sábado, 19 de julho de 2008

SEIVA

Por Alexandra, Binho Santos, Carlos Savasini, Osvaldo Pastorelli, Rosangela Aliberti, Safira Conovalov, Sônia Maria Moschetti Silva, Vitória Paterna e Ezequiel Mendes Pereira (Zaque)

Os versos deslizam no fio tênue do frio,
escorrem de minha boca como mel, feito fel,
descobri que devo me descobrir e conhecer,
recriar no inexplicável do nosso ser.

A seiva desliza no tênue fio do corpo,
ele é oco e contém poemas que saem escatologicamente,
pouco a pouco.

O sangue é frouxo fluxo, pedra que pulsa,
ancestralidade que lateja nos vácuos das veias,
o sangue fala nas fibras do papel,
vinca, finca e planta pés de amanhã.

A seiva desliza em púrpura pelo tronco
nas mortes e podas da calada noturna
em fins de semana quando morrem
as flores, as folhas e as raízes.

Os versos que deslizam corpo a corpo,
são história, arma que lavra
mais de uma palavra cravada
assinando a fala de um coração desgovernado.

(05/07/2008)

Nenhum comentário: