Carlos Savasini
Feito poetas, os amantes morrem e renascem a cada dia,
a cada jura de amor,
em novo carinho, em novo afago, em novo esplendor.
Feito primaveras, os amantes florescem e despetalam toda nova estação,
revigoram os frutos do amor latente
valendo o fato em tempo, eternidade.
Feito carne e unha, os amantes se enlaçam,
gravam de si no outro e permitem
que as unhas do outro cravem em si.
Feito o tempo, os amantes se alongam,
tecem nos fios o novelo do amor
e laçam, se enlaçam, cedem o ser ao ser que se ama.
(26/01/2008)
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