quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
DISTÚRBIO
Carlos Savasini
Repete-se a mesma rotina
os barquinhos de papel
os olhos distantes
e o tempo que passa.
Há horas em que o importante
não supõe-se e não fecunda.
(06/04/2009)
Repete-se a mesma rotina
os barquinhos de papel
os olhos distantes
e o tempo que passa.
Há horas em que o importante
não supõe-se e não fecunda.
(06/04/2009)
DES-ANIVERSÁRIO
Carlos Savasini
O bolo, as velas e os doces
as mãos que suspendem as palmas
na falta que sente-se daquele
que se esquiva da própria festa.
(06/04/2009)
O bolo, as velas e os doces
as mãos que suspendem as palmas
na falta que sente-se daquele
que se esquiva da própria festa.
(06/04/2009)
domingo, 13 de dezembro de 2009
DESVENTURA
Carlos Savasini
Não amo tudo o que faço
nem faço tudo o que amo
há sempre um pedaço que falta
e espinhos que rasgam meus pés.
Não tenho tudo o que amo
nem amo tudo o que tenho
a vista baça e cansada,
o contorno dos olhos insones.
Amo integralmente o que gosto
e sublimo assim o que é posse,
amo assim as pessoas
que são sem jamais terem donos.
(04/04/2009)
Não amo tudo o que faço
nem faço tudo o que amo
há sempre um pedaço que falta
e espinhos que rasgam meus pés.
Não tenho tudo o que amo
nem amo tudo o que tenho
a vista baça e cansada,
o contorno dos olhos insones.
Amo integralmente o que gosto
e sublimo assim o que é posse,
amo assim as pessoas
que são sem jamais terem donos.
(04/04/2009)
CELESTIAL
Carlos Savasini
As liras já não tocam mais
depois da primeira harpa
depois do primeiro anjo
e depois do último porre.
(04/04/2009)
As liras já não tocam mais
depois da primeira harpa
depois do primeiro anjo
e depois do último porre.
(04/04/2009)
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