Carlos Savasini
se dói a primeira vez
e queima o primeiro trago
se arrasta o primeiro passo
e custa o primeiro verso
ainda vale o segundo
a tentativa e o erro
o tropeço e a queda
vale ainda outra vez
ainda vale o vale e vale a terceira
vale a queda e mais o quarto e sempre um passo a mais
e sempre o tento a busca o passo a luta
o quinto o toque a procura do acerto
o certo mesmo que em passos tortos
versos riscados em linhas incertas
mãos que tentam atentam e tentam tentação
queimam na procura e na fogueira do peito
e doem apenas na busca daqueles que tentam
daqueles que buscam
daqueles que ignoram o fim do próprio ser
o fim da própria lida
e buscam
mesmo que doa o princípio
que queime o começo
que arraste a caminhada
e custe uma vida inteira
(29/12/2007)
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
TRIBUTO À BENAZIR BHUTTO
Carlos Savasini
Rasgam-se as folhas do calendário
joga-se fora todo tempo passado
ficam o medo, a fome, a fé-cega
restam, dos homens, todas as suas mazelas.
(29/12/2007)
Rasgam-se as folhas do calendário
joga-se fora todo tempo passado
ficam o medo, a fome, a fé-cega
restam, dos homens, todas as suas mazelas.
(29/12/2007)
domingo, 30 de dezembro de 2007
ORGASMO
Carlos Savasini
O que me faz feliz nesta vida ?
Amor, amigos, lembranças,
o simples sorriso daqueles que me querem bem.
(28/12/2007)
O que me faz feliz nesta vida ?
Amor, amigos, lembranças,
o simples sorriso daqueles que me querem bem.
(28/12/2007)
AMOR QUE RIMA COM FLOR
Carlos Savasini
O sol descendo no horizonte
Os raios dourados emoldurando a janela
A brisa fresca envolvendo meus cabelos
O bordão rondando a poesia
– saudade das coisas simples da vida –
(28/12/2007)
O sol descendo no horizonte
Os raios dourados emoldurando a janela
A brisa fresca envolvendo meus cabelos
O bordão rondando a poesia
– saudade das coisas simples da vida –
(28/12/2007)
sábado, 29 de dezembro de 2007
ROLHA
Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli.
garrafas
copos
corpos
vazio
de nada
por tudo
fazemos
alguma
coisa qualquer
tudo se vale
prostramos
pomos
na vida
tudo
enche
o vazio
dos corpos
nos copos
ignorando
garrafas
(22/12/2007)
garrafas
copos
corpos
vazio
de nada
por tudo
fazemos
alguma
coisa qualquer
tudo se vale
prostramos
pomos
na vida
tudo
enche
o vazio
dos corpos
nos copos
ignorando
garrafas
(22/12/2007)
OLHOS
Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli.
Nas curvas do mundo te encontro
nas curvas do ventre te encanto
acaricio as coxas e a bunda
penetro as mãos em carícias
teu sexo que umedecido se abre
os lábios em lábios liberam
vulva, clitóris e desejo
a boca cai em lábios, na cona
gemidos pedem mais
a língua não satisfaz
entra em ação o falo
calo no desejo de macho
faço com que gozes na boca
preparo a cintura de fato
e penetro carne em carne
unhas rasgam pele
o gozo torna-se intenso
corpos satisfeitos
beijam o sol
cruzando o horizonte
olhos se fazem
querem sempre mais
não tire, ponha, ponho um pouco mais
e mais, sempre um pouco mais,
o falo em cona, como ? Falo em teus ouvidos
ponha, estique um pouco mais
beijos fálicos
fálicos em cona
coma o corpo
dorme na noite manhã
que nunca será
o que se pretende
ser jamais.
(22/12/2007)
Nas curvas do mundo te encontro
nas curvas do ventre te encanto
acaricio as coxas e a bunda
penetro as mãos em carícias
teu sexo que umedecido se abre
os lábios em lábios liberam
vulva, clitóris e desejo
a boca cai em lábios, na cona
gemidos pedem mais
a língua não satisfaz
entra em ação o falo
calo no desejo de macho
faço com que gozes na boca
preparo a cintura de fato
e penetro carne em carne
unhas rasgam pele
o gozo torna-se intenso
corpos satisfeitos
beijam o sol
cruzando o horizonte
olhos se fazem
querem sempre mais
não tire, ponha, ponho um pouco mais
e mais, sempre um pouco mais,
o falo em cona, como ? Falo em teus ouvidos
ponha, estique um pouco mais
beijos fálicos
fálicos em cona
coma o corpo
dorme na noite manhã
que nunca será
o que se pretende
ser jamais.
(22/12/2007)
FANTASIA LÉSBICA
Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli.
A noite se alonga nas estrelas dos seus olhos
pisca na lentidão de seus lábios
úmidos, lascivos, encontro de línguas
bocas de corpo e tudo mais
escorregam mãos nas curvas do desejo
pernas e ancas, quero demais
cruzando em minhas costas, forçando a te penetrar em longos ais
caule em raiz nas ondas que vão
em orgasmos, gemidos que esparramam na areia o germe do filho que não terás
tento nas coxas, na pele, nos seios, tudo valerá
pois a vida não é pequena,
a alma é grande
e tudo se esquecerá.
(22/12/2007)
A noite se alonga nas estrelas dos seus olhos
pisca na lentidão de seus lábios
úmidos, lascivos, encontro de línguas
bocas de corpo e tudo mais
escorregam mãos nas curvas do desejo
pernas e ancas, quero demais
cruzando em minhas costas, forçando a te penetrar em longos ais
caule em raiz nas ondas que vão
em orgasmos, gemidos que esparramam na areia o germe do filho que não terás
tento nas coxas, na pele, nos seios, tudo valerá
pois a vida não é pequena,
a alma é grande
e tudo se esquecerá.
(22/12/2007)
SOL E LUA
Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli.
A lua não entra na minha casa
se não for para iluminar
meus sonhos.
O sol não entra em meus pensamentos
se não para cantar
meus sonhos.
Os sonhos decantam os cantos impossíveis
e possíveis onde caminho dia-a-dia
onde a miríade de estrelas, letras
não deixam de valer meu sentimento
meu peito, pulso, corpo e tormenta
varrida no vento angústia
em cada canto da solidão.
Carrego em mim o bem e a culpa
trago os louros e os cravos na sina
todos nós e todos os astros somos heróis
nas lendas e letras de versos noite e dia
onde carrego o perfeito destino
em migalhas sem conseguir
o fim do finito de cada ser.
Carrego o dialeto noite e dia
conflito entre luz e breu
saber e pensar, sol e lua
não sei se o que vejo é o que penso
sei que o que sinto são meus olhos.
(22/12/2007)
A lua não entra na minha casa
se não for para iluminar
meus sonhos.
O sol não entra em meus pensamentos
se não para cantar
meus sonhos.
Os sonhos decantam os cantos impossíveis
e possíveis onde caminho dia-a-dia
onde a miríade de estrelas, letras
não deixam de valer meu sentimento
meu peito, pulso, corpo e tormenta
varrida no vento angústia
em cada canto da solidão.
Carrego em mim o bem e a culpa
trago os louros e os cravos na sina
todos nós e todos os astros somos heróis
nas lendas e letras de versos noite e dia
onde carrego o perfeito destino
em migalhas sem conseguir
o fim do finito de cada ser.
Carrego o dialeto noite e dia
conflito entre luz e breu
saber e pensar, sol e lua
não sei se o que vejo é o que penso
sei que o que sinto são meus olhos.
(22/12/2007)
DEZEMBROS
Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli.
Quando se entende, entende
compreende qualquer encanação
nada derrubará a amizade
onde a compreensão sempre existe
onde o tempo perdura eterno
onde o vazio inexiste sem sentido
e o sentido diz tudo
sem nada dizer
com todo sentir
toda surpresa de encantar por bem querer
onde os dois sempre se querem bem
no sol caindo no horizonte
em sedimento que forma e constrói
castelo de fonte, tempo e existência
na ilusão natalina
nos dobres dos sinos
anunciando
a fome dos tempos
dezembros
fome de querer mais,
sempre mais.
(22/12/2007)
Quando se entende, entende
compreende qualquer encanação
nada derrubará a amizade
onde a compreensão sempre existe
onde o tempo perdura eterno
onde o vazio inexiste sem sentido
e o sentido diz tudo
sem nada dizer
com todo sentir
toda surpresa de encantar por bem querer
onde os dois sempre se querem bem
no sol caindo no horizonte
em sedimento que forma e constrói
castelo de fonte, tempo e existência
na ilusão natalina
nos dobres dos sinos
anunciando
a fome dos tempos
dezembros
fome de querer mais,
sempre mais.
(22/12/2007)
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
LIVRARIA MODERNA
Carlos Savasini
O paraíso da tentação
faz bem aos ouvidos e aos olhos
instiga o prazer da leitura
e o gozo de ouvir um bom som.
As mãos coçam e os olhos crescem
provocam leitores, melômanos,
projeto de escritores, músicos,
fotógrafos e sonhadores.
Nas pilhas e pilhas no chão
atrás e atrás de cada capa
surpresa e tentação à vista,
à prazo a dívida se faz.
Após a culpa frente ao caixa,
com menos feijão e mais letras,
resolve-se tudo, sorrisos,
prazer em novos livros e discos.
(26/12/2007)
O paraíso da tentação
faz bem aos ouvidos e aos olhos
instiga o prazer da leitura
e o gozo de ouvir um bom som.
As mãos coçam e os olhos crescem
provocam leitores, melômanos,
projeto de escritores, músicos,
fotógrafos e sonhadores.
Nas pilhas e pilhas no chão
atrás e atrás de cada capa
surpresa e tentação à vista,
à prazo a dívida se faz.
Após a culpa frente ao caixa,
com menos feijão e mais letras,
resolve-se tudo, sorrisos,
prazer em novos livros e discos.
(26/12/2007)
DEZEMBRICES
Carlos Savasini
Memórias, lembranças, coisas de última hora
ceias, festas, excessos de qualquer ordem
choros, afetos, declarações de toda espécie
retrospectiva, expectativa, lista de promessas
presentes dados, recebidos, atos não retribuídos
todo dezembro tem sempre o mesmo roteiro
reflexões intempestivas, dizeres de coração
expressões de fé, dês-fé, contradições
convulsões, estouro e pipoco
...................................POW co
...................................POW co
...................................POW co
muita ostentação, de branco e pouca
sinceridade lavada nas faces.
(25/12/2007)
Memórias, lembranças, coisas de última hora
ceias, festas, excessos de qualquer ordem
choros, afetos, declarações de toda espécie
retrospectiva, expectativa, lista de promessas
presentes dados, recebidos, atos não retribuídos
todo dezembro tem sempre o mesmo roteiro
reflexões intempestivas, dizeres de coração
expressões de fé, dês-fé, contradições
convulsões, estouro e pipoco
...................................POW co
...................................POW co
...................................POW co
muita ostentação, de branco e pouca
sinceridade lavada nas faces.
(25/12/2007)
É NATAL
Carlos Savasini
Antes um sorriso
surpresa e folia
farra e presente uma vez na vida
presente como se não houvesse passado
hoje como se não houvesse amanhã
tudo como se tudo fosse o agora
felicidade como se nunca houvesse mágoa
sorriso como se nunca houvesse choro
surpresa como se não houvesse motivo
folia como se não houvesse o carnaval.
Todo dia é dia de festa
hoje e sempre, jamais por ser natal
não por ser a carne aquela que morre de véspera
nem por sermos nós que morremos de susto,
a vida só surta por aqueles que não a querem
por isto haja festa, sorriso e alegria
surpresa toda noite e todo santo dia
que haja sempre encanto em todo encontro de gente
que haja sempre a reunião
a surpresa, o sorriso e muita, mas muita folia.
(24/12/2007)
Antes um sorriso
surpresa e folia
farra e presente uma vez na vida
presente como se não houvesse passado
hoje como se não houvesse amanhã
tudo como se tudo fosse o agora
felicidade como se nunca houvesse mágoa
sorriso como se nunca houvesse choro
surpresa como se não houvesse motivo
folia como se não houvesse o carnaval.
Todo dia é dia de festa
hoje e sempre, jamais por ser natal
não por ser a carne aquela que morre de véspera
nem por sermos nós que morremos de susto,
a vida só surta por aqueles que não a querem
por isto haja festa, sorriso e alegria
surpresa toda noite e todo santo dia
que haja sempre encanto em todo encontro de gente
que haja sempre a reunião
a surpresa, o sorriso e muita, mas muita folia.
(24/12/2007)
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
MAIS
Carlos Savasini
Dê-me um mote, por favor,
Nunca uma briga, um fato, uma quirela qualquer,
Dê-me uma busca, um norte, uma seara qualquer,
Nunca um você nunca, um você outro, nunca um qualquer um,
Nunca o agora alguém, o qualquer outro, ou outra coisa qualquer,
Nunca um não agüento mais
Jamais um não te quero mais
Nem um de mas ...
...................................... a mais
Nunca um não te agüento mais
Nunca
........................................o fim
........................................enfim
Nunca o não te quero mais.
(16/12/2007)
Dê-me um mote, por favor,
Nunca uma briga, um fato, uma quirela qualquer,
Dê-me uma busca, um norte, uma seara qualquer,
Nunca um você nunca, um você outro, nunca um qualquer um,
Nunca o agora alguém, o qualquer outro, ou outra coisa qualquer,
Nunca um não agüento mais
Jamais um não te quero mais
Nem um de mas ...
...................................... a mais
Nunca um não te agüento mais
Nunca
........................................o fim
........................................enfim
Nunca o não te quero mais.
(16/12/2007)
SURTO
Carlos Savasini
O negócio quando desanda, não presta,
Desilude o fato e desfaz qualquer obra,
Desencanta encanto e desfaz toda festa
Perde o ponto, descamba, perde o que sobra.
(16/12/2007)
O negócio quando desanda, não presta,
Desilude o fato e desfaz qualquer obra,
Desencanta encanto e desfaz toda festa
Perde o ponto, descamba, perde o que sobra.
(16/12/2007)
DO NOME A MUSA (OU A CRIA)
Carlos Savasini
Letras em versos não enganam
Encantam a vista que as lê
Ou trazem lembranças que navegam
Nostalgia insuflada em memória
Intimidade que busca estopim
Cumplicidade de amigos, parceiros,
Esperança eterna de tempos melhores.
A busca é sempre, à todo instante,
Parecida para todos os seres,
Atormenta o sentido e clama
Reclama carinho e proteção
Exclama o verbo quando explode o sentimento
Conclama a todos para um pouco de atenção
Inflama e embarga toda voz latente
Despeja o preceito, princípio, que pede igualdade
Aclama entendimento aos ímpares, pares, amigos ou não.
Tudo que cerca, inspira e alimenta,
Rende motivo, idéias, conclusões,
Ostenta na vista, encantamento,
Nuances de cor e percepção,
Conspira o mundo em perfeita criação
Ou faz dela, a musa, fonte e forma de todo poema.
(16/12/2007)
Letras em versos não enganam
Encantam a vista que as lê
Ou trazem lembranças que navegam
Nostalgia insuflada em memória
Intimidade que busca estopim
Cumplicidade de amigos, parceiros,
Esperança eterna de tempos melhores.
A busca é sempre, à todo instante,
Parecida para todos os seres,
Atormenta o sentido e clama
Reclama carinho e proteção
Exclama o verbo quando explode o sentimento
Conclama a todos para um pouco de atenção
Inflama e embarga toda voz latente
Despeja o preceito, princípio, que pede igualdade
Aclama entendimento aos ímpares, pares, amigos ou não.
Tudo que cerca, inspira e alimenta,
Rende motivo, idéias, conclusões,
Ostenta na vista, encantamento,
Nuances de cor e percepção,
Conspira o mundo em perfeita criação
Ou faz dela, a musa, fonte e forma de todo poema.
(16/12/2007)
COMPLETO
Por Carlos Savasini, Ernani Fraga, Osvaldo Pastorelli e Rosangela Aliberti.
O poema é fonte,
Raiz e reunião,
Paixão das coisas acontecidas,
É a palavra sentida
No coração, na cor do mundo
O poema é céu – inferno
Purgatório da paixão
Registro revivido
Reocupando as horas de vazio
De um espaço que passou,
Passou ?
Jamais !
O poema é vida,
Jorra e pulula união,
Paixão, encanto e até
Rancor.
(15/12/2007)
O poema é fonte,
Raiz e reunião,
Paixão das coisas acontecidas,
É a palavra sentida
No coração, na cor do mundo
O poema é céu – inferno
Purgatório da paixão
Registro revivido
Reocupando as horas de vazio
De um espaço que passou,
Passou ?
Jamais !
O poema é vida,
Jorra e pulula união,
Paixão, encanto e até
Rancor.
(15/12/2007)
OFICINA DA IMAGINAÇÃO
Por Carlos Savasini, Ernani Fraga, Marisa Del Santo, Osvaldo Pastorelli, Rosangela Aliberti, Rosangela de Oliveira, Safira Conovalov e Selda Roldan.
Doze poetas na mesa glorificando
A deusa poesia e deus que criou
Tudo : o céu, o mar, o ar, as nuvens, as deusas,
A poesia e nós,
Não estavam reunidos por acaso
Eles queriam homenagear um grupo que representasse todos
E todos escolheram um.
Total : 12 amigos.
A poesia está no ar
Como um chicote de luz
E dança formando a paisagem
No horizonte dos homens
Feita prece e redenção,
A poesia fala em tom maior
Harmonia e cor
Púrpura e rosa
No jardim dos sonhos de doze amores,
Doze poetas inspirados pelas musas
Do Olímpo.
A Monalisa na janela
Agiganta a visão
Tridimensional
– não é proibido estacionar
na oficina da imaginação
O ofício de criar
É redenção
É flor de sonho em jardim de versos
É peito aberto que sangra no cio da escrita,
É como escrever
É vivenciar a verdade
Daqueles que a isto se propõe.
Os doze poetas comemoram
O ano em que estiveram
Reunidos.
(15/12/2007)
Doze poetas na mesa glorificando
A deusa poesia e deus que criou
Tudo : o céu, o mar, o ar, as nuvens, as deusas,
A poesia e nós,
Não estavam reunidos por acaso
Eles queriam homenagear um grupo que representasse todos
E todos escolheram um.
Total : 12 amigos.
A poesia está no ar
Como um chicote de luz
E dança formando a paisagem
No horizonte dos homens
Feita prece e redenção,
A poesia fala em tom maior
Harmonia e cor
Púrpura e rosa
No jardim dos sonhos de doze amores,
Doze poetas inspirados pelas musas
Do Olímpo.
A Monalisa na janela
Agiganta a visão
Tridimensional
– não é proibido estacionar
na oficina da imaginação
O ofício de criar
É redenção
É flor de sonho em jardim de versos
É peito aberto que sangra no cio da escrita,
É como escrever
É vivenciar a verdade
Daqueles que a isto se propõe.
Os doze poetas comemoram
O ano em que estiveram
Reunidos.
(15/12/2007)
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
MANEIO DO MAR
Carlos Savasini
As coxas do mar em minhas pernas
Carícia de ondas e espumas
Leve, a água repousa em meu sexo
Toca meu corpo em fluxo e refluxo
Maneio espumante e molhado
Maresia de sabor salgado.
Em ondas o mar me envolve.
(15/12/2007)
As coxas do mar em minhas pernas
Carícia de ondas e espumas
Leve, a água repousa em meu sexo
Toca meu corpo em fluxo e refluxo
Maneio espumante e molhado
Maresia de sabor salgado.
Em ondas o mar me envolve.
(15/12/2007)
PONTO DE FUGA
Carlos Savasini
A paisagem é sempre a mesma
Miragem
O sol aquece o solo
Deforma
Derrete no manto de ar
Oásis na própria visão
(15/12/2007)
A paisagem é sempre a mesma
Miragem
O sol aquece o solo
Deforma
Derrete no manto de ar
Oásis na própria visão
(15/12/2007)
DIVINA
Carlos Savasini
Nas curvas encobertas do mundo
Nas grutas profundas da mãe Gaia
Nos alvéolos dos morros e serras
Encontro o seu sorriso
E esqueço-me de mim.
A verdade tem seu nome.
(15/12/2007)
Nas curvas encobertas do mundo
Nas grutas profundas da mãe Gaia
Nos alvéolos dos morros e serras
Encontro o seu sorriso
E esqueço-me de mim.
A verdade tem seu nome.
(15/12/2007)
MÃOS
Carlos Savasini
Pequenas demais para deter o universo
Lisas demais para conter o tempo
Imprecisas demais para valer o belo
Palpáveis demais para reter o tempo
Precisas apenas o afago em teu rosto.
(15/12/2007)
Pequenas demais para deter o universo
Lisas demais para conter o tempo
Imprecisas demais para valer o belo
Palpáveis demais para reter o tempo
Precisas apenas o afago em teu rosto.
(15/12/2007)
PAUSA
Carlos Savasini
Seqüência de sons e silêncio
Pausa
Presença e ausência
Espaço.
O próximo toca-nos dedo por dedo
O tempo enovela-nos pulso por pulso
A distância leva-nos corpo por corpo.
O vazio é silêncio de pausa e espaço.
(15/12/2007)
Seqüência de sons e silêncio
Pausa
Presença e ausência
Espaço.
O próximo toca-nos dedo por dedo
O tempo enovela-nos pulso por pulso
A distância leva-nos corpo por corpo.
O vazio é silêncio de pausa e espaço.
(15/12/2007)
SILVO
Carlos Savasini
Passa o vento esvoaçante
Lança sobre a mente novelos
Caracóis de cabelos, pelos
Pele eriçada, arrepios
Balbucia nos ouvidos
Suspiros de seiva
Sopro e sussurros de corpo
Silvo e assobios de seus lábios.
Basta simplesmente um bocado de si
Num pouquinho de ar chegando até mim
Sinuoso ou direto no sopro de si
Que suplico sussurro mais forte, mais cheio, mais denso
Clamo ventania voluptuosa de volteio e sedução
Voltas em pelos, em pele, cachos e ouvidos
Volteio em laços, abraços, ventre, vales e seiva.
Passa o vento esvoaçante
Deita sobre o rosto, cabelos
Caracóis de novelos, pelos
Pele relaxada, extasiada
Murmura nos ouvidos
Suspiros de prazer
Sopro e sussurros de corpo
Silvo e suspiros de nós dois.
Passa o vento esvoaçante
E deixa o som do silvo seu
Sempre suntuoso e cintilante
Intempestivo, forte e provocante.
(14/12/2007)
Passa o vento esvoaçante
Lança sobre a mente novelos
Caracóis de cabelos, pelos
Pele eriçada, arrepios
Balbucia nos ouvidos
Suspiros de seiva
Sopro e sussurros de corpo
Silvo e assobios de seus lábios.
Basta simplesmente um bocado de si
Num pouquinho de ar chegando até mim
Sinuoso ou direto no sopro de si
Que suplico sussurro mais forte, mais cheio, mais denso
Clamo ventania voluptuosa de volteio e sedução
Voltas em pelos, em pele, cachos e ouvidos
Volteio em laços, abraços, ventre, vales e seiva.
Passa o vento esvoaçante
Deita sobre o rosto, cabelos
Caracóis de novelos, pelos
Pele relaxada, extasiada
Murmura nos ouvidos
Suspiros de prazer
Sopro e sussurros de corpo
Silvo e suspiros de nós dois.
Passa o vento esvoaçante
E deixa o som do silvo seu
Sempre suntuoso e cintilante
Intempestivo, forte e provocante.
(14/12/2007)
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
BUSCA
Carlos Savasini
Vagando pela noite na Paulista
um grita “vagabundo” numa esquina,
nem isto desilude o meu encanto
de estar com meus amigos vagueando.
A noite assim se faz, eterna busca,
atiça o pensamento, a mente açula,
o tempo é curto, a vida muito mais,
princípio e fim sem nunca ter um cais.
Caminho, então, eternamente junto
e bóio sempre longe de meu fundo
(areia movediça e perigosa).
Navego em nau repleta de parceiros,
amigos, ninfas, musas, candeeiros
(intensa luz de vida caudalosa).
(09/12/2007)
Vagando pela noite na Paulista
um grita “vagabundo” numa esquina,
nem isto desilude o meu encanto
de estar com meus amigos vagueando.
A noite assim se faz, eterna busca,
atiça o pensamento, a mente açula,
o tempo é curto, a vida muito mais,
princípio e fim sem nunca ter um cais.
Caminho, então, eternamente junto
e bóio sempre longe de meu fundo
(areia movediça e perigosa).
Navego em nau repleta de parceiros,
amigos, ninfas, musas, candeeiros
(intensa luz de vida caudalosa).
(09/12/2007)
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
A PRÓXIMA ATRAÇÃO
Por Carlos Savasini, Leonice Tronco e Osvaldo Pastorelli
A noite promete
a miríade de musas se acende,
os poetas preparam a pena
tratam a voz a conhaque e cerveja
e tremida
a letra é mal
compreendida,
mas quando lida
são arroubos de emoções
que iluminam a festa
de lirismo e canções.
A noite promete
em verso e prosa,
festa feita por e para
pessoas de letras
ébrias ou não.
A noite promete
sorrisos e lágrimas
comoção no copo,
a alegria cresce
o público agradece
e fecham-se as cortinas do grande
E iluminado espetáculo.
(08/12/2007)
A noite promete
a miríade de musas se acende,
os poetas preparam a pena
tratam a voz a conhaque e cerveja
e tremida
a letra é mal
compreendida,
mas quando lida
são arroubos de emoções
que iluminam a festa
de lirismo e canções.
A noite promete
em verso e prosa,
festa feita por e para
pessoas de letras
ébrias ou não.
A noite promete
sorrisos e lágrimas
comoção no copo,
a alegria cresce
o público agradece
e fecham-se as cortinas do grande
E iluminado espetáculo.
(08/12/2007)
A ÚLTIMA CENA
Por Carlos Savasini, Leonice Tronco e Osvaldo Pastorelli
No turbilhão da cidade
perdi o último sorriso
da trupe de mambembes
a revoada de estrelas
e o último raio argênteo
da lua que deita no céu
cobre o manto suave
o corpo da artista
que, cansada,
dorme nos braços
do príncipe do trapézio
saltos e piruetas
sonhos de alegria fugaz
escorrem sobre a lona colorida
o palhaço enrubesce lilás
tropeça nos próprios pés
e cai na bailarina de espacate
o público ri
e o leão ruge
o elefante come amendoim
e a cortina se fecha
apresentando novo espetáculo.
(08/12/2007)
No turbilhão da cidade
perdi o último sorriso
da trupe de mambembes
a revoada de estrelas
e o último raio argênteo
da lua que deita no céu
cobre o manto suave
o corpo da artista
que, cansada,
dorme nos braços
do príncipe do trapézio
saltos e piruetas
sonhos de alegria fugaz
escorrem sobre a lona colorida
o palhaço enrubesce lilás
tropeça nos próprios pés
e cai na bailarina de espacate
o público ri
e o leão ruge
o elefante come amendoim
e a cortina se fecha
apresentando novo espetáculo.
(08/12/2007)
MARKETING DA FOME
Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli
Na voragem da fome
falam alto as palavras
tilintando entre copos
e garrafas
ronronando estômago e esôfago
gemendo ventre entre vácuo e vazio
ruindo risos de angústias
roncando desejos
na mídia
quadro pendurado
na parede vida
escorre o sol
entre as nuvens
anúncio de tempestades
felicidades
e a fome fica sempre para depois.
(08/12/2007)
Na voragem da fome
falam alto as palavras
tilintando entre copos
e garrafas
ronronando estômago e esôfago
gemendo ventre entre vácuo e vazio
ruindo risos de angústias
roncando desejos
na mídia
quadro pendurado
na parede vida
escorre o sol
entre as nuvens
anúncio de tempestades
felicidades
e a fome fica sempre para depois.
(08/12/2007)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
LENHA
Carlos Savasini
Mariposa ronda na seiva do machado
plastifica na seiva de borracha, seringueira
látex no fio, na lâmina, no ferro e na pegada
mariposa que aterriza na fenda do machado.
(08/12/2007)
Mariposa ronda na seiva do machado
plastifica na seiva de borracha, seringueira
látex no fio, na lâmina, no ferro e na pegada
mariposa que aterriza na fenda do machado.
(08/12/2007)
O PAU COMEU
Carlos Savasini
Escreveu, não leu, o pau comeu
não foi assim ?
Quem mandou dar dentes
dar fome
e dar desejos ?
Quem mandou dar vez
dar tempo
e dar estímulo ?
Quem mandou dar voz
dar letras
e dar ensinamentos ?
Quem mandou dar livros
dar idéias
e dar pensamentos ?
Agora, dá um nó na gravata
um nó no cadarço
um nó na pá do ventilador
e liga,
viu ?
...........Escreveu, não leu,
...........não foi assim ?
(08/12/2007)
Escreveu, não leu, o pau comeu
não foi assim ?
Quem mandou dar dentes
dar fome
e dar desejos ?
Quem mandou dar vez
dar tempo
e dar estímulo ?
Quem mandou dar voz
dar letras
e dar ensinamentos ?
Quem mandou dar livros
dar idéias
e dar pensamentos ?
Agora, dá um nó na gravata
um nó no cadarço
um nó na pá do ventilador
e liga,
viu ?
...........Escreveu, não leu,
...........não foi assim ?
(08/12/2007)
POEMA GRADUADO
Carlos Savasini
Não se importe não
decore
devore os livros e guarde no fundo da memória
se afogue
engesse os braços ao redor da coluna
encha os pulmões de oxigênio, nitrogênio, CO2 e gases nobres,
prá que aprender a nadar ?
O importante, meu filho,
é passar no vestibular,
o resto, a gente manda comprar.
(08/12/2007)
Não se importe não
decore
devore os livros e guarde no fundo da memória
se afogue
engesse os braços ao redor da coluna
encha os pulmões de oxigênio, nitrogênio, CO2 e gases nobres,
prá que aprender a nadar ?
O importante, meu filho,
é passar no vestibular,
o resto, a gente manda comprar.
(08/12/2007)
MORRO
Carlos Savasini
Marionetes
...............Favelas
...........................Safári
TV de câmeras blindadas
Tipos
........Moldes
...................Modelos
Redenção da vida pela arte
A elite
..........A redoma
.........................Proselitismo
.......................................Quem pode, pode
...............Quem não pode
Desbanca
(08/12/2007)
Marionetes
...............Favelas
...........................Safári
TV de câmeras blindadas
Tipos
........Moldes
...................Modelos
Redenção da vida pela arte
A elite
..........A redoma
.........................Proselitismo
.......................................Quem pode, pode
...............Quem não pode
Desbanca
(08/12/2007)
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
PRÊMIO COOPERIFA
Gente,
Quarta agora, dia 12 de Dezembro, tem premiação (Prêmio Cooperifa - DOM QUIXOTE DE LA PERIFA). Os prêmios serão entregues no Sarau da Cooperifa a partir das 20:00 horas.
Um dos premiados é o Sopa de Letrinhas. Salve Vlado Lima !
Bjs e abçs
CS
Quarta agora, dia 12 de Dezembro, tem premiação (Prêmio Cooperifa - DOM QUIXOTE DE LA PERIFA). Os prêmios serão entregues no Sarau da Cooperifa a partir das 20:00 horas.
Um dos premiados é o Sopa de Letrinhas. Salve Vlado Lima !
Bjs e abçs
CS
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
PÁGINA 161
Gente,
Recebi do Ivan Antunes e a brincadeira é assim :
1 - procurar um livro próximo (o primeiro que aparecer, não vale escolher);
2 - abri-lo na página 161;
3 - procurar a quinta frase completa;
4 - postá-la no seu blog;
5 - não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6 - repassar a outros cinco blogs.
Peguei na estante o livro "Apresentação da Poesia Brasileira", de Manuel Bandeira. Como o livro conta com poemas e análises, a página tem um soneto do Gregório de Matos (Buscando o Cristo Crucificado um pecador com verdadeiro arrependimento). O quinto verso é :
"A vós, divinos olhos, eclipsados"
Mandado para os blogueiros :
- Osvaldo Pastorelli
- Sergio Vaz
- Lisieux
- Nancy Moisés
- Graça Carpes
Bjs e abçs
Carlos Savasini
Recebi do Ivan Antunes e a brincadeira é assim :
1 - procurar um livro próximo (o primeiro que aparecer, não vale escolher);
2 - abri-lo na página 161;
3 - procurar a quinta frase completa;
4 - postá-la no seu blog;
5 - não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6 - repassar a outros cinco blogs.
Peguei na estante o livro "Apresentação da Poesia Brasileira", de Manuel Bandeira. Como o livro conta com poemas e análises, a página tem um soneto do Gregório de Matos (Buscando o Cristo Crucificado um pecador com verdadeiro arrependimento). O quinto verso é :
"A vós, divinos olhos, eclipsados"
Mandado para os blogueiros :
- Osvaldo Pastorelli
- Sergio Vaz
- Lisieux
- Nancy Moisés
- Graça Carpes
Bjs e abçs
Carlos Savasini
domingo, 9 de dezembro de 2007
ESCALAFOBÉTICO
Carlos Savasini
Poetas vivem enquanto verso,
livro e folhas de papel
depois
vivem feito cama, mesa e banho.
(01/12/2007)
Poetas vivem enquanto verso,
livro e folhas de papel
depois
vivem feito cama, mesa e banho.
(01/12/2007)
VARIAÇÕES DA VACA
Carlos Savasini
I
elefante laranja
mijou na tigela
quem falar primeiro
toma todo o mijo dele
II
pomba malhada
lustrou o poleiro
quem falar primeiro
come todo o lustre dela
III
andorinha sinhá
cagou na cabeça
quem falar primeiro
come a cabeça dela
(01/12/2007)
I
elefante laranja
mijou na tigela
quem falar primeiro
toma todo o mijo dele
II
pomba malhada
lustrou o poleiro
quem falar primeiro
come todo o lustre dela
III
andorinha sinhá
cagou na cabeça
quem falar primeiro
come a cabeça dela
(01/12/2007)
CARTA AO PAPAI NOEL
Carlos Savasini
Dautonicamente as nuvens do céu já não te vêem mais
nem vertem a chuva pois gotas estrábicas não chegam ao chão
as nuvens roxas chovem pedras de gelo do tamanho de jacas
vestem ray-bans de lentes laranjas, aros vermelhos e hastes de anil
devoram lisergicamente o selo da carta que você mandou ao Papai Noel
imploram resposta e mais cartas e cartas e cartas
e selos e selos e selos
molhados de doping azul uva-passa.
(01/12/2007)
Dautonicamente as nuvens do céu já não te vêem mais
nem vertem a chuva pois gotas estrábicas não chegam ao chão
as nuvens roxas chovem pedras de gelo do tamanho de jacas
vestem ray-bans de lentes laranjas, aros vermelhos e hastes de anil
devoram lisergicamente o selo da carta que você mandou ao Papai Noel
imploram resposta e mais cartas e cartas e cartas
e selos e selos e selos
molhados de doping azul uva-passa.
(01/12/2007)
NO ATO
Carlos Savasini
Vitrines, vitrines, vitrines
vitrines e liquidação
tem crédito fácil
(dinheiro na mão)
boleto e cartão
(navalha na carne)
leve um e pague dois
(armadilha certeira)
suaves prestações a perder de vista.
Desconto no ato ?
Não tem isso não
nem por decreto,
nem com mandato.
Tá incomodado ?
que desacato,
vai comer feijão !
(01/12/2007)
Vitrines, vitrines, vitrines
vitrines e liquidação
tem crédito fácil
(dinheiro na mão)
boleto e cartão
(navalha na carne)
leve um e pague dois
(armadilha certeira)
suaves prestações a perder de vista.
Desconto no ato ?
Não tem isso não
nem por decreto,
nem com mandato.
Tá incomodado ?
que desacato,
vai comer feijão !
(01/12/2007)
sábado, 8 de dezembro de 2007
RAVE CULTURAL NA CASA DAS ROSAS - É HOJE !
14h – No jardim da Casa das Rosas - TEATRO - Marragoni – A peça é uma recriação do texto “Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny”, de Bertolt Brecht e Kurt Weill e será apresentada pelo Núcleo de Teatro de Rua da ELT, sob direção de Ana Roxo. Conta e canta a história de Paulo Pimenta, lenhador da Amazônia que chega a Marragoni, a cidade dos sonhos e ilusões. Duração: 60 min. Vagas: ilimitadas.
16h – No subsolo da Casa das Rosas – Inauguração da BIBLIOTECA.Todos são convidados para o subterrâneo do casarão, onde o Governador José Serra e o Secretário de Estado da Cultura, João Sayad inauguram a Biblioteca Haroldo de Campos para visitação pública. Logo em seguida, os convidados seguem para o hall da Casa das Rosas, quando ex-diretores da instituição como José Roberto Aguilar, Cláudio Tozzi e Cildo Oliveira são recebidos pelo atual Frederico Barbosa em uma sessão de lembranças da construção deste projeto cultural da cidade de São Paulo. Duração: 60 min.
17h – No hall da Casa das Rosas – Série de LITERATURA - Desconcertos – A idéia é apresentar ao público novos proseadores brasileiros. Na Rave Cultural, o autor Paulo de Tarso, sob curadoria de Claudinei Vieira, lerá textos consagrados que influenciaram sua obra atual e em seguida apresentará ao público um texto inédito de sua autoria. Um bate-papo informal é aberto com a platéia. Duração: 60 min. Vagas: 100 lugares.
18h – No hall da Casa das Rosas – SHOW - três integrantes da banda Coisa Linda de Deus se juntaram com outros três músicos da Banda do Canil, formada por estudantes de música da USP, para formar o sexteto que se apresenta no dia 8 de dezembro. Com um repertório repleto de choros e temperados pelos timbres adocicados da flauta transversal de Nicolas Brandão e da escaleta do pianista Henrique Gomide, o grupo pretende apresentar, além dos choros, alguns sambas clássicos de Geraldo Pereira, Vinícius de Moraes, Tom Jobim e Chico Buarque. Os músicos: Henrique Gomide (teclado e escaleta), Zé Motta (vocais), João Fideles (percussão), Gustavo Angimahtz (violão), Lucas Nobile (cavaquinho) e Nicolas Brandão (flauta transversal). Duração: 60 min. Vagas: ilimitadas.
19h – No hall da Casa das Rosas - SARAU Chama Poética - A “alegria” é o assunto dos versos que os poetas Antonio Lázaro de Almeida Prado e Cássio Junqueira são convidados a declamar para o público presente. A curadoria deste momento da Rave é de Fernanda de Almeida Prado. Além disso, o Sarau vai contar com a presença do grupo No Mesmo Barco, e dos músicos Ozias Stafuzza, Mariana Avena, Neno Miranda, Aurora Maciel e Cristina Pini. Duração: 60 min. Vagas: 100 lugares.
20h – No hall da Casa das Rosas – LANÇAMENTO – O poeta Glauco Mattoso lança, pelo selo Dix Editorial, o segundo volume da série "Mattosiana", intitulado "A aranha punk". Além das temáticas sugeridas pelo título, os sonetos deste livro homenageiam o personagem Níquel Náusea, do quadrinhista Fernando Gonzalez, que assina a ilustração da capa. Duração: 15 min. Vagas: 100 lugares.
20h15 - No hall da Casa das Rosas – SHOW Música e Poesia de Alice Ruiz – Uma pré-estréia do cd “No País de Alice” será realizada na Rave Cultural. A poetisa e cantora Alice Ruiz apresenta-se ao lado de Rogéria Holtz. No repertório, composições musicais feitas por Alice em parceria com pesos-pesados da música como Alzira Espíndola, Arnaldo Antunes, Itamar Assumpção, Rogéria Holtz, Zé Miguel Wisnik e Waltel Branco. Duração: 60 min. Vagas: ilimitadas.
21h – No hall da Casa das Rosas - MULTIMÍDIA - José Roberto Aguilar e a Banda Performática apresentam durante duas horas o melhor da invenção e performance multimídia. Formado pela necessidade de Aguilar - “filho” da vídeoarte e da performance - em pintar o mundo, a banda que nasceu em 1981 tem entre os integrantes Giba (guitarra), Marcos (baixo), Marcelo (bateria), César Maluf (teclados), Loop B (percussão), Daniela, Gabi e Aguilar (vocais), Nelson (vídeo) e Lenira (coreógrafa). Duração: 120 min. Vagas: ilimitadas.
21h – Na sala 1 da Casa das Rosas – VIDEOARTE - Paralelamente ao início da apresentação de José Roberto Aguilar e a Banda Performática, o vj Fábio Vietnica começa maratona de quatro horas de performances de imagens e sons lounge, criando um espaço para a videoarte e a música ambiente, que ocupa o espaço durante a madrugada. Duração 200 min. Vagas: 100 lugares.
22h30 – Na sala 2 da Casa das Rosas – PERFORMANCE Cama e Poesia – Dirigida por José Roberto Aguilar, a atriz Denise Passos protagoniza performance. Duração: 30 min. Vagas: 50 lugares.
23h – No hall da Casa das Rosas – RECITAL – O poeta Luiz Roberto Guedes apresenta Limericks eróticos de sua autoria, acompanhado do escritor Marcelino Freire e da banda formada pelos músicos Matheus Prado, Lu Horta, Luiz Gayotto e Marcelo Ferretti, que ficam para a atração seguinte. Duração: 15 min. Vagas: 100 lugares.
23h15 – No hall da Casa das Rosas – INTERAÇÃO - No "Saraokê", ao invés de cantar, o público é convidado a recitar poemas com um fundo musical especialmente criado pelos músicos Matheus Prado, Lu Horta, Luiz Gayotto e Marcelo Ferretti. Esta é uma ousada e divertida experiência de improvisação coletiva. Duração: 60 min. Vagas: ilimitadas.
1h – No hall da Casa das Rosas – SARAU - Rascunhos Poéticos. Apresenta o resultado do trabalho desenvolvido por grupos de criação poética dirigidos por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli há dois anos. Dez novos autores vão ler trabalhos inéditos, com livre temática. Duração: 60 min. Vagas: 100 lugares.
2h – No hall, no primeiro andar e no jardim da Casa das Rosas - SHOW - Trio Zabumbão – O grupo de forró formado por Flavio Lima (Triângulo e voz), Chambinho (Acordeom) e Fabinho (Zabumba) coloca todo o público para dançar, em todos os espaços da Casa das Rosas. Duração: 120 min. Vagas: ilimitadas.
4h – No hall da Casa das Rosas – SARAU da Vacamarela - Coletivo formado por jovens poetas, que busca divulgar as tendências da poesia contemporânea. Além de promover o debate literário FLAP, a Vacamarela edita o jornal literário O Casulo. Duração: 60 min. Vagas: 100 lugares.
5h – No hall da Casa das Rosas – SHOW de Pedro Osmar e Amigos - Apresentam o melhor da música de invenção. Com a presença de Zeh Rocha, Vicente Barreto, Rafa Barreto, Gleiziane Pinheiro e Fábio Barros. Duração: 60 min. Vagas: 100 lugares.
7h – No hall da Casa das Rosas – CAFÉ DA MANHÃ – Para encerrar a maratona de shows, literatura, saraus, um café da manhã com pães, bolos, sucos, frios, café, leite, chocolate e chás será servido ao público, gratuitamente.
16h – No subsolo da Casa das Rosas – Inauguração da BIBLIOTECA.Todos são convidados para o subterrâneo do casarão, onde o Governador José Serra e o Secretário de Estado da Cultura, João Sayad inauguram a Biblioteca Haroldo de Campos para visitação pública. Logo em seguida, os convidados seguem para o hall da Casa das Rosas, quando ex-diretores da instituição como José Roberto Aguilar, Cláudio Tozzi e Cildo Oliveira são recebidos pelo atual Frederico Barbosa em uma sessão de lembranças da construção deste projeto cultural da cidade de São Paulo. Duração: 60 min.
17h – No hall da Casa das Rosas – Série de LITERATURA - Desconcertos – A idéia é apresentar ao público novos proseadores brasileiros. Na Rave Cultural, o autor Paulo de Tarso, sob curadoria de Claudinei Vieira, lerá textos consagrados que influenciaram sua obra atual e em seguida apresentará ao público um texto inédito de sua autoria. Um bate-papo informal é aberto com a platéia. Duração: 60 min. Vagas: 100 lugares.
18h – No hall da Casa das Rosas – SHOW - três integrantes da banda Coisa Linda de Deus se juntaram com outros três músicos da Banda do Canil, formada por estudantes de música da USP, para formar o sexteto que se apresenta no dia 8 de dezembro. Com um repertório repleto de choros e temperados pelos timbres adocicados da flauta transversal de Nicolas Brandão e da escaleta do pianista Henrique Gomide, o grupo pretende apresentar, além dos choros, alguns sambas clássicos de Geraldo Pereira, Vinícius de Moraes, Tom Jobim e Chico Buarque. Os músicos: Henrique Gomide (teclado e escaleta), Zé Motta (vocais), João Fideles (percussão), Gustavo Angimahtz (violão), Lucas Nobile (cavaquinho) e Nicolas Brandão (flauta transversal). Duração: 60 min. Vagas: ilimitadas.
19h – No hall da Casa das Rosas - SARAU Chama Poética - A “alegria” é o assunto dos versos que os poetas Antonio Lázaro de Almeida Prado e Cássio Junqueira são convidados a declamar para o público presente. A curadoria deste momento da Rave é de Fernanda de Almeida Prado. Além disso, o Sarau vai contar com a presença do grupo No Mesmo Barco, e dos músicos Ozias Stafuzza, Mariana Avena, Neno Miranda, Aurora Maciel e Cristina Pini. Duração: 60 min. Vagas: 100 lugares.
20h – No hall da Casa das Rosas – LANÇAMENTO – O poeta Glauco Mattoso lança, pelo selo Dix Editorial, o segundo volume da série "Mattosiana", intitulado "A aranha punk". Além das temáticas sugeridas pelo título, os sonetos deste livro homenageiam o personagem Níquel Náusea, do quadrinhista Fernando Gonzalez, que assina a ilustração da capa. Duração: 15 min. Vagas: 100 lugares.
20h15 - No hall da Casa das Rosas – SHOW Música e Poesia de Alice Ruiz – Uma pré-estréia do cd “No País de Alice” será realizada na Rave Cultural. A poetisa e cantora Alice Ruiz apresenta-se ao lado de Rogéria Holtz. No repertório, composições musicais feitas por Alice em parceria com pesos-pesados da música como Alzira Espíndola, Arnaldo Antunes, Itamar Assumpção, Rogéria Holtz, Zé Miguel Wisnik e Waltel Branco. Duração: 60 min. Vagas: ilimitadas.
21h – No hall da Casa das Rosas - MULTIMÍDIA - José Roberto Aguilar e a Banda Performática apresentam durante duas horas o melhor da invenção e performance multimídia. Formado pela necessidade de Aguilar - “filho” da vídeoarte e da performance - em pintar o mundo, a banda que nasceu em 1981 tem entre os integrantes Giba (guitarra), Marcos (baixo), Marcelo (bateria), César Maluf (teclados), Loop B (percussão), Daniela, Gabi e Aguilar (vocais), Nelson (vídeo) e Lenira (coreógrafa). Duração: 120 min. Vagas: ilimitadas.
21h – Na sala 1 da Casa das Rosas – VIDEOARTE - Paralelamente ao início da apresentação de José Roberto Aguilar e a Banda Performática, o vj Fábio Vietnica começa maratona de quatro horas de performances de imagens e sons lounge, criando um espaço para a videoarte e a música ambiente, que ocupa o espaço durante a madrugada. Duração 200 min. Vagas: 100 lugares.
22h30 – Na sala 2 da Casa das Rosas – PERFORMANCE Cama e Poesia – Dirigida por José Roberto Aguilar, a atriz Denise Passos protagoniza performance. Duração: 30 min. Vagas: 50 lugares.
23h – No hall da Casa das Rosas – RECITAL – O poeta Luiz Roberto Guedes apresenta Limericks eróticos de sua autoria, acompanhado do escritor Marcelino Freire e da banda formada pelos músicos Matheus Prado, Lu Horta, Luiz Gayotto e Marcelo Ferretti, que ficam para a atração seguinte. Duração: 15 min. Vagas: 100 lugares.
23h15 – No hall da Casa das Rosas – INTERAÇÃO - No "Saraokê", ao invés de cantar, o público é convidado a recitar poemas com um fundo musical especialmente criado pelos músicos Matheus Prado, Lu Horta, Luiz Gayotto e Marcelo Ferretti. Esta é uma ousada e divertida experiência de improvisação coletiva. Duração: 60 min. Vagas: ilimitadas.
1h – No hall da Casa das Rosas – SARAU - Rascunhos Poéticos. Apresenta o resultado do trabalho desenvolvido por grupos de criação poética dirigidos por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli há dois anos. Dez novos autores vão ler trabalhos inéditos, com livre temática. Duração: 60 min. Vagas: 100 lugares.
2h – No hall, no primeiro andar e no jardim da Casa das Rosas - SHOW - Trio Zabumbão – O grupo de forró formado por Flavio Lima (Triângulo e voz), Chambinho (Acordeom) e Fabinho (Zabumba) coloca todo o público para dançar, em todos os espaços da Casa das Rosas. Duração: 120 min. Vagas: ilimitadas.
4h – No hall da Casa das Rosas – SARAU da Vacamarela - Coletivo formado por jovens poetas, que busca divulgar as tendências da poesia contemporânea. Além de promover o debate literário FLAP, a Vacamarela edita o jornal literário O Casulo. Duração: 60 min. Vagas: 100 lugares.
5h – No hall da Casa das Rosas – SHOW de Pedro Osmar e Amigos - Apresentam o melhor da música de invenção. Com a presença de Zeh Rocha, Vicente Barreto, Rafa Barreto, Gleiziane Pinheiro e Fábio Barros. Duração: 60 min. Vagas: 100 lugares.
7h – No hall da Casa das Rosas – CAFÉ DA MANHÃ – Para encerrar a maratona de shows, literatura, saraus, um café da manhã com pães, bolos, sucos, frios, café, leite, chocolate e chás será servido ao público, gratuitamente.
QUERES
Carlos Savasini
Quero tanto, tanto, mas tanto
que se for para ficar eu fico
se for para ir eu vou
se for para pular eu pulo.
Quero tanto, tanto, mas tanto
que se for para deixar eu deixo
se for para largar eu largo
se for para perder eu perco.
Quero tanto, tanto, mas tanto
que se for para sorrir, gargalho
se for para chorar, me acabo
se for para ganhar, festejo.
Quero tanto, tanto, mas tanto
que se for por você
eu vou.
(30/11/2007)
Quero tanto, tanto, mas tanto
que se for para ficar eu fico
se for para ir eu vou
se for para pular eu pulo.
Quero tanto, tanto, mas tanto
que se for para deixar eu deixo
se for para largar eu largo
se for para perder eu perco.
Quero tanto, tanto, mas tanto
que se for para sorrir, gargalho
se for para chorar, me acabo
se for para ganhar, festejo.
Quero tanto, tanto, mas tanto
que se for por você
eu vou.
(30/11/2007)
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