Por Alexandra, Binho Santos, Carlos Savasini, Osvaldo Pastorelli, Rosangela Aliberti, Safira Conovalov, Sônia Maria Moschetti Silva, Vitória Paterna e Ezequiel Mendes Pereira (Zaque)
Os versos deslizam no fio tênue do frio,
escorrem de minha boca como mel, feito fel,
descobri que devo me descobrir e conhecer,
recriar no inexplicável do nosso ser.
A seiva desliza no tênue fio do corpo,
ele é oco e contém poemas que saem escatologicamente,
pouco a pouco.
O sangue é frouxo fluxo, pedra que pulsa,
ancestralidade que lateja nos vácuos das veias,
o sangue fala nas fibras do papel,
vinca, finca e planta pés de amanhã.
A seiva desliza em púrpura pelo tronco
nas mortes e podas da calada noturna
em fins de semana quando morrem
as flores, as folhas e as raízes.
Os versos que deslizam corpo a corpo,
são história, arma que lavra
mais de uma palavra cravada
assinando a fala de um coração desgovernado.
(05/07/2008)
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