor ?
Quem rimou peão com pão ?
Quem ? Quem foi que disse ? Quem foi que fez ?
Quem foi que ousou brincar de criador ?
Quem foi que colou o cerzido de letras ?
Quem foi que ousou colorir as palavras ?
Quem foi que colou a caneta em papel ?
Quem ? Quem foi que disse ? Quem foi que fez ?
Foi, foi ele quem disse, foi ele que fez,
Foi, meu amor, foi o poeta quem fez.
(20/05/2007)
NEM
Carlos Savasini
Não mais lágrima, não mais choro
Não mais sal na papada do olho
Não mais véu, não mais lenço, não mais nariz de rinossoro
Não mais choro pelo que foi e não merece
Não ligo mais para você, nem te ligo
Nem falo mais de você.
(19/05/2007)
Não mais lágrima, não mais choro
Não mais sal na papada do olho
Não mais véu, não mais lenço, não mais nariz de rinossoro
Não mais choro pelo que foi e não merece
Não ligo mais para você, nem te ligo
Nem falo mais de você.
(19/05/2007)
O QUE SERÁ ?
Carlos Savasini
Grande Bretanha, Grã
Mãe das línguas jazz e rock’n’roll
Bebeu do blues colonial
Devolveu Beatles, Led e Rolling Stones.
O que será que seria
Se a raiz do choro, da bossa e da roça
Navegasse em caravelas
E chorasse no fado do lado de lá ?
(19/05/2007)
Grande Bretanha, Grã
Mãe das línguas jazz e rock’n’roll
Bebeu do blues colonial
Devolveu Beatles, Led e Rolling Stones.
O que será que seria
Se a raiz do choro, da bossa e da roça
Navegasse em caravelas
E chorasse no fado do lado de lá ?
(19/05/2007)
DELIRANTE
Carlos Savasini
Rodadas de bar e noitadas
Rodas de copos, dados, delírio
Blues comendo solto na vitrola
Radiola da pesada, Berry, King e Doors
Chapo no som da voz da Janis
Viagem mágica em campos de morango
Ainda mudo-me para Penny Lane ou Abbey Road
Se não Chicago, motortown ou Mississipi
Azulo minha alma em noites de luar.
(19/05/2007)
Rodadas de bar e noitadas
Rodas de copos, dados, delírio
Blues comendo solto na vitrola
Radiola da pesada, Berry, King e Doors
Chapo no som da voz da Janis
Viagem mágica em campos de morango
Ainda mudo-me para Penny Lane ou Abbey Road
Se não Chicago, motortown ou Mississipi
Azulo minha alma em noites de luar.
(19/05/2007)
segunda-feira, 21 de maio de 2007
ASTUTO
Carlos Savasini
Pois o texto que deve ser enxuto
Aparado, aprumado, endireitado
Nunca deve ficar engavetado
Deve ser exibido feito augusto.
Quando a voz fica presa no calado
Bolhas sobem tão logo dê minuto
Artifício hidráulico e astuto,
Folha seca revive no ensopado.
Tal qual mar ou papel, qualquer suporte
Sangra, vaza, pulula todo corte
Sempre expõe o buraco do orifício.
Tal qual voz na palavra, traço ou grito
Texto enxuto em labuta vale artigo
Luxo e nota maior que todo ofício.
(18/05/2007)
Pois o texto que deve ser enxuto
Aparado, aprumado, endireitado
Nunca deve ficar engavetado
Deve ser exibido feito augusto.
Quando a voz fica presa no calado
Bolhas sobem tão logo dê minuto
Artifício hidráulico e astuto,
Folha seca revive no ensopado.
Tal qual mar ou papel, qualquer suporte
Sangra, vaza, pulula todo corte
Sempre expõe o buraco do orifício.
Tal qual voz na palavra, traço ou grito
Texto enxuto em labuta vale artigo
Luxo e nota maior que todo ofício.
(18/05/2007)
sexta-feira, 18 de maio de 2007
NUMA
Carlos Savasini
Olhar mirando a distância
Tal qual pura irrelevância
Tal resgate de uma infância.
(17/05/2007)
Olhar mirando a distância
Tal qual pura irrelevância
Tal resgate de uma infância.
(17/05/2007)
REAL
Carlos Savasini
Sapatos na caixa de luvas
Açúcar no pote de sal
Cal na gaveta de sonhos.
(17/05/2007)
Sapatos na caixa de luvas
Açúcar no pote de sal
Cal na gaveta de sonhos.
(17/05/2007)
DE PREGO E COROA
Carlos Savasini
Trinta e três passos ligam a manjedoura de Nazaré ao Santo Sepulcro e à cruz do Vaticano.
(17/05/2007)
Trinta e três passos ligam a manjedoura de Nazaré ao Santo Sepulcro e à cruz do Vaticano.
(17/05/2007)
terça-feira, 15 de maio de 2007
segunda-feira, 14 de maio de 2007
CIRCUNSTÂNCIA
Carlos Savasini
Pureza e disfarce
Se não pérolas, barro cozido
Se não fato, momento criado.
(13/05/2007)
Pureza e disfarce
Se não pérolas, barro cozido
Se não fato, momento criado.
(13/05/2007)
HÁ QUE SE VALER
Carlos Savasini
Canções e canções de amor
Versos e versos, louvor
Pois nada dito pelos outros
Serve em minha boca no que digo por ti
Sorvo e sorvo teu sabor
Visto e visto teu calor
Pois nada posto em tela e arte
Verte em momentos que faço e vivo por ti
Caso e casos de amor contido
Casto e carne de amor contigo
Aqui se faz e aqui se paga
Por cá se tem e se vive o enlace
Masco e masco o teu sabor
Marco e marco o teu amor
Pois se em vida não fizer por merecer
Não há quem diga que esta vida nos valeu
(13/05/2007)
Canções e canções de amor
Versos e versos, louvor
Pois nada dito pelos outros
Serve em minha boca no que digo por ti
Sorvo e sorvo teu sabor
Visto e visto teu calor
Pois nada posto em tela e arte
Verte em momentos que faço e vivo por ti
Caso e casos de amor contido
Casto e carne de amor contigo
Aqui se faz e aqui se paga
Por cá se tem e se vive o enlace
Masco e masco o teu sabor
Marco e marco o teu amor
Pois se em vida não fizer por merecer
Não há quem diga que esta vida nos valeu
(13/05/2007)
DOMINICAL
Carlos Savasini
Pratos a postos
Desejos a mostra
E amigos em volta.
Este almoço promete !
(13/05/2007)
Pratos a postos
Desejos a mostra
E amigos em volta.
Este almoço promete !
(13/05/2007)
domingo, 13 de maio de 2007
LIBERDADE
Por Carlos Savasini, Gabriela Cuzzuol e Marisa Del Santo
Usando grife e maquiagem
Hotel – corredores como passarela
Tapetes e serviços solícitos
Caio na cama desolada
Levanto os olhos – olho rubro
Vistas embaçadas – vista baça
Grifo nos olhos – olhar maquiado
Passos marcados de gestos – pudor
Liberta-te ainda que te custe dor
Assuma-te mesmo que te custe muito
Ama-te mesmo que te rasgue inteira
Cobra-te mesmo que te fira imenso
Levanto e liberto-me
Ouço vozes alertando :
No vão sombrio há tédio
O vazio está no passado
A purpurina ilude
O falso brilho confunde
A passarela embaça a vista
Liberdade encanta
Liberdade põe à prova
Questiona o que o interior comprova
E bate : cobra continuidade
Arde, antes de tudo prova.
(12/05/2007)
Usando grife e maquiagem
Hotel – corredores como passarela
Tapetes e serviços solícitos
Caio na cama desolada
Levanto os olhos – olho rubro
Vistas embaçadas – vista baça
Grifo nos olhos – olhar maquiado
Passos marcados de gestos – pudor
Liberta-te ainda que te custe dor
Assuma-te mesmo que te custe muito
Ama-te mesmo que te rasgue inteira
Cobra-te mesmo que te fira imenso
Levanto e liberto-me
Ouço vozes alertando :
No vão sombrio há tédio
O vazio está no passado
A purpurina ilude
O falso brilho confunde
A passarela embaça a vista
Liberdade encanta
Liberdade põe à prova
Questiona o que o interior comprova
E bate : cobra continuidade
Arde, antes de tudo prova.
(12/05/2007)
INFANTIL IV
Carlos Savasini
Congestionamento no carpete
Fila de ambulância, bombeiro e trem de ferro
Só assim pra pilotar Ferrari e Porsche
(12/05/2007)
Congestionamento no carpete
Fila de ambulância, bombeiro e trem de ferro
Só assim pra pilotar Ferrari e Porsche
(12/05/2007)
BARBIE
Carlos Savasini
Nada de conto de fadas
Vida de Barbie é pura farsa
Boneca de plástico moldado
Cabelo – barbante tratado a chapinha
E amiguinha do Ken, coitada, que não come ninguém.
(12/05/2007)
Nada de conto de fadas
Vida de Barbie é pura farsa
Boneca de plástico moldado
Cabelo – barbante tratado a chapinha
E amiguinha do Ken, coitada, que não come ninguém.
(12/05/2007)
QUADRICULADA
Carlos Savasini
No jogo da vida não tem confete
Nem dama – leoa que caça e ataca
Nem bispo só preto ou só branco
Nem torre que corre ou cavalo no cheque
Só tem peão que busca ser algo na raia
E rei que morre no mate da vida.
(12/05/2007)
No jogo da vida não tem confete
Nem dama – leoa que caça e ataca
Nem bispo só preto ou só branco
Nem torre que corre ou cavalo no cheque
Só tem peão que busca ser algo na raia
E rei que morre no mate da vida.
(12/05/2007)
sexta-feira, 11 de maio de 2007
FLORES
Carlos Savasini
Palavras soltas não fazem poemas
Letras avulsas não brotam em cachos
Uvas não nascem garrafas de vinho
Letras na língua e na folha presas
São as que falam e dizem sentido
Que contam em nomes os nomes das coisas
Que cantam no som, sonoridade das coisas
Que fazem na folha pintura em poemas
Não se colhem palavras no além
(10/05/2007)
Palavras soltas não fazem poemas
Letras avulsas não brotam em cachos
Uvas não nascem garrafas de vinho
Letras na língua e na folha presas
São as que falam e dizem sentido
Que contam em nomes os nomes das coisas
Que cantam no som, sonoridade das coisas
Que fazem na folha pintura em poemas
Não se colhem palavras no além
(10/05/2007)
quinta-feira, 10 de maio de 2007
segunda-feira, 7 de maio de 2007
domingo, 6 de maio de 2007
QUE SEJA
Carlos Savasini
Que seja forte, verdadeiro ou caro
Todo escarro que for pneumonia.
Que seja farra, mentirinha ou sarro
Todo descaso que houver nesta vida.
(06/05/2007)
Que seja forte, verdadeiro ou caro
Todo escarro que for pneumonia.
Que seja farra, mentirinha ou sarro
Todo descaso que houver nesta vida.
(06/05/2007)
CALDO E ARTE
Carlos Savasini
Sopa de feijão,
Pote de barro cozido
E frio na sacada.
Inverno vivo lá fora,
Cá dentro amor e nós dois.
(06/05/2007)
Sopa de feijão,
Pote de barro cozido
E frio na sacada.
Inverno vivo lá fora,
Cá dentro amor e nós dois.
(06/05/2007)
SANTOS *
Carlos Savasini
Arena, baixada e areia
Bi que ressuscita Pelé,
O Peixe é campeão !
(06/05/2007)
* Na conquista do bi-campeonato paulista de 2007.
Arena, baixada e areia
Bi que ressuscita Pelé,
O Peixe é campeão !
(06/05/2007)
* Na conquista do bi-campeonato paulista de 2007.
CORTE
Carlos Savasini
Quando nem todas as rosas são flores
Nem todos os poemas são belos
Nem todos os discursos são bons
Quando nem todo esterco é adubo
Nem toda escória é jogada
Nem toda falácia é mentira
Quando nem tudo que é bom é bem visto
Todo holofote é luz no jogo de cena
Todo míope vê parte daquilo que ama
Quando nem tudo que é certo é feito às claras
Nem todo veludo é opaco o bastante
Nem toda face é coberta na máscara
Quando nem todas as rosas são flores
Toda tentação é fala doce
Toda corte deslavada é falsidade
(05/05/2007)
Quando nem todas as rosas são flores
Nem todos os poemas são belos
Nem todos os discursos são bons
Quando nem todo esterco é adubo
Nem toda escória é jogada
Nem toda falácia é mentira
Quando nem tudo que é bom é bem visto
Todo holofote é luz no jogo de cena
Todo míope vê parte daquilo que ama
Quando nem tudo que é certo é feito às claras
Nem todo veludo é opaco o bastante
Nem toda face é coberta na máscara
Quando nem todas as rosas são flores
Toda tentação é fala doce
Toda corte deslavada é falsidade
(05/05/2007)
sábado, 5 de maio de 2007
quinta-feira, 3 de maio de 2007
PÉROLAS
Carlos Savasini
Cantem em línguas estranhas
Toquem meu desejo, façam
Sons que brotam das entranhas,
Notas que nada disfarçam.
Toquem sem nenhuma lógica
Cantem o que vem do breu
Calem a voz demagógica
Sórdida noz de museu.
Gritem o que vem do fundo
Grunham os gemidos sujos
Rompam todo lacre imundo.
Quebrem cascas, caramujos
Soltem a língua marota
Cuspam o mar numa gota.
(24/04/2005)
Cantem em línguas estranhas
Toquem meu desejo, façam
Sons que brotam das entranhas,
Notas que nada disfarçam.
Toquem sem nenhuma lógica
Cantem o que vem do breu
Calem a voz demagógica
Sórdida noz de museu.
Gritem o que vem do fundo
Grunham os gemidos sujos
Rompam todo lacre imundo.
Quebrem cascas, caramujos
Soltem a língua marota
Cuspam o mar numa gota.
(24/04/2005)
LIVRO
Carlos Savasini
De que vivem os criadores de estórias ?
De que vivem os dominadores de palavras ?
De que vivem os inventores de rimas ?
Como viverão quem nos encantam como homens
Se nós, homens, encantamo-nos com os bens,
Com os livros de papéis e as informações de bits ?
De que valem os livros sem palavras e estórias ?
De que valem os programas sem nenhuma lógica ?
De que valem as lendas sem mitos ?
De que valem poemas sem rimas e cadência ?
De que vale amar sem ter o romantismo ?
De que valem as religiões sem seus deuses ?
De que vale viver sem ter fé ?
De nada vale vender milhões de livros,
Livros nada são que palavras de tinta em folhas de papel,
De nada vale o vento vazio de ar
E a chuva seca de água que não cai,
De nada valem livros sem conceitos nem estórias,
De nada valem poemas sem idéias nem sentimentos,
De nada vale ser autor se não compram a criação
Mas sim papéis tingidos e modelos de cultura,
De nada vale criar se o valor medido
É o do bem e não o da criação.
Só terá valor o guardador de rebanhos
E a pedra da vista cansada no meio do caminho
Quando tiver valor o que ele criou
E não o livro que ele vendeu.
(21/12/2003)
De que vivem os criadores de estórias ?
De que vivem os dominadores de palavras ?
De que vivem os inventores de rimas ?
Como viverão quem nos encantam como homens
Se nós, homens, encantamo-nos com os bens,
Com os livros de papéis e as informações de bits ?
De que valem os livros sem palavras e estórias ?
De que valem os programas sem nenhuma lógica ?
De que valem as lendas sem mitos ?
De que valem poemas sem rimas e cadência ?
De que vale amar sem ter o romantismo ?
De que valem as religiões sem seus deuses ?
De que vale viver sem ter fé ?
De nada vale vender milhões de livros,
Livros nada são que palavras de tinta em folhas de papel,
De nada vale o vento vazio de ar
E a chuva seca de água que não cai,
De nada valem livros sem conceitos nem estórias,
De nada valem poemas sem idéias nem sentimentos,
De nada vale ser autor se não compram a criação
Mas sim papéis tingidos e modelos de cultura,
De nada vale criar se o valor medido
É o do bem e não o da criação.
Só terá valor o guardador de rebanhos
E a pedra da vista cansada no meio do caminho
Quando tiver valor o que ele criou
E não o livro que ele vendeu.
(21/12/2003)
CONCHAS
Carlos Savasini
Vem depressa, moleque
Vem, corre
As conchas não são eternas
As ondas do mar as chacoalham
Nas pedras, cascalhos e cracas
Areias de cacos, pedaços e grãos
Até formarem a praia
Sem pressa.
Vem, moleque, vem
Catar as conchas de areia
Inteiras
Ao alcance de tuas mãos.
Vem, moleque, vem
Colher a semente da praia
E põe na tua algibeira
Relíquia futura dos teus sete anos.
Vem depressa, moleque
Vem, corre
És tu a semente do mundo
Feito as conchas da praia de areia.
(04/09/2005)
Vem depressa, moleque
Vem, corre
As conchas não são eternas
As ondas do mar as chacoalham
Nas pedras, cascalhos e cracas
Areias de cacos, pedaços e grãos
Até formarem a praia
Sem pressa.
Vem, moleque, vem
Catar as conchas de areia
Inteiras
Ao alcance de tuas mãos.
Vem, moleque, vem
Colher a semente da praia
E põe na tua algibeira
Relíquia futura dos teus sete anos.
Vem depressa, moleque
Vem, corre
És tu a semente do mundo
Feito as conchas da praia de areia.
(04/09/2005)
VERDE
Carlos Savasini
Tartarugas verdes no jardim.
No relógio
Os ponteiros correm atrás dos tempo,
Os segundos,
Frações mínimas,
Partilham-se em mínima coerência
De décimos,
Centésimos
E milésimos.
Tartarugas verdes no jardim,
Cronômetros,
Tempo,
Minutos,
Segundos,
Frações
E tartarugas verdes no jardim
Sem pressa.
O momento
É átimo
Exato
E atômico
Atônito
No meio do jardim.
A tartaruga verde do jardim
Não usa relógio
No verde do jardim,
A tartaruga verde do jardim,
Eternidade precisa no eterno,
Não faz questão do tempo,
É tartaruga simplesmente verde
No verde do jardim.
(25/01/2005)
Tartarugas verdes no jardim.
No relógio
Os ponteiros correm atrás dos tempo,
Os segundos,
Frações mínimas,
Partilham-se em mínima coerência
De décimos,
Centésimos
E milésimos.
Tartarugas verdes no jardim,
Cronômetros,
Tempo,
Minutos,
Segundos,
Frações
E tartarugas verdes no jardim
Sem pressa.
O momento
É átimo
Exato
E atômico
Atônito
No meio do jardim.
A tartaruga verde do jardim
Não usa relógio
No verde do jardim,
A tartaruga verde do jardim,
Eternidade precisa no eterno,
Não faz questão do tempo,
É tartaruga simplesmente verde
No verde do jardim.
(25/01/2005)
CONFORMAR
Carlos Savasini
A arte é solitária e tão vazia
Se desprovida de amor e paixão,
A arte é alimento, é filho, é pão,
A natureza morta é nostalgia.
Devemos fazer da arte engajada
E fazer o que somos com pincéis
Tingindo toda tela imaculada
Com pensamentos, idéias, cordéis.
O formato do artista é rebeldia,
Não devemos beber na covardia
Nem temer que o tufão nos esmoreça.
Devemos criar e pôr-nos em tudo
Nosso ser, nosso verbo, nosso mundo
Fazendo que a cria linda floresça.
(04/03/2004)
A arte é solitária e tão vazia
Se desprovida de amor e paixão,
A arte é alimento, é filho, é pão,
A natureza morta é nostalgia.
Devemos fazer da arte engajada
E fazer o que somos com pincéis
Tingindo toda tela imaculada
Com pensamentos, idéias, cordéis.
O formato do artista é rebeldia,
Não devemos beber na covardia
Nem temer que o tufão nos esmoreça.
Devemos criar e pôr-nos em tudo
Nosso ser, nosso verbo, nosso mundo
Fazendo que a cria linda floresça.
(04/03/2004)
quarta-feira, 2 de maio de 2007
EXPOSIÇÃO COM RECITAL
Quem puder acompanhar o lançamento da exposição O Poder da Rosa, de Rosae Novichenko, apareça. Será na quinta feira, dia 03 de Maio, a partir das 19:00 horas, na Casa das Rosas.
Os quadros são maravilhosos e, durante o lançamento, apresentarei um recital de poesia com poetas do Rascunhos Poéticos (Maria Luiza Palhas, Gabriela Cuzzuol, Marisa del Santo, Tyta e Júlio Cesar Luz Bittar), da Poesia Maloqueirista (Berimba de Jesus) e do Clube Caiubi (Leopoldo Skoberg).
Apareçam !
-x-X-x-
A Casa das Rosas apresenta a exposição:
O PODER DA ROSA
poesia, música, desenho e pintura de Rosae Novichenko
de 3 de maio a 10 de junho de 2007
Abertura:
Dia 3 de maio das 19h00 às 22:00
com sarau dos poetas da casa
(Temática do sarau: a Rosa como símbolo da personalidade-alma, representando a arte por si mesma)
A Política pode mudar o mundo, mas só a Arte transforma o Homem.
Rosae Novichenko
Tempo transformado em Arte deixa de ser Tempo, é Eternidade.
Rosae Novichenko
-x-X-x-
Saiba mais sobre a artista nos links :
www.galeriaabapuru.com.br
www.portalartes.com.br/rosae
Os quadros são maravilhosos e, durante o lançamento, apresentarei um recital de poesia com poetas do Rascunhos Poéticos (Maria Luiza Palhas, Gabriela Cuzzuol, Marisa del Santo, Tyta e Júlio Cesar Luz Bittar), da Poesia Maloqueirista (Berimba de Jesus) e do Clube Caiubi (Leopoldo Skoberg).
Apareçam !
-x-X-x-
A Casa das Rosas apresenta a exposição:
O PODER DA ROSA
poesia, música, desenho e pintura de Rosae Novichenko
de 3 de maio a 10 de junho de 2007
Abertura:
Dia 3 de maio das 19h00 às 22:00
com sarau dos poetas da casa
(Temática do sarau: a Rosa como símbolo da personalidade-alma, representando a arte por si mesma)
A Política pode mudar o mundo, mas só a Arte transforma o Homem.
Rosae Novichenko
Tempo transformado em Arte deixa de ser Tempo, é Eternidade.
Rosae Novichenko
-x-X-x-
Saiba mais sobre a artista nos links :
www.galeriaabapuru.com.br
www.portalartes.com.br/rosae
TEMPO
Carlos Savasini
Tempo terno, tempo a caráter
Tempo eternidade
Tempo fato, símbolo, relógio e palavra
Tempo noite e dia, quarto crescente, sol e Rolex
Tempo atemporal, eterno, imenso
Saudoso T de zeit, time, tiempo i temps
Santo, sobre-humano e bestial
Tempo feto, fosso, velho e sobrenatural
Tempo artista, lavrador de espaço, espaços, céu e além mar
Tempo artesão.
(01/05/2007)
Tempo terno, tempo a caráter
Tempo eternidade
Tempo fato, símbolo, relógio e palavra
Tempo noite e dia, quarto crescente, sol e Rolex
Tempo atemporal, eterno, imenso
Saudoso T de zeit, time, tiempo i temps
Santo, sobre-humano e bestial
Tempo feto, fosso, velho e sobrenatural
Tempo artista, lavrador de espaço, espaços, céu e além mar
Tempo artesão.
(01/05/2007)
terça-feira, 1 de maio de 2007
BOAS NOVAS - FLAP 2007
FLAP 2007: CONTAMINAÇÕES
Dias 30 de junho e 1º de julho, Espaço dos Satyros I (Pça. Roosevelt, nº 214)
A FLAP já tem data para acontecer
A FLAP 2007 vem aí: dias 30 de junho e 1º de julho (sábado e domingo). Será lá na Pça. Roosevelt, como nos outros anos e traz o tema “CONTAMINAÇÕES” à baila.
Temas e Horários
Sábado, dia 30 de junho
Das 10:00 às 11:30 - Abre-alas: Contaminações
Das 13:00 às 14:30 - Turma do Fundão: A Literatura na Sala de Aula
Das 14:30 às 17:00 - E quem vive disso?
Domingo, dia 1º de julho
Das 12:00 às 13:30 - O Além Livro
Das 14:30 às 16:00 - Influenza: Soy loco por ti America
Dias 30 de junho e 1º de julho, Espaço dos Satyros I (Pça. Roosevelt, nº 214)
A FLAP já tem data para acontecer
A FLAP 2007 vem aí: dias 30 de junho e 1º de julho (sábado e domingo). Será lá na Pça. Roosevelt, como nos outros anos e traz o tema “CONTAMINAÇÕES” à baila.
Temas e Horários
Sábado, dia 30 de junho
Das 10:00 às 11:30 - Abre-alas: Contaminações
Das 13:00 às 14:30 - Turma do Fundão: A Literatura na Sala de Aula
Das 14:30 às 17:00 - E quem vive disso?
Domingo, dia 1º de julho
Das 12:00 às 13:30 - O Além Livro
Das 14:30 às 16:00 - Influenza: Soy loco por ti America
MERCADO DE PEIXE
Carlos Savasini
Vai querer ou não vai ?
Um quilo de toicinho, dois quilos de fubá, três litros de aguardente.
Vai querer ou não vai ?
Um quilo de jiló, dois quilos de angu, três litros de conhaque.
Vai querer ou não vai ?
Um quilo de tilti, estremilique, dois tijolos, três por quatro.
Vai querer ou não vai ?
Um Paris, dois Bangladesh, três na puta que o pariu.
Vai querer ou não vai ?
(30/04/2007)
Vai querer ou não vai ?
Um quilo de toicinho, dois quilos de fubá, três litros de aguardente.
Vai querer ou não vai ?
Um quilo de jiló, dois quilos de angu, três litros de conhaque.
Vai querer ou não vai ?
Um quilo de tilti, estremilique, dois tijolos, três por quatro.
Vai querer ou não vai ?
Um Paris, dois Bangladesh, três na puta que o pariu.
Vai querer ou não vai ?
(30/04/2007)
INFANTIL III
Carlos Savasini
Toco, caixote e rolamento
Ladeira radical na rua de trás
Moleque Fittipaldi na pista do bairro.
(30/04/2007)
Toco, caixote e rolamento
Ladeira radical na rua de trás
Moleque Fittipaldi na pista do bairro.
(30/04/2007)
SÓ
Carlos Savasini
Já viste Michelangelo, Da Vinci e Petrarca ?
Falaste com Homero, Ésquilo e Pitágoras ?
Topaste com Camões, Dante e Cervantes ?
Duelaste com Pessoa, Alan Poe e Mallarmé ?
Sambaste com Noel, Cartola e Villa-Lobos ?
Posaste pra Rodin, Tarsila e Charlie Chaplin ?
Pois é ...
Só a arte faz de gente eternidade.
(30/04/2007)
Já viste Michelangelo, Da Vinci e Petrarca ?
Falaste com Homero, Ésquilo e Pitágoras ?
Topaste com Camões, Dante e Cervantes ?
Duelaste com Pessoa, Alan Poe e Mallarmé ?
Sambaste com Noel, Cartola e Villa-Lobos ?
Posaste pra Rodin, Tarsila e Charlie Chaplin ?
Pois é ...
Só a arte faz de gente eternidade.
(30/04/2007)
MILÍCIA
Carlos Savasini
Vida, sobreviva, ser vivente
Quem grita mais alto é que conquista
Carniça largada distante da vista.
Dizem dois ditados sub-humanos
Que quem não chora não mama
E quem não arrisca não petisca
... e dizem que o voto ainda dá jeito !
Pois basta de quirelas na vida
Chega de cacos na vista
Basta de café com leite
Pão e circo
Planos qüinqüenais
Plurianuais
Multisetoriais
Chega de PT, PTB, PCB, do B, PP, PDS, PSDB, PQP e FDP
Só merece o homem o bem maior
Inteligência, mente, cabeça e consciência
Arte, beleza, pensamento e criação
Algo além e sempre além do bucho cheio
Algo além e mais que um teto de estrelas
Algo além e maior que qualquer polícia
Que qualquer milícia, que qualquer malícia, que qualquer política
Algo maior e melhor que valha todo homem e toda mulher
Algo que só a arte possa transformar
Algo que só o bom possa amar
E que só possa o mesquinho lamentar.
(30/04/2007)
Vida, sobreviva, ser vivente
Quem grita mais alto é que conquista
Carniça largada distante da vista.
Dizem dois ditados sub-humanos
Que quem não chora não mama
E quem não arrisca não petisca
... e dizem que o voto ainda dá jeito !
Pois basta de quirelas na vida
Chega de cacos na vista
Basta de café com leite
Pão e circo
Planos qüinqüenais
Plurianuais
Multisetoriais
Chega de PT, PTB, PCB, do B, PP, PDS, PSDB, PQP e FDP
Só merece o homem o bem maior
Inteligência, mente, cabeça e consciência
Arte, beleza, pensamento e criação
Algo além e sempre além do bucho cheio
Algo além e mais que um teto de estrelas
Algo além e maior que qualquer polícia
Que qualquer milícia, que qualquer malícia, que qualquer política
Algo maior e melhor que valha todo homem e toda mulher
Algo que só a arte possa transformar
Algo que só o bom possa amar
E que só possa o mesquinho lamentar.
(30/04/2007)
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