Por Carlos Savasini, Ernani Fraga, Fabio Santos, Gabriela Cuzzuol, Luciana do Valle, Osvaldo Pastorelli e Roberto Messias.
Na mesa o suor da cerveja
Fala mais alto que as vozes,
Na musa o suor da paixão
Dança mais passos que a dança,
Na mesa o suor desses desejos
Navegam outros mares, são tantos cais ...
Então meu coração
Como um navio
Desliza pelo mar aberto
Suave, mas intenso
Como um olhar
Derretendo de paixão,
Arde em mim esse teu fogo
Desliza em minha garganta
Teu sabor áspero, gelado,
Grita em mim o que renego
Insiste em mim o que desdigo
Fala em mim o que repete
Fala e cala
Cala e se agasalha
Procura um calor
Onde reside o torpor,
Torpor, desejo, mar, momentos que se repetem
E repetem e repetem quase como nada e o
Nada se torna absoluto preenchendo o espaço
Os corpos, os copos, sedentos de uma
Musculatura forte, flexível e resistente aos
Tempos antigos, modernos e presentes
Como a mesa suarenta
De vozes e cerveja silente.
(06/10/2007)
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