Por Binho Santos, Carlos Savasini, Osvaldo Pastorelli, Rosangela Siqueira Gaspareto, Samara Sieber, Selda Roldan e Yolanda Queiros Parreira
Que não falte o verbo, o verso, o feto
a verve entre poetas e veias
musas e mesas e rodas de amigos
que não faltem os jovens idosos que se mesclam
com sábios jovens alimentando e deixando-se
alimentar pelas musas
na mesa-poesia em que rolam conversas
teorias fatos ações que marcam
no tempo o verbo poesia.
Ah ! ... o verbo : de tudo o que umedece,
sua nas veias das rochas vermelhas,
de tudo o que pode sucumbir,
galga os meandros das estratosferas,
o verbo ... sangue para cactos de olhar !
Ah ! ... o feto : o líquido amniótico
escorrendo pela alma das palavras
as ditas, as caladas, as trancadas
as que fazem verso
e as que fazem espada.
Ah ! ... a palavra e seus delírios
o desejo e suas vertigens
os gritos estridentes das ruas
que fazem histórias, constroem dores
não vou falar de coisas intrigantes
que surpreendem a cada instante
quero mesmo é ter certeza
que convivo a cada instante
com a esperança de ser muito feliz ...
que as palavras não me faltem
que possa transcrever livre e feliz,
os sorrisos tão gentis, os olhares transparentes.
Nesta noite, nesta cidade, a alegria entre
a amizade e a poesia, vivemos o sonho mais feliz
o verbo mais intenso
o verso mais delirante
o feto mais promissor.
(06/09/2008)
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