Pessoal,
Veja o contraponto que a Lisieux, poeta de BH, fez sobre o poema HÁ, postado recentemente :
HÁ
lisieux
Há coisas, que só aos poetas pertencem:
o silêncio sepulcral da noite e os barulhinhos diários
que contam milhares de histórias de vida
a solidão da lua no alto céu de outono
cravejado de estrelas cintilantes
e o brilho derramado nas calçadas
pelo astro-rei em tardes quentes de verão
Também são deles as gigantescas vagas do oceano
em dia de inverno, tempestuoso
e o doce correr de águas doces e serenas
de riozinho em município interiorano.
Há coisas, que só aos poetas pertencem:
a pena, que é injeção de amor nas veias,
o papel, palco vazio a ser tomado por figuras
personagens no teatro da existência
Aos poetas pertencem: o cálice da dor e da saudade,
sangue corrente pelas veias da paixão...
e o pão em forma de desejos saciados
em oferendas nos altares da ilusão.
Há coisas que só aos poetas pertencem
e que ninguém "de fora" pode compreender...
as letras que se tornam versos livres
causa e efeito deste ofício de escrever.
BH - 26.09.07
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
SARAU EM DOSE DUPLA
Pessoal,
Nesta sexta, 28 de Setembro, sarau em dose dupla :
1. SARAU DO RASCUNHOS POÉTICOS : 19:30, na Alceu Amoroso Lima (Av Henrique Schaumann, 777, Pinheiros, São Paulo, SP, esquina com a Cardeal Arcoverde) - tragam seus poemas para ler
2. SOPA DE LETRINHAS : 21:00, no Vila Teodoro / Clube Caiubi (Rua Teodoro Sampaio, 1229, Pinheiros, São Paulo, SP, quase esquina com a Henrique Schaumann) - o poeta homenageado será Luiz Roberto Guedes, leitura de poemas autorais e do homenageado
Até lá !
Bjs e abçs
CS
Nesta sexta, 28 de Setembro, sarau em dose dupla :
1. SARAU DO RASCUNHOS POÉTICOS : 19:30, na Alceu Amoroso Lima (Av Henrique Schaumann, 777, Pinheiros, São Paulo, SP, esquina com a Cardeal Arcoverde) - tragam seus poemas para ler
2. SOPA DE LETRINHAS : 21:00, no Vila Teodoro / Clube Caiubi (Rua Teodoro Sampaio, 1229, Pinheiros, São Paulo, SP, quase esquina com a Henrique Schaumann) - o poeta homenageado será Luiz Roberto Guedes, leitura de poemas autorais e do homenageado
Até lá !
Bjs e abçs
CS
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
MANDINGA
Por Carlos Savasini, Gabriela Cuzzuol e Osvaldo Pastorelli
Se eu soubesse fazer poesia
Gritava alto
Pedia muito
Soltava as bruxas
Voava de vassoura
Fazia mandinga
Macumba na esquina
Acendia um charuto
E baixava o santo
Pedia pro alto
Mostrava as veias
Bancava o assalto
Atava teias
Prendia o assassino
E fechava a cadeia
Do destino.
(22/09/2007)
Se eu soubesse fazer poesia
Gritava alto
Pedia muito
Soltava as bruxas
Voava de vassoura
Fazia mandinga
Macumba na esquina
Acendia um charuto
E baixava o santo
Pedia pro alto
Mostrava as veias
Bancava o assalto
Atava teias
Prendia o assassino
E fechava a cadeia
Do destino.
(22/09/2007)
MODERNIDADE
Carlos Savasini
Quem não quebra, se quebra
Na quebrada do mundo
Quebra – quebra, cospe – cospe
Quirelas a reboque
Se correto, fecha os olhos
Se no esquema, esquema
Quebra tudo, sem problema.
(24/09/2007)
Quem não quebra, se quebra
Na quebrada do mundo
Quebra – quebra, cospe – cospe
Quirelas a reboque
Se correto, fecha os olhos
Se no esquema, esquema
Quebra tudo, sem problema.
(24/09/2007)
PROPONENTE
Carlos Savasini
Contraditório, algema, dor
Conflito, angústia, fim
Não somente liberdade
Amplitude do horizonte
Singeleza de uma flor.
A leitura, sim, liberta
Autores rompem celas
Propõe revolução
Evolução
Contraponto ao ímpio, ínfimo e efêmero ser.
(23/09/2007)
Contraditório, algema, dor
Conflito, angústia, fim
Não somente liberdade
Amplitude do horizonte
Singeleza de uma flor.
A leitura, sim, liberta
Autores rompem celas
Propõe revolução
Evolução
Contraponto ao ímpio, ínfimo e efêmero ser.
(23/09/2007)
BRANDY
Carlos Savasini
Fruta em cachos, se não filhos,
Se não suco em refrescos pueris,
Se não passa em doces natalinos
Fermenta e seca em barris senis
Fruta Baco somente para adultos
Fruta das boas, casca e tanino, tinta e branca,
Nem tente tirá-la do mosto,
Deixe o vinho, a grapa e o conhaque em paz !
(22-23/09/2007)
Fruta em cachos, se não filhos,
Se não suco em refrescos pueris,
Se não passa em doces natalinos
Fermenta e seca em barris senis
Fruta Baco somente para adultos
Fruta das boas, casca e tanino, tinta e branca,
Nem tente tirá-la do mosto,
Deixe o vinho, a grapa e o conhaque em paz !
(22-23/09/2007)
FLOR EM MASSA - PLANTAÇÃO
Carlos Savasini
Flor que floresce uma vez na vida
Se bem quista, obra-prima
Se não vista, artista – multidão.
(22/09/2007)
Flor que floresce uma vez na vida
Se bem quista, obra-prima
Se não vista, artista – multidão.
(22/09/2007)
AQUILO - AQUELE
Carlos Savasini
Sou o que não conheço, aquilo que não se é
Se dizem, os outros, que sou poeta
Desconfio
Sou o verso que vaza até quando não quero.
(22/09/2007)
Sou o que não conheço, aquilo que não se é
Se dizem, os outros, que sou poeta
Desconfio
Sou o verso que vaza até quando não quero.
(22/09/2007)
CALDO
Carlos Savasini
Sopa se pouca e rala
Dá-lhe letras de macarrão
Poema se leve e sonso
Dá-lhe pedras e versos roucos
Criação se não dá caldo
Dá-lhe o peso da própria mão.
(22/09/2007)
Sopa se pouca e rala
Dá-lhe letras de macarrão
Poema se leve e sonso
Dá-lhe pedras e versos roucos
Criação se não dá caldo
Dá-lhe o peso da própria mão.
(22/09/2007)
CARDÁPIO
Carlos Savasini
Sexo nas esquinas
Cardápio de vaginas
Cada tara tem seu preço
Atrás da moita o fast-food
Casa iluminada e tradição a qualquer preço
Recinto de luxo e lupanares high-tech
Modelos nas capas de revista
Senhoras na Praça da Luz
Cada qual tem seu fetiche
Cada tara tem seu preço
Cardápio de oral, anal e vaginal
Pimenta sadomasoquista
Sexo nas forquilhas
Nas esquinas
Nas meninas.
(22/09/2007)
Sexo nas esquinas
Cardápio de vaginas
Cada tara tem seu preço
Atrás da moita o fast-food
Casa iluminada e tradição a qualquer preço
Recinto de luxo e lupanares high-tech
Modelos nas capas de revista
Senhoras na Praça da Luz
Cada qual tem seu fetiche
Cada tara tem seu preço
Cardápio de oral, anal e vaginal
Pimenta sadomasoquista
Sexo nas forquilhas
Nas esquinas
Nas meninas.
(22/09/2007)
BALA
Carlos Savasini
Pontualmente nunca falta
Bate cartão nas horas mais ingratas
Melancolia que rasga fundo o peito
Tristeza que arregaça a pele do corpo
Volúpia que frustra o desejo impróprio
Solidão que impõe os pedidos mais vazios
Momento que chega em clausura e breu
Ponto que aplaca no corpo a ponta da bala
Vale que afunda e arrasa a alma
Tiro certeiro em disparo preciso
Foco de angústia, humanidade e falta.
(22/09/2007)
Pontualmente nunca falta
Bate cartão nas horas mais ingratas
Melancolia que rasga fundo o peito
Tristeza que arregaça a pele do corpo
Volúpia que frustra o desejo impróprio
Solidão que impõe os pedidos mais vazios
Momento que chega em clausura e breu
Ponto que aplaca no corpo a ponta da bala
Vale que afunda e arrasa a alma
Tiro certeiro em disparo preciso
Foco de angústia, humanidade e falta.
(22/09/2007)
REMAKE
Carlos Savasini
Folha branca de novo não
Caderno pautado de novo não
Caneta em papel de novo não
Poema reciclado de novo
Não
(21/09/2007)
Folha branca de novo não
Caderno pautado de novo não
Caneta em papel de novo não
Poema reciclado de novo
Não
(21/09/2007)
PASSAPORTE
Carlos Savasini
3 doses depois de 4 garrafas
3X4 alucinado
O herói engarrafado
Fuma uma bola de orégano
Mata a bituca branca na sinuca do palco
Depois das 7 manda 9 ou 12
10 ou qualquer 15
Enquadra a foto esfera no gargalo
Desce elipse helicoidal
No pé redondo da garrafa
Garante o passaporte
5X7
Passagem ao além.
(20/09/2007)
3 doses depois de 4 garrafas
3X4 alucinado
O herói engarrafado
Fuma uma bola de orégano
Mata a bituca branca na sinuca do palco
Depois das 7 manda 9 ou 12
10 ou qualquer 15
Enquadra a foto esfera no gargalo
Desce elipse helicoidal
No pé redondo da garrafa
Garante o passaporte
5X7
Passagem ao além.
(20/09/2007)
HÁ
Carlos Savasini
Há coisas que só aos boêmios pertencem
O silêncio da madrugada e o burburinho dos bares
As notas dos clubes de jazz e a naipe das luzes no céu
O gosto do trago certo e o ponto do acepipe correto
O gesto ao amigo garçom, o respeito ao boteco
O tempo em solidão e o momento de algazarra
O copo que é cálice, a hóstia porção e o brinde que é benção
Instante em que gente é gente seja lá qual for a seita.
Há coisas que só aos boêmios pertencem
O período laico do mundo
O brilho dos corpos, dos olhos, da mente
O período em que tudo é luz no breu
Em que todo encontro entre gente é permitido
Em que todo momento de solidão é opção
Em que até os deuses, que hão de haver, se sentam ao lado
Brindando conosco do gole dado aos santos.
Há coisas que só aos boêmios pertencem.
(20/09/2007)
Há coisas que só aos boêmios pertencem
O silêncio da madrugada e o burburinho dos bares
As notas dos clubes de jazz e a naipe das luzes no céu
O gosto do trago certo e o ponto do acepipe correto
O gesto ao amigo garçom, o respeito ao boteco
O tempo em solidão e o momento de algazarra
O copo que é cálice, a hóstia porção e o brinde que é benção
Instante em que gente é gente seja lá qual for a seita.
Há coisas que só aos boêmios pertencem
O período laico do mundo
O brilho dos corpos, dos olhos, da mente
O período em que tudo é luz no breu
Em que todo encontro entre gente é permitido
Em que todo momento de solidão é opção
Em que até os deuses, que hão de haver, se sentam ao lado
Brindando conosco do gole dado aos santos.
Há coisas que só aos boêmios pertencem.
(20/09/2007)
É NA MARÉ
Carlos Savasini
Mata-me aos poucos
Aos tropeços e socos
Marcha lenta e CO2
Metropolitanamente
Afogamento em mar de carros.
(20/09/2007)
Mata-me aos poucos
Aos tropeços e socos
Marcha lenta e CO2
Metropolitanamente
Afogamento em mar de carros.
(20/09/2007)
LAPIÃO DE GÁS
Carlos Savasini
Crianças alegram
Quando nascem e quando brincam
Quando tropeçam e choramingam
Crianças enchem o tempo
Preenchem espaços
Tomam nosso colo e atenção
Tomam nosso corpo e tensão
Ocupam o lapso do que somos e fomos
Crianças iluminam lamparinas
No gás que já nos falta e raciona
Gás que delas nos consome e nos queima
Tomando nosso posto no amanhã
Crianças ...
(16/09/2007)
Crianças alegram
Quando nascem e quando brincam
Quando tropeçam e choramingam
Crianças enchem o tempo
Preenchem espaços
Tomam nosso colo e atenção
Tomam nosso corpo e tensão
Ocupam o lapso do que somos e fomos
Crianças iluminam lamparinas
No gás que já nos falta e raciona
Gás que delas nos consome e nos queima
Tomando nosso posto no amanhã
Crianças ...
(16/09/2007)
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
PALAVRIANDO
Já está no ar o site Palavriando (http://www.palavriando.com.br/).
Leiam, em particular, os seguintes textos :
- Poesia Social, reportagem de Gabriela Cuzzuol sobre a Cooperifa e o Rascunhos Poéticos
(link direto http://www.palavriando.com.br/?pg=noticia&id=10210)
- O significado das palavras, crônica de Gabriela Cuzzuol
(link direto http://www.palavriando.com.br/?pg=noticia&id=10211)
Nem preciso dizer de minha alegria, não é mesmo ?
Bjs e abçs
CS
Leiam, em particular, os seguintes textos :
- Poesia Social, reportagem de Gabriela Cuzzuol sobre a Cooperifa e o Rascunhos Poéticos
(link direto http://www.palavriando.com.br/?pg=noticia&id=10210)
- O significado das palavras, crônica de Gabriela Cuzzuol
(link direto http://www.palavriando.com.br/?pg=noticia&id=10211)
Nem preciso dizer de minha alegria, não é mesmo ?
Bjs e abçs
CS
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
AGENDA
Pessoal,
Hoje à noite (21:30) tem show do Ricardo Soares no Vila Teodoro (Rua Teodoro Sampaio, 1229, Pinheiros, São Paulo, SP). Quem for, não vai se arrepender.
E preparem-se : semana que vem tem dobradinha poética na sexta feira, dia 28 de Setembro, com o Sarau do Rascunhos Poéticos na Biblioteca Temática Alceu Amoroso Lima (Av Henrique Schaumann, 777, Pinheiros, São Paulo, SP - esquina com a Cardeal Arcoverde), às 19:30, e o Sopa de Letrinhas, no Vila Teodoro, às 21:00. O poeta homenageado deste Sopa de Setembro será, nada mais e nada menos, que Luiz Roberto Guedes.
Nos vemos em algum destes evetnos.
Abreijos,
CS
Hoje à noite (21:30) tem show do Ricardo Soares no Vila Teodoro (Rua Teodoro Sampaio, 1229, Pinheiros, São Paulo, SP). Quem for, não vai se arrepender.
E preparem-se : semana que vem tem dobradinha poética na sexta feira, dia 28 de Setembro, com o Sarau do Rascunhos Poéticos na Biblioteca Temática Alceu Amoroso Lima (Av Henrique Schaumann, 777, Pinheiros, São Paulo, SP - esquina com a Cardeal Arcoverde), às 19:30, e o Sopa de Letrinhas, no Vila Teodoro, às 21:00. O poeta homenageado deste Sopa de Setembro será, nada mais e nada menos, que Luiz Roberto Guedes.
Nos vemos em algum destes evetnos.
Abreijos,
CS
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
TÁ LENTO
Carlos Savasini
Talento lento tá
Não me agüento
Agüenta vai
Tá lento
Agüenta
Quanto alento
Talento
Agüenta
Tá ...
Que tá, talento
... lento
... tá.
(15/09/2007)
Talento lento tá
Não me agüento
Agüenta vai
Tá lento
Agüenta
Quanto alento
Talento
Agüenta
Tá ...
Que tá, talento
... lento
... tá.
(15/09/2007)
PRRRIIIMMM
Carlos Savasini
“Depois do sinal
Diga seu nome
E a cidade de onde está falando”
Alô !
RRRRRRR
Alô !
RRRRRRR
Quem tá falando ?
RRRRRRR
Quem ?
RRRRRRR
Alô !
RRRRRRR
Vai tomar no cu !
RRRRRRR
TUM – TUM – TUM -
- TUM -
- TUUUMMMMMMM
(15/09/2007)
“Depois do sinal
Diga seu nome
E a cidade de onde está falando”
Alô !
RRRRRRR
Alô !
RRRRRRR
Quem tá falando ?
RRRRRRR
Quem ?
RRRRRRR
Alô !
RRRRRRR
Vai tomar no cu !
RRRRRRR
TUM – TUM – TUM -
- TUM -
- TUUUMMMMMMM
(15/09/2007)
SLIDE
Carlos Savasini
Lembranças positivas
Na tela que brilha
Projetando saudades
Memórias da vida
Passado sem volta
Emoldurado em negativos
Prisão de lembranças
(15/09/2007)
Lembranças positivas
Na tela que brilha
Projetando saudades
Memórias da vida
Passado sem volta
Emoldurado em negativos
Prisão de lembranças
(15/09/2007)
CONTRA PONTO
Carlos Savasini
O mundo sonoro muda e evolui
Do tambor ao áudio digital
Do som ao vivo ao gramofone
Do bolachão ao CD e DVD
Somente lamento dizer
Que meu ouvido é analógico
A fidelidade é som ao vivo
Mais vinil que MP3
Com todo respeito ao internetês
O mundo sonoro muda e evolui
Só falta ainda conquistar
Meus ouvidos muito mal acostumados
Ao som cristalino do cristal
E não do lavado som digital
(15/09/2007)
O mundo sonoro muda e evolui
Do tambor ao áudio digital
Do som ao vivo ao gramofone
Do bolachão ao CD e DVD
Somente lamento dizer
Que meu ouvido é analógico
A fidelidade é som ao vivo
Mais vinil que MP3
Com todo respeito ao internetês
O mundo sonoro muda e evolui
Só falta ainda conquistar
Meus ouvidos muito mal acostumados
Ao som cristalino do cristal
E não do lavado som digital
(15/09/2007)
domingo, 16 de setembro de 2007
NADA BANAL
Carlos Savasini
Amanheceu um dia normal
Mais um como tantos na vida
Foi, fluiu, passou e refluiu
Trouxe-te para perto de mim feito ressaca
Feito mar e seus tesouros proibidos
Feito brilho que jamais se apaga dos olhos
Foi passado, passando, pisando e não
Não foi feito um dia qualquer
Anoiteceu um dia especial
Dormiu abraçado ao futuro
Ao presente de tê-la trazido
E tê-la deixado assim, todinha pra mim.
(14/09/2007)
Amanheceu um dia normal
Mais um como tantos na vida
Foi, fluiu, passou e refluiu
Trouxe-te para perto de mim feito ressaca
Feito mar e seus tesouros proibidos
Feito brilho que jamais se apaga dos olhos
Foi passado, passando, pisando e não
Não foi feito um dia qualquer
Anoiteceu um dia especial
Dormiu abraçado ao futuro
Ao presente de tê-la trazido
E tê-la deixado assim, todinha pra mim.
(14/09/2007)
FLECHA LANÇADA
Carlos Savasini
Nem por telefone ou e-mail
Carta ou celular
O melhor meio de se falar
É olho no olho e cara a cara
Sentindo o cheiro da palavra
Que sequer precisa ser dita
Nem sequer balbuciada.
(14/09/2007)
Nem por telefone ou e-mail
Carta ou celular
O melhor meio de se falar
É olho no olho e cara a cara
Sentindo o cheiro da palavra
Que sequer precisa ser dita
Nem sequer balbuciada.
(14/09/2007)
sábado, 15 de setembro de 2007
PESCA DE VARA
Carlos Savasini
Da sombra fez-se o caos
Fez-se dela, a esperança, podridão
Fez-se do plano o não sei, nem saberia
Fez-se cego o vôo sem visão
Fez-se pesca em alto mar sem sonda nem sonar
Fez-se o molusco que ofusca e fisga lula (lelé)
Filé que fala sempre sobre o que não sabe
Que rasteja pelo chão
E mente mais que pescador.
O sonho do pobre dura mesmo muito pouco
O do povo, então, melhor nem dizer nada.
(12/09/2007)
Da sombra fez-se o caos
Fez-se dela, a esperança, podridão
Fez-se do plano o não sei, nem saberia
Fez-se cego o vôo sem visão
Fez-se pesca em alto mar sem sonda nem sonar
Fez-se o molusco que ofusca e fisga lula (lelé)
Filé que fala sempre sobre o que não sabe
Que rasteja pelo chão
E mente mais que pescador.
O sonho do pobre dura mesmo muito pouco
O do povo, então, melhor nem dizer nada.
(12/09/2007)
SERPENTÁRIO
Carlos Savasini
Deu novamente em pizza
Meia desgosto e meia decepção
Meia canalha e meia jeitinho
Fornalha congresso, covil de vaidades.
(12/09/2007)
Deu novamente em pizza
Meia desgosto e meia decepção
Meia canalha e meia jeitinho
Fornalha congresso, covil de vaidades.
(12/09/2007)
MADAMENTO
Carlos Savasini
Há desejos que proíbem gente
Momentos em que a solidão reclama
Pede, desmanda e grita por silêncio
E não cala o que vem de dentro
Suspiro em meio à convulsão.
(12/09/2007)
Há desejos que proíbem gente
Momentos em que a solidão reclama
Pede, desmanda e grita por silêncio
E não cala o que vem de dentro
Suspiro em meio à convulsão.
(12/09/2007)
DO CONTRA
Carlos Savasini
Parte-se e reparte-se
Uns que vão e outros que voltam
Fluxo fluido de gente e amigos
Gelo salgado e cerveja
Pão e café – SOU DO CONTRA
Partidário da carne e do contra-filé
Contra qualquer coisa que vele e coíba
Proíba que valha o encontro
Proíba que valha o encanto
Sou todo do contra ao que é contra a vida
Sou partidário até do prazer que mata
Simpático ao prazer
À morte – JAMAIS.
(09-12/09/2007)
Parte-se e reparte-se
Uns que vão e outros que voltam
Fluxo fluido de gente e amigos
Gelo salgado e cerveja
Pão e café – SOU DO CONTRA
Partidário da carne e do contra-filé
Contra qualquer coisa que vele e coíba
Proíba que valha o encontro
Proíba que valha o encanto
Sou todo do contra ao que é contra a vida
Sou partidário até do prazer que mata
Simpático ao prazer
À morte – JAMAIS.
(09-12/09/2007)
MANTIQUEIRA
Carlos Savasini
Montanhas de seios
Muitos seios
Texturas vegetais
Pele em verde e véu
Vales.
Carne em terra
Serra em corpo
Veio em vermelho
Pulso viscoso
Magma.
Cursos fluidos d’água
Gotas de gozo
Jogo de encantos
Fogo em quedas e jorro
Regozijo.
(09/09/2007)
Montanhas de seios
Muitos seios
Texturas vegetais
Pele em verde e véu
Vales.
Carne em terra
Serra em corpo
Veio em vermelho
Pulso viscoso
Magma.
Cursos fluidos d’água
Gotas de gozo
Jogo de encantos
Fogo em quedas e jorro
Regozijo.
(09/09/2007)
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
ÚLTIMA CEIA
Carlos Savasini
Veludo vermelho, luzes, taboa de carvalho
Estrobo, globo e auto-falante
Assim será o meu caixão
Palco da última ceia
Em que sirvo meu corpo,
O prato principal.
(01/09/2007)
Veludo vermelho, luzes, taboa de carvalho
Estrobo, globo e auto-falante
Assim será o meu caixão
Palco da última ceia
Em que sirvo meu corpo,
O prato principal.
(01/09/2007)
LODO
Carlos Savasini
Sem lastro, sem fundo,
Passado sem húmus
Que foi, foi, em lodo arenoso.
(01/09/2007)
Sem lastro, sem fundo,
Passado sem húmus
Que foi, foi, em lodo arenoso.
(01/09/2007)
TACAPE
Carlos Savasini
Será de pedra
Não uma pedra qualquer
Uma pedra polida
Pedra pontuda
Sisuda
Pedra de sangue
De lança
De aresta
Pedrada de pedra
De corpo
De ódio
Pedra minério bruto
Nunca uma pedra qualquer
(01/09/2007)
Será de pedra
Não uma pedra qualquer
Uma pedra polida
Pedra pontuda
Sisuda
Pedra de sangue
De lança
De aresta
Pedrada de pedra
De corpo
De ódio
Pedra minério bruto
Nunca uma pedra qualquer
(01/09/2007)
E ... PAPÉIS
Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli
Vozes se entrelaçam nas mãos ávidas
Que ásperas envolvem objetos na mesa
Tomando da vida o prazer da conversa
Brilhando papéis, palitos, brilhos e gotas
Nos gestos contidos onde cada um diz o que sente
Onde cada um diz o que pensa
E nesse pensar e nesse dizer cria-se amizade consistente
Cria-se história, lembrança e memória
Que serão lembradas em todos os tempos de nossas vidas
Que serão relicário de nós ao além.
(01/09/2007)
Vozes se entrelaçam nas mãos ávidas
Que ásperas envolvem objetos na mesa
Tomando da vida o prazer da conversa
Brilhando papéis, palitos, brilhos e gotas
Nos gestos contidos onde cada um diz o que sente
Onde cada um diz o que pensa
E nesse pensar e nesse dizer cria-se amizade consistente
Cria-se história, lembrança e memória
Que serão lembradas em todos os tempos de nossas vidas
Que serão relicário de nós ao além.
(01/09/2007)
terça-feira, 4 de setembro de 2007
SAUDAÇÃO
Carlos Savasini
Boas novas : chegou a primeira
Ao primeiro aniversário !
É pic, é verso, é pic, é poesia !
(30/08/2007)
Boas novas : chegou a primeira
Ao primeiro aniversário !
É pic, é verso, é pic, é poesia !
(30/08/2007)
AOS TRANCOS
Carlos Savasini
Cheguei a pouco, aos poucos
Fui ficando, agora
Quem ousa tirar-me daqui ?
(30/08/2007)
Cheguei a pouco, aos poucos
Fui ficando, agora
Quem ousa tirar-me daqui ?
(30/08/2007)
FRESCOR DE CINZA
Carlos Savasini
Lado a lado mito e mentes
Folhas mudas, versos frescos
Cria feita em meio a livros.
(30/08/2007)
Lado a lado mito e mentes
Folhas mudas, versos frescos
Cria feita em meio a livros.
(30/08/2007)
ALCEU
Carlos Savasini
No templo armado em ferro e aço
Em pedra, cal, papel e lata
O rito é feito em voz e livros.
(30/08/2007)
No templo armado em ferro e aço
Em pedra, cal, papel e lata
O rito é feito em voz e livros.
(30/08/2007)
TORRE DE BABEL
Carlos Savasini
Não há no mundo que bata
O acesso dela à cultura
De folhas, tinta e clausura
Carne de livros que traça.
(30/08/2007)
Não há no mundo que bata
O acesso dela à cultura
De folhas, tinta e clausura
Carne de livros que traça.
(30/08/2007)
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