quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

É CEDO DEMAIS

Carlos Savasini

Cedo, mas tão cedo
que nem o tempo desperta
nem o relógio funciona
nem o dia consegue nascer.

Cedo, mas tão cedo
que nem os olhos querem abrir
nem as colchas querem sair
nem os pés querem levantar.

Cedo, mas tão cedo
que nem o mundo acorda
nem o café desperta
nem o motor funciona.

Cedo, mas tão cedo
que nada me tira do sono
que nada me livra do abandono
que nada jamais me consola
tão cedo.

(11/02/2008)

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