Carlos Savasini
Cedo, mas tão cedo
que nem o tempo desperta
nem o relógio funciona
nem o dia consegue nascer.
Cedo, mas tão cedo
que nem os olhos querem abrir
nem as colchas querem sair
nem os pés querem levantar.
Cedo, mas tão cedo
que nem o mundo acorda
nem o café desperta
nem o motor funciona.
Cedo, mas tão cedo
que nada me tira do sono
que nada me livra do abandono
que nada jamais me consola
tão cedo.
(11/02/2008)
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