Carlos Savasini
Se for para ser, que sê,
bebe na fonte e respira
almeja nada senão o cume nublado
o ápice audaz que roga destrezas.
Se for para ir, que vai,
rasga os percalços, sublima o desprezo,
busca o pote que esconde o segredo,
o longe que alcança quem faz por merecer.
Se for para ser, que vale,
merece os louros, as luzes, olhares,
sê antes de tudo o grão,
a borboleta que bate o furacão.
Se for para rir, que sê,
masca o pudor, morde o rancor,
sopra o correto e chuta a miragem,
todo presidente, embaixador e o raio que o parta.
Se for para ser, que sê
cisco na vista e colírio
tapa na cara e carinho,
essência, verdade, objeto e pão.
(24/08/2008)
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