Carlos Savasini
Ao que fica, saudades,
lembranças que fecham os olhos
promessas que deixam pegadas
ternuras que deixam marcas
presente que existe em passado.
Ao que fica, lembranças,
olhares que fecham rabiscos
pés que prometem caminhos
linhos que alvejam os ternos,
seda em resgate, o casulo.
Ao que fica, promessas,
lenços que almejam os cílios,
ciscos que marcam caminhos,
restos que deixam sinistros
grãos aos trajetos de volta.
Ao que fica, ternuras,
restos de pó nos colírios
que raspam nos olhos do corpo
desculpa de um choro ruidoso,
lamento de um breu sinuoso.
Ao que fica, passado,
pasto que alimenta o descuido,
pasto que alimenta o desejo,
pasto em que falta o futuro,
pasto em que endireita o próximo
passo.
(08/02/2009)
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