Carlos Savasini
Não amo tudo o que faço
nem faço tudo o que amo
há sempre um pedaço que falta
e espinhos que rasgam meus pés.
Não tenho tudo o que amo
nem amo tudo o que tenho
a vista baça e cansada,
o contorno dos olhos insones.
Amo integralmente o que gosto
e sublimo assim o que é posse,
amo assim as pessoas
que são sem jamais terem donos.
(04/04/2009)
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