Por Carlos Savasini, César Veneziani, Kátia Dutra (Tyta), Marisa del Santo e Vitória Paterna
Olhares discretos de gueixa
cílios se enroscam nos seus
pudores fervendo suores
sangue jorrando tremores.
Ser gueixa, servir o amor,
escrava do prazer e da dor
há asas nos sonhos dos homens
volúpia, no corpo o ardor
roupas provocando o contato
lábios úmidos manchados
cabelos presos e perfume
inundando o espaço.
Sou gueixa, exalando desejo
seu fetiche, seu anseio
sou prazer, seu espelho
sou mulher, sou sua caverna :
desbrave-me.
Você gueixa, eu samurai
à honra defendo
com o fio do katana.
Desarme, carcamano
sou gueixa do mundo
meu corpo hoje é seu
sem chicote e katana.
(11/10/2008)
Nenhum comentário:
Postar um comentário