domingo, 15 de março de 2009

TETO

Carlos Savasini

A morada, augusta, de meu corpo
limita em passos o trajeto de meus dias
trava em punho e dedos a levada desta escrita
em língua e palavras o fluxo do que penso.

A morada, curta, em que vivo
impinge à vida brevidade em que me ensaio
por toda provação que disfarço e rodeio,
floreio todo espinho em cacho e cores.

A morada, certa, que me aguarda
me abraça qual os galhos de um ipê
de flores mortas e amarelas no caminho
e poucos braços, poucos passos, vida e cal.

(07/03/2009)

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