Por Binho Santos, Carlos Savasini, Carmem Sanches, Osvaldo Pastorelli, Samara Sieber e Vitória Paterna.
Meu corpo se enrosca no copo da noite
e revela a plenitude de somente ser
encanto e mistério permeiam a madrugada
copo e corpo se mesclam na mente
o véu argênteo permite a translação
do ser em não ser e o que fosse, seria
meu corpo se enrosca no corpo do seu destino
entrelaçam-se os sonhos
enlaçam-se os medos
costuram-se nossas vidas
enquanto, num canto escondido,
mudo e escuro,
alimento o branco de sorrisos
que mordem os braços da noite
– e é ele, o teu único sorriso,
branco, vermelho, cor de crepúsculo,
da cor desse teu sangue
que pinta meu amor na tua pele.
Roço os olhos dessa pele ácida
dormida em flácido corpo
ouço os órgãos da palavra dita
e adormeço no corpo
da noite sonhando
como o ser único e pleno
envolto em noite negra
risos vermelhos
e sonho incolor.
(19/07/2008)
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