Por Binho Santos, Carlos Savasini, Cesar Veneziani, Kátia Dutra – Tyta, Osvaldo Pastorelli, Rosangela Aliberti, Sergio Jardino, Sonia Moschetti, Vitória Paterna e Yolanda Queiros Parreira
Páginas entreabertas, folhas
castiçais de luzes castas
letras baças, embaralhadas,
convulsões.
O poeta vive a palavra laçada,
rebelde quando existe
na tempestade do que pensa.
Ele, no escuro de penumbra,
se procura no dizer ...
Solitário, caça palavras
nos alfarrábios
dos tempos cinza
petrificado na alma
acalmando a tempestade
na palma da mão
mãos que deslizam
que afeiçoam e que concretiza
a vontade da carícia.
Folhas brancas rabiscam palavras
– noivas virgens –
a revelar mais do que pretende o poeta
– alma, luz, entrega
caminhando a cada dia sem saber
pra onde vai, mil venturas nos esperam
quando tem capacidade vê-se o céu bordado
de estrelas e a terra de lua cheia
a brindar a natureza humana.
A palavra profetiza
numa boca santa ou maldita
ânimo fere, mata
salva vida.
O pequeno condutor das palavras
rabisca a folha constantemente
tenta expressar o sentimento
que lateja em sua mente.
Palavras são um meio
atos abstratos que encerram
desejos imediatos postergados
re-idealizam atos inconcretos.
A palavra isolada
não é nada
mero conceito disperso
o poeta funde
na unidade do verso.
Palavra escrita
idéia concretizada
nos papéis da vida e morte
exteriorização de pensamentos.
(04/10/2008)
Nenhum comentário:
Postar um comentário