Carlos Savasini
e fecha-se as veias da criação
– a n e u r i s m a –
não há nada mais por dizer.
(26/01/2008)
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
LÍMPIDO
Carlos Savasini
Visto meu verso de nudeza,
visto de pele, carne, ventre e olhares.
Visto meu verso na fantasia que desejo
Dispo e destilo com palavras e clareza
Digo a exclamação com todas as letras
Pinto na cor que o verso merece
A interrogação, depois, responda quem quiser.
(26/01/2008)
Visto meu verso de nudeza,
visto de pele, carne, ventre e olhares.
Visto meu verso na fantasia que desejo
Dispo e destilo com palavras e clareza
Digo a exclamação com todas as letras
Pinto na cor que o verso merece
A interrogação, depois, responda quem quiser.
(26/01/2008)
PRIMAVERAS
Carlos Savasini
Feito poetas, os amantes morrem e renascem a cada dia,
a cada jura de amor,
em novo carinho, em novo afago, em novo esplendor.
Feito primaveras, os amantes florescem e despetalam toda nova estação,
revigoram os frutos do amor latente
valendo o fato em tempo, eternidade.
Feito carne e unha, os amantes se enlaçam,
gravam de si no outro e permitem
que as unhas do outro cravem em si.
Feito o tempo, os amantes se alongam,
tecem nos fios o novelo do amor
e laçam, se enlaçam, cedem o ser ao ser que se ama.
(26/01/2008)
Feito poetas, os amantes morrem e renascem a cada dia,
a cada jura de amor,
em novo carinho, em novo afago, em novo esplendor.
Feito primaveras, os amantes florescem e despetalam toda nova estação,
revigoram os frutos do amor latente
valendo o fato em tempo, eternidade.
Feito carne e unha, os amantes se enlaçam,
gravam de si no outro e permitem
que as unhas do outro cravem em si.
Feito o tempo, os amantes se alongam,
tecem nos fios o novelo do amor
e laçam, se enlaçam, cedem o ser ao ser que se ama.
(26/01/2008)
CENÁRIO PATÉTICO
Carlos Savasini
Olhos disformes
Lesma no canto da boca
: um quadro.
Falas bizarras
Crime de santos na terra
: um grupo.
Folha entreaberta
Greve de verso e de fé
: um poema.
(22-26/01/2008)
Olhos disformes
Lesma no canto da boca
: um quadro.
Falas bizarras
Crime de santos na terra
: um grupo.
Folha entreaberta
Greve de verso e de fé
: um poema.
(22-26/01/2008)
domingo, 27 de janeiro de 2008
SÉ
Carlos Savasini
toda metrópole do reino de deus
tem uma sé encravada no peito
a riba-Tejo, a riba-Douro, além-Tietê
além do romantismo tardio e do café.
(21/01/2008)
toda metrópole do reino de deus
tem uma sé encravada no peito
a riba-Tejo, a riba-Douro, além-Tietê
além do romantismo tardio e do café.
(21/01/2008)
rewind - fast-forward : REC
Carlos Savasini
e o ciclo começa
e começa
recomeça
re
e acaba
se acaba
acaba
a ré
ou a frente
em ciclos
começo, re-começo, re-fim e se acaba
re
(21/01/2008)
e o ciclo começa
e começa
recomeça
re
e acaba
se acaba
acaba
a ré
ou a frente
em ciclos
começo, re-começo, re-fim e se acaba
re
(21/01/2008)
NADA MAIS
Carlos Savasini
Mais que do passado quero livrar-me do presente
desarmar os grilhões do dia a dia
livrar-me da prisão do ter que fazer
do ter que render
do ter que vencer.
Mais que das tranqueiras do ter
almejo livrar-me do ter que ser
e ser simplesmente por ser
pelo que sou
e nada mais.
(19/01/2008)
Mais que do passado quero livrar-me do presente
desarmar os grilhões do dia a dia
livrar-me da prisão do ter que fazer
do ter que render
do ter que vencer.
Mais que das tranqueiras do ter
almejo livrar-me do ter que ser
e ser simplesmente por ser
pelo que sou
e nada mais.
(19/01/2008)
GOLPE DE VISTA
Carlos Savasini
Nada do que vemos, queremos ou merecemos.
O melhor, por vezes, é fechar os olhos
e deixar o desajuste passar.
(19/01/2008)
Nada do que vemos, queremos ou merecemos.
O melhor, por vezes, é fechar os olhos
e deixar o desajuste passar.
(19/01/2008)
SUL
Carlos Savasini
Vivemos no hemisfério sul
do lado debaixo do mundo
ao sul de qualquer trópico
ao sul de qualquer coisa
ao sul do equador.
Moramos no hemisfério sul
ao sul de qualquer coisa
e orgulhosos
de termos o mundo sob nossos pés.
(19/01/2008)
Vivemos no hemisfério sul
do lado debaixo do mundo
ao sul de qualquer trópico
ao sul de qualquer coisa
ao sul do equador.
Moramos no hemisfério sul
ao sul de qualquer coisa
e orgulhosos
de termos o mundo sob nossos pés.
(19/01/2008)
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
PELEJA
Carlos Savasini
Se espero alguma coisa desta vida
espero apenas muita sensatez
clareza, raciocínio e não contida
coragem refletida em minha tez.
Se espero alguma coisa desta lida
espero sempre o drible, a bola, a vez,
as pedras, uma a uma, não a sina
e sim a busca, o tempo, insensatez.
Se espero alguma coisa do destino
eu caio duro junto ao fim do mundo,
a crença no destino é desatino.
Se espero alguma coisa vou ao fundo
e trago a mim a fonte, o pé, o passo,
a faca em meio aos lábios é meu aço.
(18/01/2008)
Se espero alguma coisa desta vida
espero apenas muita sensatez
clareza, raciocínio e não contida
coragem refletida em minha tez.
Se espero alguma coisa desta lida
espero sempre o drible, a bola, a vez,
as pedras, uma a uma, não a sina
e sim a busca, o tempo, insensatez.
Se espero alguma coisa do destino
eu caio duro junto ao fim do mundo,
a crença no destino é desatino.
Se espero alguma coisa vou ao fundo
e trago a mim a fonte, o pé, o passo,
a faca em meio aos lábios é meu aço.
(18/01/2008)
A DOR DA ESPERA
Carlos Savasini
Espero-te sim, sempre,
mas chegue logo :
a saudade dói demais.
(18/01/2008)
Espero-te sim, sempre,
mas chegue logo :
a saudade dói demais.
(18/01/2008)
VINGANÇA
Carlos Savasini
I
não importa a dose
o nocaute do vento
cai em temporal
II
sem gelo e granizo
a chuva cowboy
divide o tempo
III
a cerveja esperada congela
e aplaca o furacão
de uma semana inteira
IV
que vingue a paz na terra
(18/01/2008)
I
não importa a dose
o nocaute do vento
cai em temporal
II
sem gelo e granizo
a chuva cowboy
divide o tempo
III
a cerveja esperada congela
e aplaca o furacão
de uma semana inteira
IV
que vingue a paz na terra
(18/01/2008)
CONTRA-SENSO
Carlos Savasini
Em certas circunstâncias é bom,
ritmo necessário,
mas obrigação não tem perdão
destrói
mata qualquer amante da boa vida.
(13/01/2008)
Em certas circunstâncias é bom,
ritmo necessário,
mas obrigação não tem perdão
destrói
mata qualquer amante da boa vida.
(13/01/2008)
SAUDOSOS
Carlos Savasini
É bom rever amigos
novos ou antigos
regulares ou não,
a saudade é alimento
e não cala o desejo
instiga
provoca vontade de união
comunhão
rever é paz
amigos são busca
caminho
desejo de laços
(nunca nós).
Amigos :
quando nada mais houver o que buscar
a presença basta
e amigos.
(12/01/2008)
É bom rever amigos
novos ou antigos
regulares ou não,
a saudade é alimento
e não cala o desejo
instiga
provoca vontade de união
comunhão
rever é paz
amigos são busca
caminho
desejo de laços
(nunca nós).
Amigos :
quando nada mais houver o que buscar
a presença basta
e amigos.
(12/01/2008)
MELHOR
Carlos Savasini
Não quero a morte em vida
nem que se esqueçam todos de mim,
não quero partir por deixar
nem buscar por ser melhor assim,
não quero o fim pelo esquecimento
nem o eterno pela presença inócua,
melhor a eternidade por saudade e falta
à morte por silêncio e breu.
(12/01/2008)
Não quero a morte em vida
nem que se esqueçam todos de mim,
não quero partir por deixar
nem buscar por ser melhor assim,
não quero o fim pelo esquecimento
nem o eterno pela presença inócua,
melhor a eternidade por saudade e falta
à morte por silêncio e breu.
(12/01/2008)
ROTA
Carlos Savasini
Rasguem todas as passagens
Todos os bilhetes de loteria
Todas as apostas, cavalos, lances e jogos
Rasguem todas as rotas e todos os mapas
Apedrejem todas as agências de viagem :
Estamos vivos, simplesmente vivos
Com todos os riscos e um mundo a desvendar,
Um mundo sem fim, sem meta e sem destino.
(12/01/2008)
Rasguem todas as passagens
Todos os bilhetes de loteria
Todas as apostas, cavalos, lances e jogos
Rasguem todas as rotas e todos os mapas
Apedrejem todas as agências de viagem :
Estamos vivos, simplesmente vivos
Com todos os riscos e um mundo a desvendar,
Um mundo sem fim, sem meta e sem destino.
(12/01/2008)
EXISTÊNCIA DO VERSO
Carlos Savasini
O pensamento jogado é um verso qualquer,
a idéia polida pode ser um verso talhado,
mas a palavra precisa e bem colocada
traz consigo o verso certeiro,
aquilo que fica e enche os olhos d’água.
(12/01/2008)
O pensamento jogado é um verso qualquer,
a idéia polida pode ser um verso talhado,
mas a palavra precisa e bem colocada
traz consigo o verso certeiro,
aquilo que fica e enche os olhos d’água.
(12/01/2008)
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
POESIA NO COMEÇO DE ANO
Pessoal,
O começo de ano começa a tomar cara de poesia :
1. Sarau em homenagem a São Paulo no Bar do Museu, dia 24 de Janeiro, 20:00 horas (Av Ipiranga, 324, bloco C, sobreloja, no centro de São Paulo, SP).

2. Sampoemas III na Casa das Rosas, no dia 25 de Janeiro, a partir das 14:00 horas (Av Paulista, 37, Bela Vista, São Paulo, SP).
3. Dentro do Sampoemas III acontecerá o Saraokê, com a participação especial do Rascunhos Poéticos. 21:00 horas, na Casa das Rosas.
4. Sopa de Letrinhas, no mesmo dia 25 de janeiro, a partir das 21:30, no Vila Teodoro (Rua Teodoro Sampaio, 1229, Pinheiros, São Paulo, SP). Poeta homenageada : Professora Lu (diretamente da Cooperifa).
Apareçam !
Abçs e bjs
CS
AO MESTRE
Carlos Savasini
Valeu a esperança,
os frutos não maduram de véspera,
se louros houve, que haja
justiça neste mundo :
os devo a ti.
(10/01/2008)
Valeu a esperança,
os frutos não maduram de véspera,
se louros houve, que haja
justiça neste mundo :
os devo a ti.
(10/01/2008)
SEMENTES
Carlos Savasini
Vale mais os poucos
que as flores da primavera,
são poucas as que vingam.
(10/01/2008)
Vale mais os poucos
que as flores da primavera,
são poucas as que vingam.
(10/01/2008)
QUEM SABE, SABE
Carlos Savasini
Não pergunte sobre mim,
quem me conhece
sabe onde estou e não vou.
(10/01/2008)
Não pergunte sobre mim,
quem me conhece
sabe onde estou e não vou.
(10/01/2008)
HOJE
Carlos Savasini
É noite
venha comigo
o tudo é agora
a noite concede
o seu olhar, o flerte, o beijo,
a noite é jovem feito nós
o tempo é sempre eterno frente à vida
o dia, o relógio e nós
nunca mais o hoje à noite
a morte não existe
o amanhã é outro dia,
quem sabe o próximo instante fique
gravado em nossa memória
em nossa eternidade,
quem sabe nunca saibamos
da lembrança, o relicário,
quem sabe o amanhã
jamais se lembre de nós.
(10/01/2008)
É noite
venha comigo
o tudo é agora
a noite concede
o seu olhar, o flerte, o beijo,
a noite é jovem feito nós
o tempo é sempre eterno frente à vida
o dia, o relógio e nós
nunca mais o hoje à noite
a morte não existe
o amanhã é outro dia,
quem sabe o próximo instante fique
gravado em nossa memória
em nossa eternidade,
quem sabe nunca saibamos
da lembrança, o relicário,
quem sabe o amanhã
jamais se lembre de nós.
(10/01/2008)
domingo, 13 de janeiro de 2008
SINA
Carlos Savasini
Ano novo, vida nova, não :
a vida renova-se a cada dia,
a cada raiar do sol
nova batalha principia.
(06/01/2008)
Ano novo, vida nova, não :
a vida renova-se a cada dia,
a cada raiar do sol
nova batalha principia.
(06/01/2008)
CHISTE
Carlos Savasini
Este olhar que apunhala meu peito.
Tudo por conta de um chiste inocente,
indecente, dizes tu, mas não pelo dito
e sim pelo efeito maldito entre nós.
Melhor seria calar-me em hora exata
a trazer o desespero ao teu olhar.
(06/01/2008)
Este olhar que apunhala meu peito.
Tudo por conta de um chiste inocente,
indecente, dizes tu, mas não pelo dito
e sim pelo efeito maldito entre nós.
Melhor seria calar-me em hora exata
a trazer o desespero ao teu olhar.
(06/01/2008)
O SONO
Carlos Savasini
sono quando aflige é pior que ataque de cão
derruba o corpo inteiro sem sangrar
libera os sonhos escondidos da mente
quase mata o desejo e a vontade
prostra os braços, pernas, boca e mãos
deita o querer em não querer mais nada
deixa o corpo em estado quase morto
derruba o guerreiro caído de sono
(06/01/2008)
sono quando aflige é pior que ataque de cão
derruba o corpo inteiro sem sangrar
libera os sonhos escondidos da mente
quase mata o desejo e a vontade
prostra os braços, pernas, boca e mãos
deita o querer em não querer mais nada
deixa o corpo em estado quase morto
derruba o guerreiro caído de sono
(06/01/2008)
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
O BEM E A SORTE
Carlos Savasini
Conflito entre noite e dia
boemia e vespertinidade
o sol é que faz crescer a vida
a uva, o malte, os cereais
a lua é que dá sentido ao dia
consome os frutos do trabalho
devolve o suor em versos, música, histórias e quadros.
Pois há que se ter formigas e cigarras
noite e claridade
trabalho e criação,
tudo é conhecimento e invenção
tudo traz encantamento e sedução
a vida não faz-se apenas de trabalho
o bem do homem é sempre o algo a mais.
Por bem houve e há os loucos de plantão,
aqueles que sonham e pensam no amanhã.
Se hoje somos alguém, e somos alguém,
somos por sorte daqueles que não souberam quem são.
(05/01/2008)
Conflito entre noite e dia
boemia e vespertinidade
o sol é que faz crescer a vida
a uva, o malte, os cereais
a lua é que dá sentido ao dia
consome os frutos do trabalho
devolve o suor em versos, música, histórias e quadros.
Pois há que se ter formigas e cigarras
noite e claridade
trabalho e criação,
tudo é conhecimento e invenção
tudo traz encantamento e sedução
a vida não faz-se apenas de trabalho
o bem do homem é sempre o algo a mais.
Por bem houve e há os loucos de plantão,
aqueles que sonham e pensam no amanhã.
Se hoje somos alguém, e somos alguém,
somos por sorte daqueles que não souberam quem são.
(05/01/2008)
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
DO FIM
Carlos Savasini
Nada se julga pelo princípio
Somente a vida começa e finda em choro
A primeira impressão não é a que fica
(vale apenas ao mundo imediatista)
O substrato revela-se aos poucos
A essência pouco se mostra de cara
Na cara fixa-se o que vem de dentro
De cara só vê-se aquilo que se conhece
Todo julgamento é sempre parcial
Todo princípio é somente um começo
Todo meio é somente um caminho
E nem todo fim é um fim em si mesmo
Toda pena só culpa se a culpa for aceita
Tudo é tudo somente quando acaba
E agora que o fim se aproxima
Comecem, enfim, o julgamento da obra,
Do agora,
Do fim.
(05/01/2008)
Nada se julga pelo princípio
Somente a vida começa e finda em choro
A primeira impressão não é a que fica
(vale apenas ao mundo imediatista)
O substrato revela-se aos poucos
A essência pouco se mostra de cara
Na cara fixa-se o que vem de dentro
De cara só vê-se aquilo que se conhece
Todo julgamento é sempre parcial
Todo princípio é somente um começo
Todo meio é somente um caminho
E nem todo fim é um fim em si mesmo
Toda pena só culpa se a culpa for aceita
Tudo é tudo somente quando acaba
E agora que o fim se aproxima
Comecem, enfim, o julgamento da obra,
Do agora,
Do fim.
(05/01/2008)
ÀS MOSCAS
Carlos Savasini
O sono passa
A fome passa
Tudo passa nesta vida
Passa o trem
Passa boiada
Tudo passa nesta vida
O desejo passa
A vontade passa
Tudo passa nesta vida
Passa tudo, passa o trem, o motorista,
passa tudo, passa catraca, o cobrador,
passa o pinico, passa o banheiro, tudo passa.
Passa tudo nesta vida
menos uma, menos algo :
somente as moscas são as mesmas.
(05/01/2008)
O sono passa
A fome passa
Tudo passa nesta vida
Passa o trem
Passa boiada
Tudo passa nesta vida
O desejo passa
A vontade passa
Tudo passa nesta vida
Passa tudo, passa o trem, o motorista,
passa tudo, passa catraca, o cobrador,
passa o pinico, passa o banheiro, tudo passa.
Passa tudo nesta vida
menos uma, menos algo :
somente as moscas são as mesmas.
(05/01/2008)
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
CONSCIÊNCIA
Carlos Savasini
O travesseiro é nosso algoz,
o colchão, a guilhotina,
o repouso, justiça certeira.
(01/01/2008)
O travesseiro é nosso algoz,
o colchão, a guilhotina,
o repouso, justiça certeira.
(01/01/2008)
NA MIRA
Carlos Savasini
Sonhos bons são sonhos acordados
de olhos bem abertos
com gana, garra, guerra e punhos cerrados.
(01/01/2008)
Sonhos bons são sonhos acordados
de olhos bem abertos
com gana, garra, guerra e punhos cerrados.
(01/01/2008)
NOTÍCIAS DO CLUBE
Carlos Savasini
Pois sim, o sonho acabou
partiu parte por parte os parceiros de há anos
cada qual com sua verdade,
menos uma :
o que ficou ainda há de vingar.
(01/01/2008)
Pois sim, o sonho acabou
partiu parte por parte os parceiros de há anos
cada qual com sua verdade,
menos uma :
o que ficou ainda há de vingar.
(01/01/2008)
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
PASSAGEM
Carlos Savasini
Aura branca seja qual for a roupa
Peça por tudo ao seu orixá
Na benção, no axé, por tudo que vem e ficará
Que tudo seja bem na luz que alumia e branqueia
(31/12/2007)
Aura branca seja qual for a roupa
Peça por tudo ao seu orixá
Na benção, no axé, por tudo que vem e ficará
Que tudo seja bem na luz que alumia e branqueia
(31/12/2007)
TEMPO
Carlos Savasini
À Lucia Helena Correa
Rasga todos os calendários feito traça
cospe o tempo que não cura,
como custa passar o tempo que não vem
quanto custa fechar toda ferida
esquecer o mal que sempre aflige
romper o gigantismo do horizonte
corromper o tempo que almeja o fim
forjar vidas maiores que séculos
prazeres maiores que átimos
folhas maiores que um dia.
Rasga todos os relógios feito lixo
marca todo instante com imensidão,
como falta riso nesta vida
pontos e pontas, vozes e silêncio
espaços dados entre notas e sons
eternidade tida e conquistada
planaltos gigantes feito águia, nunca chão,
como falta revolta frente ao tempo que consome
gritos que comem instante feito milho
papos pelicanos que engolem todo calendário.
Rasga todo tempo feito fiapos do eterno.
(31/12/2007)
À Lucia Helena Correa
Rasga todos os calendários feito traça
cospe o tempo que não cura,
como custa passar o tempo que não vem
quanto custa fechar toda ferida
esquecer o mal que sempre aflige
romper o gigantismo do horizonte
corromper o tempo que almeja o fim
forjar vidas maiores que séculos
prazeres maiores que átimos
folhas maiores que um dia.
Rasga todos os relógios feito lixo
marca todo instante com imensidão,
como falta riso nesta vida
pontos e pontas, vozes e silêncio
espaços dados entre notas e sons
eternidade tida e conquistada
planaltos gigantes feito águia, nunca chão,
como falta revolta frente ao tempo que consome
gritos que comem instante feito milho
papos pelicanos que engolem todo calendário.
Rasga todo tempo feito fiapos do eterno.
(31/12/2007)
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