quarta-feira, 26 de setembro de 2007

BALA

Carlos Savasini

Pontualmente nunca falta
Bate cartão nas horas mais ingratas
Melancolia que rasga fundo o peito
Tristeza que arregaça a pele do corpo
Volúpia que frustra o desejo impróprio
Solidão que impõe os pedidos mais vazios
Momento que chega em clausura e breu
Ponto que aplaca no corpo a ponta da bala
Vale que afunda e arrasa a alma
Tiro certeiro em disparo preciso
Foco de angústia, humanidade e falta.

(22/09/2007)

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