quarta-feira, 29 de outubro de 2008

CALEIDOSCÓPIO

Carlos Savasini

As palavras pululam
pulam puras de um papel a outro
ligam-se em novas amarras
multiplicam-se
escolhidas uma a uma no poema
sonolentas e outonais
aquecidas num dia que começou em chuvoso
e não sabe se finda
memorável, letárgico ou abominável
mas que há de findar
como findam-se os versos
como findam-se as rimas
de infinitas palavras.

(04/10/2008)

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