Carlos Savasini
Desvelando os pudores de teu corpo
pelas curvas que ondeiam teus sabores
pela carne que exala teus odores
pela seiva em que provo e que te sorvo.
Desta boca que beija e que te alisa
e que molha teus frutos e teus vales
e que sopram segredos tal qual brisa
me embriago em ti qual nos meus bares.
Te desvendo pelas preces e sussurros
decifrando as palavras de teus ais
e fervendo sem vestes nossos urros.
Pois assim tu me pedes, diz-me : vais
não me deixe prostrar sem ter prazer
nem seguir sem te amar, que é não viver.
(21/03/2009)
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