Por Binho Santos, Carlos Savasini, Osvaldo Pastorelli e Tyta Dutra
Profunda esta vala
da qual saltaremos:
há flores castanhas
nas linhas das tuas mãos
há blocos de carvão
nas grutas dos teus montes
há muros que ceifam
olhares que não chegam
há cercas que marcam
agruras sem fontes
pós-escalados duros muros
mãos que sangram empedradas
olho em torno e vejo o poço
que do castelo é o paço
os tijolos estão mal postos
espero-os desabar sobre mim
na inércia do momento
tempo de cortar punhos
renascendo as mãos
tempo de tingir beiras
depredando os nãos
tempo de forjar facas
fios que aguçam navalhas
corte a afundar a vala
sorte não que aceita o acaso
(18/10/2008)
Nenhum comentário:
Postar um comentário