Carlos Savasini
No pulsar da canção o tempo para
persiste apenas compasso e arpejo
a construção da melodia e do sonho
nas ondas da vida e das horas.
No toque dos dedos treme todo ar
as vísceras destilam nota por nota,
não apenas de ouvido percebe-se o tempo
o compasso chega e domina meu corpo.
O relógio, inútil, rende-se ao tempo que é um
ao que fica, ao que permeia e alucina,
rende-se ao doping que é cura e sanidade,
o compasso do som é meu tempo de glória.
(12/04/2008)
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