Depois das Segundas Autorais do Vila Teodoro e do Letras em Cena - LENDO A PRÓPRIA PELE, no auditório do MASP, esta quarta-feira, 28 de Março, promete :
1. tem o já tradicional Sarau da Cooperifa, no Bar do Zé Batidão (Rua Bartolomeu dos Santos, 797, Jardim Guarujá, São Paulo, SP)
2. re-estreia do projeto Lis Convida ... recebendo Sonekka e Kléber Albuquerque, no Vila Teodoro (Rua Teodoro Sampaio, 1229, Pinheiros, São Paulo, SP)
3. o projeto Belo Belo, no Tucarena (Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, São Paulo, SP), com Zulu de Arrebatá, Frederico Barbosa & Marcelo Ferreti, Marcelino Freire, Ana Rüsche, Pedro Osmar, Malungo, Jorge Dissonância, Jocélio Amaro, Maloqueiristas, etc, etc & etc
4. Lançamento do livro Estilhaços no Lago Púrpura, de Wilmar Silva, na Casa das Rosas (Av Paulista, 37, Bela Vista, São Paulo, SP
E haja recuperação para o show da Família Cueva na quinta (Vila Teodoro), lançamento do Casulo na sexta (Biblioteca Temática Alceu Amoroso Lima) e, também na sexta, o Sopa de Letrinhas - o Sarau do Caiubi, com homenagem a Sergio Vaz (Vila Teodoro).
Ufa ! Só em São Paulo mesmo !
É tanta coisa boa que só não vale ficar moscando em casa !
CS
terça-feira, 27 de março de 2007
VISUAL
Carlos Savasini
Em tantos materiais e suportes
Foto em papel e tecido
Gemas em ouro, prata e titânio
Mosaico cerâmico, suporte e grafite
O poeta estátua não faz arte
A palavra vaza cega pelos cotovelos
– Se vaza pelo canto da boca
Venta e não se prende na sala,
Se vaza pelos cantos do mundo
Manda notícias imateriais –
Ouvidos cegos não sustentam suportes
Não escutam fotos, papéis e tecidos
Não chocam gemas de ouro, prata e titânio
Não fazem estátuas de ninfas e musas
Não fazem pastilha em parede grafite.
Na Vila da arte, a poesia
Rameira, Madalena, se vende por migalhas.
(27/03/2007)
Em tantos materiais e suportes
Foto em papel e tecido
Gemas em ouro, prata e titânio
Mosaico cerâmico, suporte e grafite
O poeta estátua não faz arte
A palavra vaza cega pelos cotovelos
– Se vaza pelo canto da boca
Venta e não se prende na sala,
Se vaza pelos cantos do mundo
Manda notícias imateriais –
Ouvidos cegos não sustentam suportes
Não escutam fotos, papéis e tecidos
Não chocam gemas de ouro, prata e titânio
Não fazem estátuas de ninfas e musas
Não fazem pastilha em parede grafite.
Na Vila da arte, a poesia
Rameira, Madalena, se vende por migalhas.
(27/03/2007)
segunda-feira, 26 de março de 2007
domingo, 25 de março de 2007
BLOCO
Carlos Savasini
São demais os perigos desta vida
São tantas e tamanhas emoções
São causos e casos e histórias
Causos e lembranças
Quase lendas, quase mitos.
São demais os perigos desta vida
São tantas e tamanhas tentações
Jamais fechadas pra balanço
Jamais esquecidas nas teias da mente
Jamais por falta de atenção.
Se falta tentação
Se falta comoção
Se faltam emoções
Salve o bloco das hienas
ka ka ka qui ko ko
he he he.
(24/03/2007)
São demais os perigos desta vida
São tantas e tamanhas emoções
São causos e casos e histórias
Causos e lembranças
Quase lendas, quase mitos.
São demais os perigos desta vida
São tantas e tamanhas tentações
Jamais fechadas pra balanço
Jamais esquecidas nas teias da mente
Jamais por falta de atenção.
Se falta tentação
Se falta comoção
Se faltam emoções
Salve o bloco das hienas
ka ka ka qui ko ko
he he he.
(24/03/2007)
CALA
Carlos Savasini
Cova rasa, sete palmos,
A morte não fala
Simplesmente cala
Sem bater palmas.
(24/03/2007)
Cova rasa, sete palmos,
A morte não fala
Simplesmente cala
Sem bater palmas.
(24/03/2007)
BATISMO
Carlos Savasini
Receita diária de fogo
Óleo, gás e cachaça
Incêndio, fritura e pensamentos
[ou falta]
Receituário de óbito aos poucos
Banho em óleo fervente
Gás de botijão
Ou cirrose hepática
[comunhão]
Ópio em cálices de papoula
Relicário de poetas mortos
Batismo em pia barrenta
[iniciação]
(24/03/2007)
Receita diária de fogo
Óleo, gás e cachaça
Incêndio, fritura e pensamentos
[ou falta]
Receituário de óbito aos poucos
Banho em óleo fervente
Gás de botijão
Ou cirrose hepática
[comunhão]
Ópio em cálices de papoula
Relicário de poetas mortos
Batismo em pia barrenta
[iniciação]
(24/03/2007)
sábado, 24 de março de 2007
MAÇÃ
Carlos Savasini
Tranço meu braço em teu corpo,
Tranco meu beijo em teu lábio,
Toco meu corpo em teu tronco,
Faço do amor desvario.
Beijo o teu rosto, a maçã,
Busco em teu beiço a saliva,
Faço no toque matreiro
Fogo carente que mina.
Busco tocar em teu G,
Tento atentar teu pudor,
Tento driblar tua dor,
Faço teu ventre encharcar.
Faço gozar esta carne,
Faço tremer este corpo,
Deixo profundo meu toque,
Deixo saudade em teu ventre.
(02/05/2004)
Tranço meu braço em teu corpo,
Tranco meu beijo em teu lábio,
Toco meu corpo em teu tronco,
Faço do amor desvario.
Beijo o teu rosto, a maçã,
Busco em teu beiço a saliva,
Faço no toque matreiro
Fogo carente que mina.
Busco tocar em teu G,
Tento atentar teu pudor,
Tento driblar tua dor,
Faço teu ventre encharcar.
Faço gozar esta carne,
Faço tremer este corpo,
Deixo profundo meu toque,
Deixo saudade em teu ventre.
(02/05/2004)
SETA
Carlos Savasini
Exático e extático
Firme
Erético e rijo
Firme
Corpo de cabeça e seta
Firmes
Corpo de sangue e caverna
Firmes
Corpo exático e rijo
Extático
Corpo de cabeça e caverna
Seta
Erético e sangue
Firme
(25/11/2006)
Exático e extático
Firme
Erético e rijo
Firme
Corpo de cabeça e seta
Firmes
Corpo de sangue e caverna
Firmes
Corpo exático e rijo
Extático
Corpo de cabeça e caverna
Seta
Erético e sangue
Firme
(25/11/2006)
SANTUÁRIO
Carlos Savasini
Bem me quer ou mal me quer
A flor linda de teu corpo ?
Meu lagarto quer te ver,
Degustar a tua rosa,
Quer beijar teu fino pólen,
Extrair teu fino mel
Saciando o paladar
Extraindo teu suspiro
Sucumbindo na entrega
Do tesouro bem guardado
Ladeado pelas torres
Que sustentam teu pudor
Ladeando a linda flor,
Santuário deste amor.
Bem me quer ou mal me quer ?
Teu sorriso te entregou-me,
É resposta concedendo
Permissão para beijar-te
No lugar mais cobiçado
Pela língua do lagarto,
Beijo, língua, pólen, flor.
Bem me quer ou mal me quer,
Tu me envolves com as pétalas,
Com as pernas, torres, lábios,
No folículo sedoso
Concedendo ao teu lagarto
Frenesi de língua’e mel.
(06/02/2005)
Bem me quer ou mal me quer
A flor linda de teu corpo ?
Meu lagarto quer te ver,
Degustar a tua rosa,
Quer beijar teu fino pólen,
Extrair teu fino mel
Saciando o paladar
Extraindo teu suspiro
Sucumbindo na entrega
Do tesouro bem guardado
Ladeado pelas torres
Que sustentam teu pudor
Ladeando a linda flor,
Santuário deste amor.
Bem me quer ou mal me quer ?
Teu sorriso te entregou-me,
É resposta concedendo
Permissão para beijar-te
No lugar mais cobiçado
Pela língua do lagarto,
Beijo, língua, pólen, flor.
Bem me quer ou mal me quer,
Tu me envolves com as pétalas,
Com as pernas, torres, lábios,
No folículo sedoso
Concedendo ao teu lagarto
Frenesi de língua’e mel.
(06/02/2005)
GOZO
Carlos Savasini
Corpos em transe
Catarse
Busca de essência e prazer
Concedem
Mescla de braços e pernas
Seios e peitos
Pênis e vulva
Gozos e carne
Perdem
A virgindade casta já cedida
Consumida
Entregam voluptuosidade e luxúria
Lascívia, libido e loucura
Vivem deleite e derramamento
Presenteiam desejo
Fluido, flato e fornicação
Re-descobrem pureza na entrega.
(03/10/2006)
Corpos em transe
Catarse
Busca de essência e prazer
Concedem
Mescla de braços e pernas
Seios e peitos
Pênis e vulva
Gozos e carne
Perdem
A virgindade casta já cedida
Consumida
Entregam voluptuosidade e luxúria
Lascívia, libido e loucura
Vivem deleite e derramamento
Presenteiam desejo
Fluido, flato e fornicação
Re-descobrem pureza na entrega.
(03/10/2006)
CERRADO
Carlos Savasini
Fez-se noite ao fim do amor
Olhos cerrados
Corpos deitados, alinhados, muito amados
Serpenteia no corpo o frisson frenético
Elétrico monocórdio uníssono de nossa língua
Nossa boca
Não cabe mais em nós tamanho êxtase
Apagando no crepúsculo iluminado
Corpos de luz e sombras
Olhos cerrados
E tato.
(25/11/2006)
Fez-se noite ao fim do amor
Olhos cerrados
Corpos deitados, alinhados, muito amados
Serpenteia no corpo o frisson frenético
Elétrico monocórdio uníssono de nossa língua
Nossa boca
Não cabe mais em nós tamanho êxtase
Apagando no crepúsculo iluminado
Corpos de luz e sombras
Olhos cerrados
E tato.
(25/11/2006)
quarta-feira, 21 de março de 2007
QUANDO ? DOMINGO, DIA 25 DE MARÇO DE 2007
QUE HORAS ? 15:00 h
ONDE ? CASA DAS ROSAS - AV PAULISTA, 37, BELA VISTA, SÃO PAULO, SP
QUANTO ? GRÁTIS
ATRAÇÕES :
MÚSICA : FAMÍLIA CUEVA & KANA
POESIA : FREDERICO BARBOSA & ANA RÜSCHE & JÚLIO CESAR BITTAR
+ SARAU ABERTO
Família Cueva : o patrono Affonso Moraes, musico e compositor, integrante do grupo vocal Titulares do Ritmo durante os anos 60 e 70 e vencedor dos Festivais Universitários da FMU de 1972 e 1973, recebe os filhos Álvaro Cueva e Alexandre Cueva. Álvaro é um compositor e cantor de peso, suas composições apresentam uma grande teatralidade e conta com dois trabalhos lançados na praça, o primeiro com a Banda Rés (1990) e o independente Canabi Emotiva (2005). Alexandre Cueva é arranjador, compositor, instrumentista e cantor, tendo acompanhado nomes como Billy Blanco, João Pacífico e Chico César, além de ter feito a abertura de um show de João Gilberto, no ano de 2000, em Londres, com o grupo de choro Choro da Vila. Todos são membros ativos do Clube Caiubi de Compositores.
Kana : cantora, compositora, violonista e pianista japonesa radicada no Brasil há doze anos. Ainda no Japão, já executava música brasileira e jazz com a banda Hiroki Trio. No Brasil, desenvolve um trabalho de pesquisa sobre os diversos ritmos da música brasileira. Vencedora de festivais como o FAMPOP, de Avaré (SP), e do Festival de Cinema Mainichi Shinbun, com a música tema do documentário Watashino Kisetsu (Minha Estação), tem três CDs lançados : Do Japão ao Ceará (2001), Primeiro (2004) e Imitação (2004). Já tocou em relevantes palcos de São Paulo, como Centro Cultural São Paulo, Crowne Plaza, Café Piu Piu, Villagio Café e Bom Motivo, além de ter na bagagem apresentações no Rio de Janeiro, Itália, Japão e Paraguai. Em 2005 formou o grupo 4+1 com os parceiros e compositores Álvaro Cueva, Marcio Policastro e Alexandre Cueva. Também integra o Clube Caiubi de Compositores.
Frederico Barbosa : poeta, professor e diretor da Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. Formado em Letras - Português após ter cursado Física na Universidade de São Paulo. Autor dos livros de poesia Rarefato (Iluminuras, 1990), Nada feito nada (Perspectiva, 1993, vencedor do Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro - CBL), Contracorrente (Iluminuras, 2000), Louco no oco sem beiras - Anatomia da depressão (Ateliê Editorial, 2001), Cantar de amor entre os escombros (Landy, 2002), Brasibraseiro (em parceria com Antonio Risério, Landy, 2004, também premiado com o Jabuti da CBL) e A consciência do zero - Antologia (1978 - 2003) (Lamparina, 2004). Atuou junto a importantes jornais, como a Folha de São Paulo, Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Zero Hora e O Globo. Organizou diversas coleções de literatura e publicou coletâneas como Cinco séculos de poesia - Antologia da poesia clássica brasileira (Landy, 2000) e Na virada do século - poesia de invenção no Brasil (com Cláudio Daniel, Landy, 2002).
Ana Rüsche : autora do livro Rasgada (2005), premiada com o PAC/2006 e organizadora da festa literária FLAP! e do Projeto Identidade.
Julio Cesar Bittar : pintor e poeta participante do grupo de criação poética Rascunhos Poéticos, da Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.
HERÓIS DA RESISTÊNCIA
Carlos Savasini
Olhos avessos
Visões às avessas
Mundo de rodas pro céu
Cultura em pedestal
Torre de marfim
Ainda.
(20/03/2007)
Olhos avessos
Visões às avessas
Mundo de rodas pro céu
Cultura em pedestal
Torre de marfim
Ainda.
(20/03/2007)
segunda-feira, 19 de março de 2007
OUTRORA E AGORA
Carlos Savasini
Sonhos, escuro e prontidões,
Ditos de esperanças e grilhões,
Vida vive-se a cada dia
Não a cada pedra, cada queda.
Venha o que vier, filhos, mulher,
Que venha o futuro que puder,
Venha vida, venha tudo e venha morte,
Venha tudo o que há por se viver.
Vida tem-se sempre alguma, única vez,
Sempre, apenas, nunca outra vez,
Jamais, outrora, passado nunca aflora,
Semente semeia-se agora, ao fruto e ao futuro.
Jogo duas, jogo todas, jogo mais,
Uma sempre há de brotar,
Jogo ao filho, ao futuro, ao tudo mais,
Jogo sempre ao destino que (a)florar.
(18/03/2007)
Sonhos, escuro e prontidões,
Ditos de esperanças e grilhões,
Vida vive-se a cada dia
Não a cada pedra, cada queda.
Venha o que vier, filhos, mulher,
Que venha o futuro que puder,
Venha vida, venha tudo e venha morte,
Venha tudo o que há por se viver.
Vida tem-se sempre alguma, única vez,
Sempre, apenas, nunca outra vez,
Jamais, outrora, passado nunca aflora,
Semente semeia-se agora, ao fruto e ao futuro.
Jogo duas, jogo todas, jogo mais,
Uma sempre há de brotar,
Jogo ao filho, ao futuro, ao tudo mais,
Jogo sempre ao destino que (a)florar.
(18/03/2007)
FILHOS DA PÁTRIA (PT, SAUDAÇÕES)
Por Carlos Savasini & Julio César Bittar
Acabaram minhas idéias
Torrentes de chuva
Canivetes,
Tomaram todo meu sangue
Secaram meu corpo
Tuberculose,
Em cada idéia
Um percevejo,
Percebo e vejo
Na jóia desvalorizada,
Em todas as ideologias
Uma sanguessuga
Que sobreviveu
Na sarjeta
E atravessou o tempo
Para investigar
Os novos – velhos pontos de vistas
Que o jornal criticou
Por princípio, fantasma
Por começo, cabaço
Sugaram meu corpo
Chuparam meu sangue
Chupas – cabras do poder
Asma, gorjeta, pontos de vista,
Filhos da puta.
(18/03/2007)
Acabaram minhas idéias
Torrentes de chuva
Canivetes,
Tomaram todo meu sangue
Secaram meu corpo
Tuberculose,
Em cada idéia
Um percevejo,
Percebo e vejo
Na jóia desvalorizada,
Em todas as ideologias
Uma sanguessuga
Que sobreviveu
Na sarjeta
E atravessou o tempo
Para investigar
Os novos – velhos pontos de vistas
Que o jornal criticou
Por princípio, fantasma
Por começo, cabaço
Sugaram meu corpo
Chuparam meu sangue
Chupas – cabras do poder
Asma, gorjeta, pontos de vista,
Filhos da puta.
(18/03/2007)
BARÃO
Por Carlos Savasini & Julio César Bittar
O Barão deu hábeas corpus
Pro domingo
Exorcizou a saideira
Estamos sempre a fim
Rogando notícias dos amigos
Não me avise quando for a hora
Bete Balanço
Nada mais me acalma.
Tenho saudades do Rio ...
Eu fui o barão do baixo Leblon
Dos bons tempos
Eu era o mergulho vermelho
De jacarés do Arpoador
Pedras tantas vezes
No Arpoador de pedras
As estrelas ficavam
Mais próximas
Muito mais brilhantes
Lá eu fazia golaços de cabeça
De sem-pulo no fim da tarde
Depois ia pra Vila Isabel
Voltava pra Copacabana
E o Pão de Açúcar,
O Corcovado,
A Pedra da Gávea
E as luzinhas de Niterói
Anunciavam a aproximação
Do Barão Vermelho
Anunciavam o pouso
Do Disco Voador
Trampolim vermelho
De Frejat e Cazuza
Gofi, Dé e Peninha
Fernando Magalhães
Anunciavam o novo
Já clássico do rock.
Salve Barão Vermelho !
(18/03/2007)
O Barão deu hábeas corpus
Pro domingo
Exorcizou a saideira
Estamos sempre a fim
Rogando notícias dos amigos
Não me avise quando for a hora
Bete Balanço
Nada mais me acalma.
Tenho saudades do Rio ...
Eu fui o barão do baixo Leblon
Dos bons tempos
Eu era o mergulho vermelho
De jacarés do Arpoador
Pedras tantas vezes
No Arpoador de pedras
As estrelas ficavam
Mais próximas
Muito mais brilhantes
Lá eu fazia golaços de cabeça
De sem-pulo no fim da tarde
Depois ia pra Vila Isabel
Voltava pra Copacabana
E o Pão de Açúcar,
O Corcovado,
A Pedra da Gávea
E as luzinhas de Niterói
Anunciavam a aproximação
Do Barão Vermelho
Anunciavam o pouso
Do Disco Voador
Trampolim vermelho
De Frejat e Cazuza
Gofi, Dé e Peninha
Fernando Magalhães
Anunciavam o novo
Já clássico do rock.
Salve Barão Vermelho !
(18/03/2007)
NA ESQUINA DO GOL
Por Carlos Savasini & Julio César Bittar
Entre goles e goles
Tapas e versos
Traços e rimas
Abrimos as folhas
Versos
Goles de vinho
Linho de linhas
Vinhas tecidas.
A camisa tem a cor enxuta
Do céu paulistano
Cores foscas, frias ...
O céu de hoje
É de hoje
De ontem
São Paulo antigo
Verso novo
A novidade inflama
Centro velho, fogo, flama
Todo tema inflama
Toca chaga chama
Todo velho poema.
O coração anseia palpitante
O domingo de janelas matinais
Atravessando três da tarde
O céu cada vez é mais azul
Poemas melodiosos
Auscultam venturoso porvir ...
Encerra a semana do dia da poesia
Encerra mais que centenário de Castro
Casto de vastos negreiros
Patrono brasuca dos versos.
A eternidade itinera
Numa atmosfera
Que sobrepõe
Ventos, mares
Marés de piquenique
Balés de bumerangue ...
Os bosques amanhecem
Corredeiras, pedras e canções
Colibris e beija-flores
Rouxinóis
Sabiás
As sombras copadas
Das árvores frondosas
Perpetuam a manhã
Que embica
Invadindo
A tarde
A noite
As segundas
E inutiliza os dias úteis
Castra os dias fúteis
Entre goles e goles
Dá-lhe tapas e versos,
Versos.
(18/03/2007)
Entre goles e goles
Tapas e versos
Traços e rimas
Abrimos as folhas
Versos
Goles de vinho
Linho de linhas
Vinhas tecidas.
A camisa tem a cor enxuta
Do céu paulistano
Cores foscas, frias ...
O céu de hoje
É de hoje
De ontem
São Paulo antigo
Verso novo
A novidade inflama
Centro velho, fogo, flama
Todo tema inflama
Toca chaga chama
Todo velho poema.
O coração anseia palpitante
O domingo de janelas matinais
Atravessando três da tarde
O céu cada vez é mais azul
Poemas melodiosos
Auscultam venturoso porvir ...
Encerra a semana do dia da poesia
Encerra mais que centenário de Castro
Casto de vastos negreiros
Patrono brasuca dos versos.
A eternidade itinera
Numa atmosfera
Que sobrepõe
Ventos, mares
Marés de piquenique
Balés de bumerangue ...
Os bosques amanhecem
Corredeiras, pedras e canções
Colibris e beija-flores
Rouxinóis
Sabiás
As sombras copadas
Das árvores frondosas
Perpetuam a manhã
Que embica
Invadindo
A tarde
A noite
As segundas
E inutiliza os dias úteis
Castra os dias fúteis
Entre goles e goles
Dá-lhe tapas e versos,
Versos.
(18/03/2007)
BAQUIANAS
Carlos Savasini
Boas novas de Hermes
Baco embebedou Hades
Zeus liberou geral
Senha na festa do Olimpo :
Musa bacante.
(17/03/2007)
Boas novas de Hermes
Baco embebedou Hades
Zeus liberou geral
Senha na festa do Olimpo :
Musa bacante.
(17/03/2007)
SEIVA
Carlos Savasini
Sangra primavera
Escorre
Sangra flor, cal e fel
Sangra sangue, campo e cal
Sangra primavera
Escorre
Corre seiva, pus e verme
Escorre caldo, cuspe e alcatrão
Corre verve, bile e vaza
Sangra primavera
Escorre e para
Escarro e cuspe
Sangra primavera
Sangra.
(17/03/2007)
Sangra primavera
Escorre
Sangra flor, cal e fel
Sangra sangue, campo e cal
Sangra primavera
Escorre
Corre seiva, pus e verme
Escorre caldo, cuspe e alcatrão
Corre verve, bile e vaza
Sangra primavera
Escorre e para
Escarro e cuspe
Sangra primavera
Sangra.
(17/03/2007)
TOCATA
Carlos Savasini
Toca e fuga
Céu de estrelas
Arco e cordas
Trompas e véus
Tocata e fuga
Seleta de mestre
Lilás e laranja
Tanto faz a cor
Sai da toca, verso
Sai da toca e mostre
Pequeno toque de respeito
Reverência ao mestre de sons
Sai da toca, mostre
Masque o som da batuta
Astuta guia da pauta
Salta do céu ao caderno
Tocata e fuga
Golpe de mestre
Certeiro, vencedor
Vitória incolor
Toca e fuga
Não fujo da toca
Mudo de toco
Encerro este verso
(17/03/2007)
Toca e fuga
Céu de estrelas
Arco e cordas
Trompas e véus
Tocata e fuga
Seleta de mestre
Lilás e laranja
Tanto faz a cor
Sai da toca, verso
Sai da toca e mostre
Pequeno toque de respeito
Reverência ao mestre de sons
Sai da toca, mostre
Masque o som da batuta
Astuta guia da pauta
Salta do céu ao caderno
Tocata e fuga
Golpe de mestre
Certeiro, vencedor
Vitória incolor
Toca e fuga
Não fujo da toca
Mudo de toco
Encerro este verso
(17/03/2007)
POMPÉIA
Carlos Savasini
Dada a conta era tarde demais
Fava escorrida nas contas do tempo
Lava incrustada nos braços, joelhos.
(16/03/2007)
Dada a conta era tarde demais
Fava escorrida nas contas do tempo
Lava incrustada nos braços, joelhos.
(16/03/2007)
REAL
Carlos Savasini
Vida não
Sonhos
Balões roubados de HQ
Morte anunciada em preto e branco
Sonhos não
Vida sem balões
Pesadelo
Sem despertador
(16/03/2007)
Vida não
Sonhos
Balões roubados de HQ
Morte anunciada em preto e branco
Sonhos não
Vida sem balões
Pesadelo
Sem despertador
(16/03/2007)
quinta-feira, 15 de março de 2007
TECELAGEM
Carlos Savasini
Sobre Tecendo a Manhã, de João Cabral de Melo Neto
Luz balão tecendo a manhã
De um a outro ponto, enlace, tecido
Um ponto amarra o outro, o próximo, seguinte
Manto clareia o breu do laranja ao celeste
Transmuta ponto a ponto, noite em dia
Lua em sol, breu em luz, ponto a ponto
Grita o nascimento em novo céu
Berra o nascido, recém criado, ponto a ponto
Cruzado em luz balão que tece a manhã
Trançando em tecido todo enlace, todo ponto.
*
Canta o galo, enfim, o nascimento
O parto em claro sol, em luz celeste
Um que diz ao outro e ao seguinte
Um que canta, o outro clama, o outro inflama
Fala e anuncia o novo dia,
O galo sem sol não tece a manhã.
(13/03/2007)
Sobre Tecendo a Manhã, de João Cabral de Melo Neto
Luz balão tecendo a manhã
De um a outro ponto, enlace, tecido
Um ponto amarra o outro, o próximo, seguinte
Manto clareia o breu do laranja ao celeste
Transmuta ponto a ponto, noite em dia
Lua em sol, breu em luz, ponto a ponto
Grita o nascimento em novo céu
Berra o nascido, recém criado, ponto a ponto
Cruzado em luz balão que tece a manhã
Trançando em tecido todo enlace, todo ponto.
*
Canta o galo, enfim, o nascimento
O parto em claro sol, em luz celeste
Um que diz ao outro e ao seguinte
Um que canta, o outro clama, o outro inflama
Fala e anuncia o novo dia,
O galo sem sol não tece a manhã.
(13/03/2007)
terça-feira, 13 de março de 2007
CONCERTOS LITERÁRIOS
Sarau Música / Poesia / Teatro / Dança
Concertos Literários
PROGRAMAÇÃO:
Dia 16/03 - 20 horas - GRATUITO
- Recital de Abertura de Marcelino Freire (Prêmio Jabuti - 2006) / leitura de trechos de seu livro "Contos Negreiros" e poemas de Castro Alves, em comemoração ao dia nacional da poesia.
- Apresentação musical de Reynaldo Bessa, revelação da Música Popular Brasileira.
- Recital de Carlos Savasini, Ana Rüsche, Renan Nuernberger e Sandra C. Ginez.
- Sarau aberto ao público, com a presença de dezenas de excelentes escritores.
- Encerramento com o peça "Conversa com o Autor", do dramaturgo Marcos Gomes.
- Todos Receberão:
. Certificado de Participação / Estágio de Horas Culturais.
. Exemplares do Jornal de Literatura O Casulo.
A Prefeitura da Cidade de São Paulo, através da Secretaria de Cultura, transformou a biblioteca pública Alceu Amoroso Lima em uma biblioteca temática de Poesia e em um centro cultural também dedicado ao seu estudo e difusão, com cursos, shows, palestras e saraus. Todos gratuitos.
Dentro dessa proposta cultural, os poetas Eduardo Lacerda e Flávio Rodrigo Vieira realizarão, todas as sextas-feiras à partir das 20 horas, o Sarau Concertos Literários, que tem por objetivo oferecer ao público uma opção inteligente de diversão e cultura na cidade.
Com uma dinâmica inovadora o Concertos Literários trará sempre um recital de abertura com um escritor reconhecido, uma atração musical de qualidade, recital com quatro jovens poetas, um sarau aberto a todo o público (de onde quatro poetas sairão para os futuros recitais) e o encerramento com uma peça de teatro ou espetáculo de dança.
Tudo gratuito.
ONDE?Alceu Amoroso Lima
Rua: Henrique Schaumann, 777
(Esquina com a Cardeal Arcoverde)
Pinheiros
72749515 / 92006166
(org. do evento)
Concertos Literários
PROGRAMAÇÃO:
Dia 16/03 - 20 horas - GRATUITO
- Recital de Abertura de Marcelino Freire (Prêmio Jabuti - 2006) / leitura de trechos de seu livro "Contos Negreiros" e poemas de Castro Alves, em comemoração ao dia nacional da poesia.
- Apresentação musical de Reynaldo Bessa, revelação da Música Popular Brasileira.
- Recital de Carlos Savasini, Ana Rüsche, Renan Nuernberger e Sandra C. Ginez.
- Sarau aberto ao público, com a presença de dezenas de excelentes escritores.
- Encerramento com o peça "Conversa com o Autor", do dramaturgo Marcos Gomes.
- Todos Receberão:
. Certificado de Participação / Estágio de Horas Culturais.
. Exemplares do Jornal de Literatura O Casulo.
A Prefeitura da Cidade de São Paulo, através da Secretaria de Cultura, transformou a biblioteca pública Alceu Amoroso Lima em uma biblioteca temática de Poesia e em um centro cultural também dedicado ao seu estudo e difusão, com cursos, shows, palestras e saraus. Todos gratuitos.
Dentro dessa proposta cultural, os poetas Eduardo Lacerda e Flávio Rodrigo Vieira realizarão, todas as sextas-feiras à partir das 20 horas, o Sarau Concertos Literários, que tem por objetivo oferecer ao público uma opção inteligente de diversão e cultura na cidade.
Com uma dinâmica inovadora o Concertos Literários trará sempre um recital de abertura com um escritor reconhecido, uma atração musical de qualidade, recital com quatro jovens poetas, um sarau aberto a todo o público (de onde quatro poetas sairão para os futuros recitais) e o encerramento com uma peça de teatro ou espetáculo de dança.
Tudo gratuito.
ONDE?Alceu Amoroso Lima
Rua: Henrique Schaumann, 777
(Esquina com a Cardeal Arcoverde)
Pinheiros
72749515 / 92006166
(org. do evento)
VARAL DE POESIA
“Cada poema tem sua cor.”
Uma corrente poética voltada para a Avenida, contra a falta de poesia. Não apenas a poesia declamada é música. “Ver e ouvir o movimento do vento.”
Existência, beleza, espaço, presos por alfinetes, em camisetas.
A poeta Sandra Ciccone Ginez convida para sua instalação de poesia outros dezenove poetas contemporâneos.
O espaço é a Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.
Abertura: dia 14 de março de 2007 - Dia Da Poesia
Às 19:00 hs.
Haverá uma apresentação da violoncelista Vana Bock.
Frederico Barbosa, Donizete Galvão, Glauco Mattoso, Ana Rüsche, Cláudio Daniel, Alice Ruiz, Donny Correia, Andréa Catropa, Sandra Ciccone Ginez, Carlos Savasini, Elisa Andrade Buzzo, Diniz A. Gonçalves Junior, ABittar, Del Candeias, Maria Augusta de Medeiros, Renan Nuernberger, Victor Del Franco, Rubens Augusto, Madalena Barranco, Wiliam Celestino.
Curadoria : Sandra Ciccone Ginez
O projeto pretende se estender para outros locais da Casa das Rosas, cada vez com uma proposta diferente, e dar espaço para outros poetas.
“Cada poema tem sua cor.”
Uma corrente poética voltada para a Avenida, contra a falta de poesia. Não apenas a poesia declamada é música. “Ver e ouvir o movimento do vento.”
Existência, beleza, espaço, presos por alfinetes, em camisetas.
A poeta Sandra Ciccone Ginez convida para sua instalação de poesia outros dezenove poetas contemporâneos.
O espaço é a Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.
Abertura: dia 14 de março de 2007 - Dia Da Poesia
Às 19:00 hs.
Haverá uma apresentação da violoncelista Vana Bock.
Frederico Barbosa, Donizete Galvão, Glauco Mattoso, Ana Rüsche, Cláudio Daniel, Alice Ruiz, Donny Correia, Andréa Catropa, Sandra Ciccone Ginez, Carlos Savasini, Elisa Andrade Buzzo, Diniz A. Gonçalves Junior, ABittar, Del Candeias, Maria Augusta de Medeiros, Renan Nuernberger, Victor Del Franco, Rubens Augusto, Madalena Barranco, Wiliam Celestino.
Curadoria : Sandra Ciccone Ginez
O projeto pretende se estender para outros locais da Casa das Rosas, cada vez com uma proposta diferente, e dar espaço para outros poetas.
segunda-feira, 12 de março de 2007
PASSO DOBRADO
Carlos Savasini
Boemia dá samba
E samba dá pé,
Se não danço meu samba
Eu mando-me a pé.
(11/03/2007)
Boemia dá samba
E samba dá pé,
Se não danço meu samba
Eu mando-me a pé.
(11/03/2007)
PORTA DESEJOS
Carlos Savasini
Para Rosane Gaspar
O que tens nessa mala ?
Luvas de mãos
Pares de asas
Olhos de águias
O que tens nessa mala ?
Água, pó, cimento e cal
Terra em cota negativa
Madeira e vil metal
O que tens nessa mala ?
Míssil, canhão e urânio
Plutônio, átomo e H
Pimenta, riso e mostarda
O que tens nessa mala ?
Top Secret, Watergate e Auchwitz
Cavalo de Tróia, Hiroshima e Secessão
Tudo, de tudo e guerra pela paz.
(11/03/2007)
Para Rosane Gaspar
O que tens nessa mala ?
Luvas de mãos
Pares de asas
Olhos de águias
O que tens nessa mala ?
Água, pó, cimento e cal
Terra em cota negativa
Madeira e vil metal
O que tens nessa mala ?
Míssil, canhão e urânio
Plutônio, átomo e H
Pimenta, riso e mostarda
O que tens nessa mala ?
Top Secret, Watergate e Auchwitz
Cavalo de Tróia, Hiroshima e Secessão
Tudo, de tudo e guerra pela paz.
(11/03/2007)
domingo, 11 de março de 2007
NO SARAU DO ALBERICO
EM UBATUBA
Carlos Savasini
Tarde sem noite
Lua sem céu
Horizonte em tons de gris
Noite degradê de breu
Praia sem poente
Tarde que destila melancolia
Piscinguaba de mar abissal
Toninha tristonha
Enseada de mágoas
Puruba que pulula naus
Domingas tristes dias
Em Ubatuba
Ubá chuva
Tardes gris
Banho sem mar.
(10/03/2007)
Tarde sem noite
Lua sem céu
Horizonte em tons de gris
Noite degradê de breu
Praia sem poente
Tarde que destila melancolia
Piscinguaba de mar abissal
Toninha tristonha
Enseada de mágoas
Puruba que pulula naus
Domingas tristes dias
Em Ubatuba
Ubá chuva
Tardes gris
Banho sem mar.
(10/03/2007)
BRILHO
Carlos Savasini
O bronze luzindo no breu
Bruma de bossa breve
A baba da besta vaza
Vesga e viril na voz que cala
Busca por vezes a bola que vaza
Bola da vez que vazia desplaca
Bolina seu verso que nunca se acaba
Vaza garganta no bronze do breu
Vaga, vil e vazia
Besta viril.
(10/03/2007)
O bronze luzindo no breu
Bruma de bossa breve
A baba da besta vaza
Vesga e viril na voz que cala
Busca por vezes a bola que vaza
Bola da vez que vazia desplaca
Bolina seu verso que nunca se acaba
Vaza garganta no bronze do breu
Vaga, vil e vazia
Besta viril.
(10/03/2007)
OBLÍQUA
Carlos Savasini
Chuva difusa
Noturna
Gotas, janela e garoa
Trombas, cordas e água
Tromba d’água
Deságua
Queda de chuva
Nuvens
O caderno se molha de Bic.
(10/03/2007)
Chuva difusa
Noturna
Gotas, janela e garoa
Trombas, cordas e água
Tromba d’água
Deságua
Queda de chuva
Nuvens
O caderno se molha de Bic.
(10/03/2007)
sábado, 10 de março de 2007
É HOJE
Hoje estarei no Sarau do Alberico a partir das 20:00 horas.
Apareçam !
- Sarau do Alberico
- Hoje, sábado, 10 de março
- 20:00 horas
- Praça Benedito Calixto, 159
- R$ 10,00
Apareçam !
CS
Apareçam !
- Sarau do Alberico
- Hoje, sábado, 10 de março
- 20:00 horas
- Praça Benedito Calixto, 159
- R$ 10,00
Apareçam !
CS
PRAGA (QUE FALTA)
Carlos Savasini
Se não para tê-lo, por não tê-lo
Todos um dia se danam.
Maldito dinheiro.
(07/03/2007)
Se não para tê-lo, por não tê-lo
Todos um dia se danam.
Maldito dinheiro.
(07/03/2007)
quarta-feira, 7 de março de 2007
CANAVIAL DE VIDRO
Carlos Savasini
À João Cabral de Melo Neto
Depois do mestre castiço
Todo verso caniço
Parte-se em cristais de vidro
(06/03/2007)
À João Cabral de Melo Neto
Depois do mestre castiço
Todo verso caniço
Parte-se em cristais de vidro
(06/03/2007)
BUSCA
Carlos Savasini
Trilhas mentais
Saltos marcados
Curvas sem sustos
Verso anunciado
Prece automática
Nunca
*
Nunca tudo já foi dito
O mote é um
O tema é um
Poeta, não
*
Estrada nova
Rampa virgem
Curva cega
Dito novo
Nova oração
Sempre
(06/03/2007)
Trilhas mentais
Saltos marcados
Curvas sem sustos
Verso anunciado
Prece automática
Nunca
*
Nunca tudo já foi dito
O mote é um
O tema é um
Poeta, não
*
Estrada nova
Rampa virgem
Curva cega
Dito novo
Nova oração
Sempre
(06/03/2007)
ESTÉRIL
Carlos Savasini
Há tempos nada
Breu
Silêncio
Há horas gris
Trevas
Média
Noites bruxas
Dias castos
E poema eunuco
(04-05/03/2007)
Há tempos nada
Breu
Silêncio
Há horas gris
Trevas
Média
Noites bruxas
Dias castos
E poema eunuco
(04-05/03/2007)
AMIGOS
Por Celina Godoi Moreira
Carlos Savasini
Lisieux
Salve os amigos de todos os cantos
Idades, cidades, novos e antigos
Salve os poemas, magias, encantos
Jogados na mesa, contando as histórias
De vidas, de crenças, de vícios, memórias
Magistrais idéias
Cantam e louvam
A vida em halos
E passam as horas
Na mesa unidas
Passagens são contadas
Partilhadas e amadas, mas
A idéia das nossas estórias
Que presente agora
Acontecem
Tecem para sempre
Amigos, queridos
Somos.
(03/03/2007)
Carlos Savasini
Lisieux
Salve os amigos de todos os cantos
Idades, cidades, novos e antigos
Salve os poemas, magias, encantos
Jogados na mesa, contando as histórias
De vidas, de crenças, de vícios, memórias
Magistrais idéias
Cantam e louvam
A vida em halos
E passam as horas
Na mesa unidas
Passagens são contadas
Partilhadas e amadas, mas
A idéia das nossas estórias
Que presente agora
Acontecem
Tecem para sempre
Amigos, queridos
Somos.
(03/03/2007)
terça-feira, 6 de março de 2007
ALBATROZ
Carlos Savasini
Pesqueiro em alto mar
Estrelas do mar sob mar de estrelas
Rede
Anzol, arpão e tarrafa
Se não caça estrelas do mar
Estrela cadente
No bico do albatroz.
(03/03/2007)
Pesqueiro em alto mar
Estrelas do mar sob mar de estrelas
Rede
Anzol, arpão e tarrafa
Se não caça estrelas do mar
Estrela cadente
No bico do albatroz.
(03/03/2007)
SECA - DOR
Carlos Savasini
Tão belas mulheres
Tão cheias de cachos
Tão belas amantes
Tão cheias de abraços
Tão belas mulheres
Tão cheias de si
Tão belas nas mechas
Tão cheias de pressa
Tão belas mulheres
Tão cheias de arpejos
Tão belas, tão prontas
Tão cheias de dedos
Tão belas mulheres
Tão cheias de toques
Tão belas, carentes
Tão cheias, cuidados
Já disse o dito popular :
Quem gosta de mulher feia
É salão de beleza.
(03/03/2007)
Tão belas mulheres
Tão cheias de cachos
Tão belas amantes
Tão cheias de abraços
Tão belas mulheres
Tão cheias de si
Tão belas nas mechas
Tão cheias de pressa
Tão belas mulheres
Tão cheias de arpejos
Tão belas, tão prontas
Tão cheias de dedos
Tão belas mulheres
Tão cheias de toques
Tão belas, carentes
Tão cheias, cuidados
Já disse o dito popular :
Quem gosta de mulher feia
É salão de beleza.
(03/03/2007)
PSICO
Carlos Savasini
Maquinem o verso mas não o poema
Escrita não automática
Cria des–psicografada
Criação.
(03/03/2007)
Maquinem o verso mas não o poema
Escrita não automática
Cria des–psicografada
Criação.
(03/03/2007)
TAC
Carlos Savasini
Tec – tec – tec
Tique – taque
Tec – tec – tec
Tique – taque
Tec – tec – tec
Taque – tique
Tec – tique – taque
Tec – tec – tec
Tique – taque
Tiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim
Tec – tec – taque
Tuuuuuuuuuuuuum
CU – CO
Psiu !
Tec – tec – tec.
(03/03/2007)
Tec – tec – tec
Tique – taque
Tec – tec – tec
Tique – taque
Tec – tec – tec
Taque – tique
Tec – tique – taque
Tec – tec – tec
Tique – taque
Tiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim
Tec – tec – taque
Tuuuuuuuuuuuuum
CU – CO
Psiu !
Tec – tec – tec.
(03/03/2007)
COLA
Carlos Savasini
Sinuosa, sibilante e suja
Água suja, negra e borbulhante
Casco rústico, não fosco e não lúdico
Primórdio remédio, coca e cafeína
Droga
Marca de qualquer boteco
Iconografia.
(03/03/2007)
Sinuosa, sibilante e suja
Água suja, negra e borbulhante
Casco rústico, não fosco e não lúdico
Primórdio remédio, coca e cafeína
Droga
Marca de qualquer boteco
Iconografia.
(03/03/2007)
domingo, 4 de março de 2007
TRAMELA
Carlos Savasini
O passado bate à porta
Quase sem pedir licença
Toca, bate, esmurra
Fuça e esmiúça o fim do dia
Surra
Bate à porta e
Surra
Bate à porta e
Fuça
Força o buraco da fechadura
E olha
Busca a seqüência da história
Chafurda
Embosteia o que sobrou do rescaldo
Regurgita o lodo do vaso sanitário
Pulula
Escorre e baba e cospe e bate
O passado esmurra quente à porta
Sangra
Corta o corte já fechado
Busca
Saudade em pesadelo já sonhado
Saudade em pesadelo já vivido
Solta gosma escrota por debaixo da porta
Busca
Ver com olhos de Deus o que vem depois
Com olhos de cão o que não é seu.
O passado bate à porta
Cerrada ao que não é de bem.
(19/03/2006)
O passado bate à porta
Quase sem pedir licença
Toca, bate, esmurra
Fuça e esmiúça o fim do dia
Surra
Bate à porta e
Surra
Bate à porta e
Fuça
Força o buraco da fechadura
E olha
Busca a seqüência da história
Chafurda
Embosteia o que sobrou do rescaldo
Regurgita o lodo do vaso sanitário
Pulula
Escorre e baba e cospe e bate
O passado esmurra quente à porta
Sangra
Corta o corte já fechado
Busca
Saudade em pesadelo já sonhado
Saudade em pesadelo já vivido
Solta gosma escrota por debaixo da porta
Busca
Ver com olhos de Deus o que vem depois
Com olhos de cão o que não é seu.
O passado bate à porta
Cerrada ao que não é de bem.
(19/03/2006)
COLHEITA DA PEDRA
Carlos Savasini
Pedra
Sê terna
Materna de outras pedras na terra,
Mãe terra
Sê pedra no grão de pedra
Grão de terra
Cuspe de pedra
Gosma de terra
De pedra
E terra
De pedra
Eterna,
Pedra
Sê terna
Materna de outras pernas na terra
Pernas de pedra
Pernas de barro
Terra
Pernas de chuva
Pedras de perna
Barro de pedra
Gosma de terra
De perna,
Pedra
Sê serra
E fera na marra e na terra,
Pedra
Sê serra
E serra pedras da pedra
Pedras de terra
Terra de grãos de migalhas de pedra,
Sê fera
Deflora e desfolha
Floresça flor de pedras
Flor de flora
Flor de grão
Flor de terra
Flor de pedra,
De pedra,
Flor que despenca na terra
Flor de pedreira
Botão de pedra e areia
Pedra de pedra e botão,
Semeia.
(15/11/2006)
Pedra
Sê terna
Materna de outras pedras na terra,
Mãe terra
Sê pedra no grão de pedra
Grão de terra
Cuspe de pedra
Gosma de terra
De pedra
E terra
De pedra
Eterna,
Pedra
Sê terna
Materna de outras pernas na terra
Pernas de pedra
Pernas de barro
Terra
Pernas de chuva
Pedras de perna
Barro de pedra
Gosma de terra
De perna,
Pedra
Sê serra
E fera na marra e na terra,
Pedra
Sê serra
E serra pedras da pedra
Pedras de terra
Terra de grãos de migalhas de pedra,
Sê fera
Deflora e desfolha
Floresça flor de pedras
Flor de flora
Flor de grão
Flor de terra
Flor de pedra,
De pedra,
Flor que despenca na terra
Flor de pedreira
Botão de pedra e areia
Pedra de pedra e botão,
Semeia.
(15/11/2006)
VARAL DE POESIA
“Cada poema tem sua cor.”
Uma corrente poética voltada para a Avenida, contra a falta de poesia. Não apenas a poesia declamada é música. “Ver e ouvir o movimento do vento.”
Existência, beleza, espaço, presos por alfinetes, em camisetas.
A poeta Sandra Ciccone Ginez convida para sua instalação de poesia outros dezenove poetas contemporâneos.
O espaço é a Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.
Abertura: dia 14 de março de 2007 - Dia Da Poesia
Às 19:00 hs.
Haverá uma apresentação da violoncelista Vana Bock.
Frederico Barbosa, Donizete Galvão, Glauco Mattoso, Ana Rüsche, Cláudio Daniel, Alice Ruiz, Donny Correia, Andréa Catropa, Sandra Ciccone Ginez, Carlos Savasini, Elisa Andrade Buzzo, Diniz A. Gonçalves Junior, ABittar, Del Candeias, Maria Augusta de Medeiros, Renan Nuernberger, Victor Del Franco, Rubens Augusto, Madalena Barranco, Wiliam Celestino.
Curadoria : Sandra Ciccone Ginez
O projeto pretende se estender para outros locais da Casa das Rosas, cada vez com uma proposta diferente, e dar espaço para outros poetas.
Patrocínio : Neltur Assessoria Turística
FONE 3814.5745
“Cada poema tem sua cor.”
Uma corrente poética voltada para a Avenida, contra a falta de poesia. Não apenas a poesia declamada é música. “Ver e ouvir o movimento do vento.”
Existência, beleza, espaço, presos por alfinetes, em camisetas.
A poeta Sandra Ciccone Ginez convida para sua instalação de poesia outros dezenove poetas contemporâneos.
O espaço é a Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.
Abertura: dia 14 de março de 2007 - Dia Da Poesia
Às 19:00 hs.
Haverá uma apresentação da violoncelista Vana Bock.
Frederico Barbosa, Donizete Galvão, Glauco Mattoso, Ana Rüsche, Cláudio Daniel, Alice Ruiz, Donny Correia, Andréa Catropa, Sandra Ciccone Ginez, Carlos Savasini, Elisa Andrade Buzzo, Diniz A. Gonçalves Junior, ABittar, Del Candeias, Maria Augusta de Medeiros, Renan Nuernberger, Victor Del Franco, Rubens Augusto, Madalena Barranco, Wiliam Celestino.
Curadoria : Sandra Ciccone Ginez
O projeto pretende se estender para outros locais da Casa das Rosas, cada vez com uma proposta diferente, e dar espaço para outros poetas.
Patrocínio : Neltur Assessoria Turística
FONE 3814.5745
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