domingo, 13 de dezembro de 2009

DESVENTURA

Carlos Savasini

Não amo tudo o que faço
nem faço tudo o que amo
há sempre um pedaço que falta
e espinhos que rasgam meus pés.

Não tenho tudo o que amo
nem amo tudo o que tenho
a vista baça e cansada,
o contorno dos olhos insones.

Amo integralmente o que gosto
e sublimo assim o que é posse,
amo assim as pessoas
que são sem jamais terem donos.

(04/04/2009)

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