quarta-feira, 22 de outubro de 2008

TEMPO DE CRIANÇA

Por Carlos Savasini, Cesar Veneziani, Osvaldo Pastorelli, Rosangela Aliberti, Sônia Moschetti, Vitória Paterna e Yolanda Queiros Parreira

Toda criança tem um tio engraçado,
toda criança tem um avô debochado,
toda criança tem uma avó rechonchuda,
lembranças café com leite e pão com manteiga
tão doces que ficam para uma vida inteira.

Toda infância tem portas abertas,
sombras, memórias mágicas,
passos. Ritos de passagens.
A primeira palavra lida
a primeira oração
o primeiro amigo
a escola, a bola
a alegria da descoberta
até que, um dia, a gente cresce
e a magia parece que acaba,
mas lembrança é coisa que não se mata,
fica guardada, agarradinha ao coração,
dura um tempão
e faz nos lembrar do doce,
do tombo, da bola, das bonecas
que os irmãos cortavam os cabelos delas
e as deixavam todas carecas.

No tempo da infância tudo é novidade
é preciso ter paciência para facilitar
o entendimento do que a criança quer
e ensinar na medida do possível
e incentivar o aprendizado conforme o entendimento.

Nas palavras
refaz-se a criança
no adulto
cujas memórias
não se apagam
não diluem o leite
o porre
a saudade que não morre
feridas que não fecham,
fome de pão com manteiga.

(20/09/2008)

Nenhum comentário: