Carlos Savasini
Pau que nasce torto, morre
Pau que nasce certo, morre
N Ã O T E M J E I T O
Ou se é um perfeito banana
Ou um eterno frustrado
(27/06/2007)
quinta-feira, 28 de junho de 2007
segunda-feira, 25 de junho de 2007
ARMADILHA
Carlos Savasini
Jamais sempre em própria carapaça
Pouco demais é o próprio corpo
Oito tentáculos, par de caninos, único ferrão
Pouco mais que nenhum bom amigo
Perigoso demais é o séquito de asseclas.
(24/06/2007)
Jamais sempre em própria carapaça
Pouco demais é o próprio corpo
Oito tentáculos, par de caninos, único ferrão
Pouco mais que nenhum bom amigo
Perigoso demais é o séquito de asseclas.
(24/06/2007)
DISSECADO
Carlos Savasini
Das vísceras, fígado
E dos miúdos, coração.
Da vida, fome e digestão
Restos rotos, fezes, fim,
Porrada, carapaça e proteção
Rimas não, em vão, sem poesia.
(24/06/2007)
Das vísceras, fígado
E dos miúdos, coração.
Da vida, fome e digestão
Restos rotos, fezes, fim,
Porrada, carapaça e proteção
Rimas não, em vão, sem poesia.
(24/06/2007)
SEM ALVARÁ
Carlos Savasini
Veio sem pedir licença,
Banhou meu corpo em sangue e vísceras
Unhas, pés e fios de cabelo.
Amou-me sem pedir licença,
Laçou-me em afagos e laços
Toques, beliscos e amassos.
Fechamos para balanço,
Encerramos a lojinha
E não saímos nem por decreto.
(23/06/2007)
Veio sem pedir licença,
Banhou meu corpo em sangue e vísceras
Unhas, pés e fios de cabelo.
Amou-me sem pedir licença,
Laçou-me em afagos e laços
Toques, beliscos e amassos.
Fechamos para balanço,
Encerramos a lojinha
E não saímos nem por decreto.
(23/06/2007)
DITOS / REFLEXOS
Carlos Savasini
Dizem que a nora não presta
Dizem que o genro é safado
Dizem que a sogra cospe veneno
Dizem que avós é que estragam
Dizem que pais é que batem
Dizem que filhos é que dão trabalho
Dizem cunhados começam com cu
Dizem que família é a base da sociedade
Só não dizem que assim tudo faz sentido
(23/06/2007)
Dizem que a nora não presta
Dizem que o genro é safado
Dizem que a sogra cospe veneno
Dizem que avós é que estragam
Dizem que pais é que batem
Dizem que filhos é que dão trabalho
Dizem cunhados começam com cu
Dizem que família é a base da sociedade
Só não dizem que assim tudo faz sentido
(23/06/2007)
ESPELHO
Carlos Savasini
Quem sou eu ? Quem é você ?
Quem é seu pai, sua mãe e seu avô ?
Quem sou eu ? Quem é você ?
Quem é seu prato, seu assunto e seu almoço ?
Quem sou eu ? Quem é você ?
Qual é a sua roupa, sua marca e seu disfarce ?
Quem sou eu ? Quem é você ?
Quem é o seu amor, o seu pecado e sua tara ?
Quem sou eu ? Quem é você ?
Qual é a sua cara, sua lebre e sua fala ?
Quem sou eu ? Quem é você ?
(23/06/2007)
Quem sou eu ? Quem é você ?
Quem é seu pai, sua mãe e seu avô ?
Quem sou eu ? Quem é você ?
Quem é seu prato, seu assunto e seu almoço ?
Quem sou eu ? Quem é você ?
Qual é a sua roupa, sua marca e seu disfarce ?
Quem sou eu ? Quem é você ?
Quem é o seu amor, o seu pecado e sua tara ?
Quem sou eu ? Quem é você ?
Qual é a sua cara, sua lebre e sua fala ?
Quem sou eu ? Quem é você ?
(23/06/2007)
RECITAL DO RASCUNHOS POÉTICOS
Sábado passado tivemos um recital maravilhoso na Casa das Rosas. Os poetas estavam afinados, os músicos deram um show a parte e o público estava presente (certamente foi o maior que tivemos nestes 2 anos de atividades).
Agora, o Rascunhos Poéticos entra em férias, mas as atividades não cessam. Começamos a programar o que será o Rascunhos Poéticos na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, que recebe o grupo a partir de 04 de Agosto de 2007, aos sábados, das 14:00 às 17:00. Neste mesmo dia, 04/08, sabadão, no Vila Teodoro / Clube Caiubi (Rua Teodoro Sampaio, 1229, Pinheiros, São Paulo, SP), às 21:00 horas, teremos a festa comemorativa de 2 anos do grupo, com direito a sarau aberto e muita música de qualidade, além de amigos, bom papo e cerveja gelada (tem água e refrigerante para quem não bebe, além de aguardente para os já escolados).
Valeu parceiro Osvaldo. Valeu poetas Gabi, Marisa, Renata, Fábio, Safira, Viviane, Dora, Tyta, Ednei, Rosangela, Samara e Selda. Valeu Lucia Helena, Bráu, Nando, Samantha, Ricardo, Juka, Xamã, Bezão e Nilton. Valeu Elisa e Donny.
Quem não foi, perdeu !
Abraços e beijos,
CS
Agora, o Rascunhos Poéticos entra em férias, mas as atividades não cessam. Começamos a programar o que será o Rascunhos Poéticos na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, que recebe o grupo a partir de 04 de Agosto de 2007, aos sábados, das 14:00 às 17:00. Neste mesmo dia, 04/08, sabadão, no Vila Teodoro / Clube Caiubi (Rua Teodoro Sampaio, 1229, Pinheiros, São Paulo, SP), às 21:00 horas, teremos a festa comemorativa de 2 anos do grupo, com direito a sarau aberto e muita música de qualidade, além de amigos, bom papo e cerveja gelada (tem água e refrigerante para quem não bebe, além de aguardente para os já escolados).
Valeu parceiro Osvaldo. Valeu poetas Gabi, Marisa, Renata, Fábio, Safira, Viviane, Dora, Tyta, Ednei, Rosangela, Samara e Selda. Valeu Lucia Helena, Bráu, Nando, Samantha, Ricardo, Juka, Xamã, Bezão e Nilton. Valeu Elisa e Donny.
Quem não foi, perdeu !
Abraços e beijos,
CS
sábado, 23 de junho de 2007
A FALTA QUE ENCHE
Carlos Savasini
Vida e resistência
Felicidade e alegria
Vista, toque e atenção
A palavra perfeita
E sempre a mesma sina
Sempre alguma busca.
(22/06/2007)
Vida e resistência
Felicidade e alegria
Vista, toque e atenção
A palavra perfeita
E sempre a mesma sina
Sempre alguma busca.
(22/06/2007)
sexta-feira, 22 de junho de 2007
RECITAL DO RASCUNHOS POÉTICOS
.RECITAL DO RASCUNHOS POÉTICOS
É chegada a hora de encerrar um semestre repleto de atividades : a comemoração será no dia 23 de Junho, sábado, às 20:00 horas, na Casa das Rosas.
A festa será regada a muita música e poesia. A programação contará com as apresentações musicais de Lúcia Helena Correa, Bráu Mendonça e Nando Távora na abertura do recital, Ricardo Soares no momento musical e Rossa Nova no encerramento.
A poesia ficará a cargo, na íntegra, dos poetas do grupo Rascunhos Poéticos.
.
O QUE ? RECITAL DO RASCUNHOS POÉTICOS
QUANDO ? DIA 23 DE JUNHO DE 2007, SÁBADO
QUE HORAS ? 20:00 HORAS
ONDE ? CASA DAS ROSAS
ENDEREÇO ? AV PAULISTA, 37, BELA VISTA, SÃO PAULO
MÚSICA ? LÚCIA HELENA CORREA, BRÁU MENDONÇA, NANDO TÁVORA, RICARDO SOARES E ROSSA NOVA
POESIA ? É CLARO, É RASCUNHOS POÉTICOS
O QUE ? RECITAL DO RASCUNHOS POÉTICOS
QUANDO ? DIA 23 DE JUNHO DE 2007, SÁBADO
QUE HORAS ? 20:00 HORAS
ONDE ? CASA DAS ROSAS
ENDEREÇO ? AV PAULISTA, 37, BELA VISTA, SÃO PAULO
MÚSICA ? LÚCIA HELENA CORREA, BRÁU MENDONÇA, NANDO TÁVORA, RICARDO SOARES E ROSSA NOVA
POESIA ? É CLARO, É RASCUNHOS POÉTICOS
Compareçam e apareçam !
.
Beijos e abraços,
Carlos Savasini & Osvaldo Pastorelli
Beijos e abraços,
Carlos Savasini & Osvaldo Pastorelli
terça-feira, 19 de junho de 2007
BONECO DE TRAPO
Carlos Savasini
Tempo de agulhas
Fagulhas de tempo
Cerzido de trapos
Trapaças de vida
Cozidos de gente
Dementes na lida
Tempo de agulhas
Augustas, certeiras
Tempo de agulhas
Precisas no tempo
Tempo de agulhas
Trapos de gente
Tempo de agulhas
Lida demente
Cozidos de gente
A fome é sem dentes
Tempo de agulhas
Cultura de pontas
Adaga no peito
Certeiro no tempo
Tempero de vida
Tempo de agulhas
Fagulhas de tempo
(16/06/2007)
Tempo de agulhas
Fagulhas de tempo
Cerzido de trapos
Trapaças de vida
Cozidos de gente
Dementes na lida
Tempo de agulhas
Augustas, certeiras
Tempo de agulhas
Precisas no tempo
Tempo de agulhas
Trapos de gente
Tempo de agulhas
Lida demente
Cozidos de gente
A fome é sem dentes
Tempo de agulhas
Cultura de pontas
Adaga no peito
Certeiro no tempo
Tempero de vida
Tempo de agulhas
Fagulhas de tempo
(16/06/2007)
FLOR DO SERTÃO
Carlos Savasini
Assédio, que sério
Sermão não faz do ermitão
Pupilo de Deus no sertão
Pecado, que porre
Mandamentos não fazem conventos
Brigadas de Deus no sertão
Altar, deixa estar
Só é bom quem faz vingar
Flor e bem no corpo sertão
(16/06/2007)
Assédio, que sério
Sermão não faz do ermitão
Pupilo de Deus no sertão
Pecado, que porre
Mandamentos não fazem conventos
Brigadas de Deus no sertão
Altar, deixa estar
Só é bom quem faz vingar
Flor e bem no corpo sertão
(16/06/2007)
DE CORPO INTEIRO
Carlos Savasini
Vida vinda de uma boa trepada
Não nasci de cesária
Vim do caminho contrário ao do pai
Ainda me enfio na terra
Sem camisinha caixão
Transando eterno na morte
(16/06/2007)
Vida vinda de uma boa trepada
Não nasci de cesária
Vim do caminho contrário ao do pai
Ainda me enfio na terra
Sem camisinha caixão
Transando eterno na morte
(16/06/2007)
NO NÓ
Carlos Savasini
Ela que pula, que agarra, que amarra a garganta
Ela que trava e engasga o nó do gogó
Ela que entala, que enrosca no peito e na ponta da língua
Ela que acaba na fala do ó da goela
Ela que quer, que não quer, que não sabe o que quer
Ela que fala, que cala e que sempre faz assim
(16/06/2007)
Ela que pula, que agarra, que amarra a garganta
Ela que trava e engasga o nó do gogó
Ela que entala, que enrosca no peito e na ponta da língua
Ela que acaba na fala do ó da goela
Ela que quer, que não quer, que não sabe o que quer
Ela que fala, que cala e que sempre faz assim
(16/06/2007)
sábado, 16 de junho de 2007
AO ENCONTRO
Por Carlos Savasini, Gabriela Cuzzuol, Luciana do Valle, Marina Fama, Marisa Del Santo, Neuza Pommer e Osvaldo Pastorelli.
Das amigas falantes
A preferida é a otimista
Que oferece suas idéias
Para antes do sarau.
Das amigas cadentes
As mais são exaltadas
Que expõem falas e jeitos
Para antes da cria.
Para os amores mal resolvidos
Amantes oprimidos,
Lágrimas, dores e sal,
Falas, poemas e guias.
Humores exaltados
Sinceros como os ouvidos que selecionamos
“Cumversa”! Amigos, são bom a beça.
Amigos compreendem
Conversam e entendem
Os problemas nossos
E os problemas mundiais.
Amigos são presentes
Desabafos e confidências
Alegria do encontro
Seres internacionais
Intergalácticos, ET’s e marcianos,
Salve a alegria do encontro!
Amigos são espíritos
Conosco no percurso
Presentes nas agruras,
Muito além do discurso.
Aos amigos, para amigos, com amigos,
Viva a alegria do encontro!
(09/06/2007)
Das amigas falantes
A preferida é a otimista
Que oferece suas idéias
Para antes do sarau.
Das amigas cadentes
As mais são exaltadas
Que expõem falas e jeitos
Para antes da cria.
Para os amores mal resolvidos
Amantes oprimidos,
Lágrimas, dores e sal,
Falas, poemas e guias.
Humores exaltados
Sinceros como os ouvidos que selecionamos
“Cumversa”! Amigos, são bom a beça.
Amigos compreendem
Conversam e entendem
Os problemas nossos
E os problemas mundiais.
Amigos são presentes
Desabafos e confidências
Alegria do encontro
Seres internacionais
Intergalácticos, ET’s e marcianos,
Salve a alegria do encontro!
Amigos são espíritos
Conosco no percurso
Presentes nas agruras,
Muito além do discurso.
Aos amigos, para amigos, com amigos,
Viva a alegria do encontro!
(09/06/2007)
AOS AMIGOS
Por Carlos Savasini, Gabriela Cuzzuol, Luciana do Valle, Marina Fama, Marisa Del Santo, Neuza Pommer e Osvaldo Pastorelli.
Em momentos a gente vive
Entre amigos, sorrisos, sentidos,
Sentimos
Fortes, lentos, sendo, persistimos
Envaidecidos pelo calor das pessoas
Subindo no limbo do ego
Sentimos
Ao lado da Afrodite
(Que brega!)
Eu não sou cachorro não, garçom!
E a vida continua, nua,
Por favor, me traga carne crua!
(Alguém me disse
A carne é fraca
Mas o espírito, cada vez mais forte!)
O seguinte, por favor:
Chame o garçom:
Quero carne crua, refri e sorriso de amigos!
Quero o fiapo da carne,
Palito, pimenta, guardanapo,
Quero porção de emoção,
Sorriso, hiena, goles, tentação
Ou como repete a rainha do sonho:
É muita pressão!
(Ou talvez excesso de informação?)
Momento parabólico, internet, televisão,
Em meio ao tudo, ou ao nada?
Ao todos, tão poucos,
Preferimos aos amigos abrigos
E a vida, sempre bem-vinda.
(09/06/2007)
Em momentos a gente vive
Entre amigos, sorrisos, sentidos,
Sentimos
Fortes, lentos, sendo, persistimos
Envaidecidos pelo calor das pessoas
Subindo no limbo do ego
Sentimos
Ao lado da Afrodite
(Que brega!)
Eu não sou cachorro não, garçom!
E a vida continua, nua,
Por favor, me traga carne crua!
(Alguém me disse
A carne é fraca
Mas o espírito, cada vez mais forte!)
O seguinte, por favor:
Chame o garçom:
Quero carne crua, refri e sorriso de amigos!
Quero o fiapo da carne,
Palito, pimenta, guardanapo,
Quero porção de emoção,
Sorriso, hiena, goles, tentação
Ou como repete a rainha do sonho:
É muita pressão!
(Ou talvez excesso de informação?)
Momento parabólico, internet, televisão,
Em meio ao tudo, ou ao nada?
Ao todos, tão poucos,
Preferimos aos amigos abrigos
E a vida, sempre bem-vinda.
(09/06/2007)
FOBIA
Carlos Savaini
Sol intenso em luz demarcada
Vista queimada cedo ao raiar do meio dia
Corpo largado na carne em ressaca
Dia todo em lembrança e memória
(ou falta)
Haja vista, sempre, em fotofobia.
(15/06/2007)
Sol intenso em luz demarcada
Vista queimada cedo ao raiar do meio dia
Corpo largado na carne em ressaca
Dia todo em lembrança e memória
(ou falta)
Haja vista, sempre, em fotofobia.
(15/06/2007)
NA ERA DOS TELEGUIADOS
Carlos Savasini
Carnificina humana
Corpos mortos nas esquinas
Jorra o sangue dos jornais
(Capachos de velório)
Jorra o urro dos auto-falantes
(Ambiência de UTI)
Salada temperada com vinagre
Estricnina, pólvora e antrax
Gás mostarda, bomba nêutron, bang-bang
Nuvens de pernas e braços
Destroços de bombas e fogos
Arco e flecha, tacapi e revólver
B-52, fat boy, teleguiados
Balística, radar, tropa de choque
Guerra no front e na praça
Trapo encharcado de sangue
Corpos, destroços, poeira
Jogo real, virtual, joystick
E fazem filmes de guerra
Blockbuster na tela de cinema
A arte imita a vida
Só o mocinho se salva.
(15/06/2007)
Carnificina humana
Corpos mortos nas esquinas
Jorra o sangue dos jornais
(Capachos de velório)
Jorra o urro dos auto-falantes
(Ambiência de UTI)
Salada temperada com vinagre
Estricnina, pólvora e antrax
Gás mostarda, bomba nêutron, bang-bang
Nuvens de pernas e braços
Destroços de bombas e fogos
Arco e flecha, tacapi e revólver
B-52, fat boy, teleguiados
Balística, radar, tropa de choque
Guerra no front e na praça
Trapo encharcado de sangue
Corpos, destroços, poeira
Jogo real, virtual, joystick
E fazem filmes de guerra
Blockbuster na tela de cinema
A arte imita a vida
Só o mocinho se salva.
(15/06/2007)
METEORO
Carlos Savasini
Cadente
estrelas
Cá dentro
estrelas
Cadente
estrelas
Cá dentro
estrelas
Cadentes.
(12-14/06/2007)
Cadente
estrelas
Cá dentro
estrelas
Cadente
estrelas
Cá dentro
estrelas
Cadentes.
(12-14/06/2007)
sexta-feira, 15 de junho de 2007
TEMPORADA DE CAÇA
Pessoal,
Não costumo postar poemas alheios por aqui, mas este merece abrir a temporada de influências :
TEMPORADA DE CAÇA
Vlado Lima
na mira dos mariachis
entre leros & boleros
como si fuera esta noche la última vez
noite da franga solta
da caça as buças
da alegria anabolizada
de êxtase
catarse
e larica
noite dos palhaços de açúcar derretidos sob o sol dos refletores
das putas
dos viados
das lésbicas pirofágicas
noite da chuva de purpurina ácida
dos clones
dos replicantes
dos abduzidos
noite das bailarinas paraplégicas empaladas no embalo dos bate-estacas
dos punheteiros do Orkut
das zibelinas narcisistas de piercing no clitóris
dos anões de benga farta
e dos vampiros cheiradores de cocaína e peido
na mira de Mr. Manero
entre Night Fever e Stayin Alive remix
sou o sultão do swing
o rei da balada
feliz como Obelix
tô em ponto de bala
em ponto de bola
na cola dos mano
das mina
o paraíso tem gosto de anfetamina com vodka mexicana
la cucaracha, la cucaracha
ya no puedo caminar...
na mira de Morrissey
a rainha está morta
e ninguém take me out tonight
homem ao mar! grita um bucaneiro irlandês
o motor do Fiat ronrona uma canção de ninar Húngara
elefantes de polainas acenam na 23 de Maio
tem um ogro no banco de trás
um foragido de Alcatraz
e um vicking vestido num tomara-que-caia rosa-baitola
sou uma vaca de ressaca mascando Lexotan com Dramim
os afogados do Krust me acenam
enfim sábado jaz
enfim sábado
FIM
na mira de Mefistófeles
entre bitucas de cigarro
e restos de pizza do período cretáceo
meu apê, meu doce apê!
Pernalonga na tv: o que que há, velhinho?
penso em cortar meus pulsos com uma faquinha de bolo Pullman
e pular da janela segurando sacolas de supermercado
na mira de Morfeu
entre um sushi de maracujá e um chá de tsé-tsé
4 da madruga e zuzo bem!
vou abrir uma latinha de cerveja
ferver um Miojo
e purgar minha carranca no espelho
e mais uma vez não comemos ninguém
Sds
CS
Não costumo postar poemas alheios por aqui, mas este merece abrir a temporada de influências :
TEMPORADA DE CAÇA
Vlado Lima
na mira dos mariachis
entre leros & boleros
como si fuera esta noche la última vez
noite da franga solta
da caça as buças
da alegria anabolizada
de êxtase
catarse
e larica
noite dos palhaços de açúcar derretidos sob o sol dos refletores
das putas
dos viados
das lésbicas pirofágicas
noite da chuva de purpurina ácida
dos clones
dos replicantes
dos abduzidos
noite das bailarinas paraplégicas empaladas no embalo dos bate-estacas
dos punheteiros do Orkut
das zibelinas narcisistas de piercing no clitóris
dos anões de benga farta
e dos vampiros cheiradores de cocaína e peido
na mira de Mr. Manero
entre Night Fever e Stayin Alive remix
sou o sultão do swing
o rei da balada
feliz como Obelix
tô em ponto de bala
em ponto de bola
na cola dos mano
das mina
o paraíso tem gosto de anfetamina com vodka mexicana
la cucaracha, la cucaracha
ya no puedo caminar...
na mira de Morrissey
a rainha está morta
e ninguém take me out tonight
homem ao mar! grita um bucaneiro irlandês
o motor do Fiat ronrona uma canção de ninar Húngara
elefantes de polainas acenam na 23 de Maio
tem um ogro no banco de trás
um foragido de Alcatraz
e um vicking vestido num tomara-que-caia rosa-baitola
sou uma vaca de ressaca mascando Lexotan com Dramim
os afogados do Krust me acenam
enfim sábado jaz
enfim sábado
FIM
na mira de Mefistófeles
entre bitucas de cigarro
e restos de pizza do período cretáceo
meu apê, meu doce apê!
Pernalonga na tv: o que que há, velhinho?
penso em cortar meus pulsos com uma faquinha de bolo Pullman
e pular da janela segurando sacolas de supermercado
na mira de Morfeu
entre um sushi de maracujá e um chá de tsé-tsé
4 da madruga e zuzo bem!
vou abrir uma latinha de cerveja
ferver um Miojo
e purgar minha carranca no espelho
e mais uma vez não comemos ninguém
Sds
CS
RECITAL DO RASCUNHOS POÉTICOS
RECITAL DO RASCUNHOS POÉTICOS
É chegada a hora de encerrar um semestre repleto de atividades : a comemoração será no dia 23 de Junho, sábado, às 20:00 horas, na Casa das Rosas.
A festa será regada a muita música e poesia. A programação contará com as apresentações musicais de Lúcia Helena Correa, Bráu Mendonça e Nando Távora na abertura do recital, Ricardo Soares no momento musical e Rossa Nova no encerramento.
A poesia ficará a cargo, na íntegra, dos poetas do grupo Rascunhos Poéticos.
O QUE ? RECITAL DO RASCUNHOS POÉTICOS
QUANDO ? DIA 23 DE JUNHO DE 2007, SÁBADO
QUE HORAS ? 20:00 HORAS
ONDE ? CASA DAS ROSAS
ENDEREÇO ? AV PAULISTA, 37, BELA VISTA, SÃO PAULO
MÚSICA ? LÚCIA HELENA CORREA, BRÁU MENDONÇA, NANDO TÁVORA,
RICARDO SOARES E ROSSA NOVA
POESIA ? É CLARO, É RASCUNHOS POÉTICOS
Compareçam e apareçam !
Beijos e abraços,
Carlos Savasini & Osvaldo Pastorelli
terça-feira, 12 de junho de 2007
DE CORPO
Carlos Savasini
O corpo enjoa de comida
Quer viver de brisa
Quer comer camisa
Verso e poesia
O corpo enjoa de bebida
Quer viver fluente
Quer beber cinema
Cena quadro a quadro
O corpo enjoa de prazer
Quer viver a mente
Quer transar o som
Quer gozar na voz
O corpo enjoa de bebida
Quer viver somente
Quer beber em arte
Caldo e cor de céu
O corpo enjoa de comida
Quer viver somente
Quer comer o tempo
Meio e nunca fim
O corpo enjoa
Corpo enjoa
O corpo
Entoa e vive em si
Em si, enfim, fora de si
Só se em cópia feita de si.
(10/06/2007)
O corpo enjoa de comida
Quer viver de brisa
Quer comer camisa
Verso e poesia
O corpo enjoa de bebida
Quer viver fluente
Quer beber cinema
Cena quadro a quadro
O corpo enjoa de prazer
Quer viver a mente
Quer transar o som
Quer gozar na voz
O corpo enjoa de bebida
Quer viver somente
Quer beber em arte
Caldo e cor de céu
O corpo enjoa de comida
Quer viver somente
Quer comer o tempo
Meio e nunca fim
O corpo enjoa
Corpo enjoa
O corpo
Entoa e vive em si
Em si, enfim, fora de si
Só se em cópia feita de si.
(10/06/2007)
domingo, 10 de junho de 2007
RODA D'ÁGUA
Carlos Savasini
Sob torres e cubos mágicos
Olhos buscam sombras mágicas
Sonhos sob pálpebras abertas.
(09/06/2007)
Sob torres e cubos mágicos
Olhos buscam sombras mágicas
Sonhos sob pálpebras abertas.
(09/06/2007)
FANFARRA
Carlos Savasini
Ouviu
Nem o marulhar dos pombos
Nem o farfalhar dos tontos
Nem o canto dos morcegos.
Nem silêncio.
(09/06/2007)
Ouviu
Nem o marulhar dos pombos
Nem o farfalhar dos tontos
Nem o canto dos morcegos.
Nem silêncio.
(09/06/2007)
MA - MÃO
Carlos Savasini
Uma mão que lava a outra
Uma mão que aperta a outra
Uma mão
Um mamão
Um mamão que mela o outro
Um mamão lacera o outro
Um mamão
Um na mão
Um nas coxas
Um poema que vem das coxas
(09/06/2007)
Uma mão que lava a outra
Uma mão que aperta a outra
Uma mão
Um mamão
Um mamão que mela o outro
Um mamão lacera o outro
Um mamão
Um na mão
Um nas coxas
Um poema que vem das coxas
(09/06/2007)
P DE PÓ DE PÉ DE PÁTRIA
Carlos Savasini
Minha língua é minha pátria
Lambe a linha pura de meus versos
Pátria livre, lisa, lúmen, licorosa
Pátria lúcifer, lúcida, lúdica, puta e rancorosa
Pátria pouca prosa, pátria verso, poesia.
(09/06/2007)
Minha língua é minha pátria
Lambe a linha pura de meus versos
Pátria livre, lisa, lúmen, licorosa
Pátria lúcifer, lúcida, lúdica, puta e rancorosa
Pátria pouca prosa, pátria verso, poesia.
(09/06/2007)
sábado, 9 de junho de 2007
MASP E FERIADO
Quinta passada foi feriado. MASP, almoço fora e Encontros de Interrogação. O mais cômico (e inesquecível) foi presenciar no MASP a seguinte conversa, de um jovem ao celular, em frente a quadros de Velazquez e El Greco : "Alô, oi, estou no museu, museu ... museu de arte contemporânea de São Paulo."
Comédia pura !
sexta-feira, 8 de junho de 2007
ESTATÍSTICO
Carlos Savasini
Politicamente correto ?
Dispenso e disperso :
A média não desvia o padrão.
(07/06/2007)
Politicamente correto ?
Dispenso e disperso :
A média não desvia o padrão.
(07/06/2007)
MONÁSTICO
Carlos Savasini
A rotina faz o monge
O hábito faz o monge
O repeteco faz o monge
Salve a monotonia,
Amém !
(07/06/2007)
A rotina faz o monge
O hábito faz o monge
O repeteco faz o monge
Salve a monotonia,
Amém !
(07/06/2007)
CABEÇA DURA
Carlos Savasini
Foi o primeiro pensamento que passou em minha mente: que merda eu fui fazer.
– Vai ser só uma picadinha – disse a enfermeira.
Acenderam o holofote na minha cara, puxaram o canto da boca, anestesia e logo começaram a costurar os cortes dos lábios. Testei todos os dentes, todos estavam lá. Braços e pernas mexiam, sorte, só o joelho direito doía. Feito o cordão de fio cirúrgico nos lábios, mão no rosto e sangue: quem mandou ter cabeça dura ? Só depois soube que o pára-brisa do carro trincou e que o capô amassou no joelho. Cacos começando a tomar seu lugar.
– Alguém empurra essa maca! – enfermeira mandona.
No corredor alguns colegas de trabalho, a maca oscilando feito carrinho de mercado trombando com outros cheios de iogurte, bolachas, defumados ou qualquer outro artigo, menos gente. Gemidos e gente chegando a todo o momento. Entra um baleado.
– Agora fudeu! – pensei – Vão esquecer-me aqui no corredor!
Olharam-me, sorriram, tentaram acalmar-me. Todos sabiam do ocorrido, embora ainda não o tivesse contado sequer uma vez. Fora cagada, é certo, junto com meu peso e a falta de reação na hora, só podia dar no que deu.
Virei na maca até o limite da dor, o joelho não permitia mais. Queria logo a esposa ao meu lado, proteção. A memória custou a lembrar do telefone dela, o cérebro desligou, sei lá, coisas que nem Freud explica. Foi mais de hora de vácuo na lembrança. Foi a segunda vez, a primeira num tombo de bicicleta, sem freio. Acordei embaixo do treiller, entre a bicicleta e o engate. Tive sorte : só um arranhão no pé. Neste dia também: joelho inchado, ferimentos nas mãos e na testa, boca costurada e uma deusa para me cuidar.
– Como foi que isto aconteceu? – perguntou a esposa, já do meu lado.
– Voltava do almoço e fui cumprimentar o pessoal do carro.
– E foi para o meio da rua?
– Fui.
– E por que não saiu da frente?
– E deu tempo?
Silêncio.
– Aposto que você estava falando de poesia!
– [Tsik] Estava.
– E agora vou ter que cuidar de você.
– Sabia que eu te amo?
– Não muda de assunto.
– Falta muito?
– Muito?
– Para irmos embora?
– Falta a tomografia.
– Doutor, doutor: libera-me logo, estou bem.
Só depois de algumas horas de maca, quinze dias de cicatrização e um mês de perna manca é que, de fato, fui ficar bem.
(07/06/2007)
Foi o primeiro pensamento que passou em minha mente: que merda eu fui fazer.
– Vai ser só uma picadinha – disse a enfermeira.
Acenderam o holofote na minha cara, puxaram o canto da boca, anestesia e logo começaram a costurar os cortes dos lábios. Testei todos os dentes, todos estavam lá. Braços e pernas mexiam, sorte, só o joelho direito doía. Feito o cordão de fio cirúrgico nos lábios, mão no rosto e sangue: quem mandou ter cabeça dura ? Só depois soube que o pára-brisa do carro trincou e que o capô amassou no joelho. Cacos começando a tomar seu lugar.
– Alguém empurra essa maca! – enfermeira mandona.
No corredor alguns colegas de trabalho, a maca oscilando feito carrinho de mercado trombando com outros cheios de iogurte, bolachas, defumados ou qualquer outro artigo, menos gente. Gemidos e gente chegando a todo o momento. Entra um baleado.
– Agora fudeu! – pensei – Vão esquecer-me aqui no corredor!
Olharam-me, sorriram, tentaram acalmar-me. Todos sabiam do ocorrido, embora ainda não o tivesse contado sequer uma vez. Fora cagada, é certo, junto com meu peso e a falta de reação na hora, só podia dar no que deu.
Virei na maca até o limite da dor, o joelho não permitia mais. Queria logo a esposa ao meu lado, proteção. A memória custou a lembrar do telefone dela, o cérebro desligou, sei lá, coisas que nem Freud explica. Foi mais de hora de vácuo na lembrança. Foi a segunda vez, a primeira num tombo de bicicleta, sem freio. Acordei embaixo do treiller, entre a bicicleta e o engate. Tive sorte : só um arranhão no pé. Neste dia também: joelho inchado, ferimentos nas mãos e na testa, boca costurada e uma deusa para me cuidar.
– Como foi que isto aconteceu? – perguntou a esposa, já do meu lado.
– Voltava do almoço e fui cumprimentar o pessoal do carro.
– E foi para o meio da rua?
– Fui.
– E por que não saiu da frente?
– E deu tempo?
Silêncio.
– Aposto que você estava falando de poesia!
– [Tsik] Estava.
– E agora vou ter que cuidar de você.
– Sabia que eu te amo?
– Não muda de assunto.
– Falta muito?
– Muito?
– Para irmos embora?
– Falta a tomografia.
– Doutor, doutor: libera-me logo, estou bem.
Só depois de algumas horas de maca, quinze dias de cicatrização e um mês de perna manca é que, de fato, fui ficar bem.
(07/06/2007)
terça-feira, 5 de junho de 2007
ENCONTROS DE INTERROGAÇÃO
"A segunda edição do Encontros de Interrogação tem como questão geral Quais são os Sentidos da Literatura? O evento ocorre entre os dias 6 a 9 de junho, no Itaú Cultural, e reúne cerca de 60 escritores, críticos e especialistas de todo o país em 18 atividades."
(Divulgação do Itaú Cultural)
Mais informações no site : http://www.itaucultural.org.br/
CABARÉ SUBTERRÂNEO
06 DE JUNHO ÀS 21H00
SHOW COM CARLOS CAREQA, CANTANDO AS CANÇÕES DE TOM WAITS
COM PERFORMANCE POÉTICA DE MARIO BORTOLOTTO
07 DE JUNHO ÀS 19H00
SHOW COM PAULO MIKLOS
COM PERFORMANCE POÉTICA DE CLARAH AVERBUCK
08 DE JUNHO ÀS 21H00
SHOW COM EDVALDO SANTANA
COM PERFORMANCE POÉTICA DE MARCELINO FREIRE
09 DE JUNHO ÀS 21H00
SHOW COM PATIFE BAND
COM PERFORMANCE POÉTICA DE THADEU W.
10 DE JUNHO ÀS 19H00
JAM SESSION COM TODOS OS CONVIDADOS E POETAS
(ENTRADA FRANCA)
TUDO ISSO NO SESC SANTANA
ingressos a R$ 10,00
SHOW COM CARLOS CAREQA, CANTANDO AS CANÇÕES DE TOM WAITS
COM PERFORMANCE POÉTICA DE MARIO BORTOLOTTO
07 DE JUNHO ÀS 19H00
SHOW COM PAULO MIKLOS
COM PERFORMANCE POÉTICA DE CLARAH AVERBUCK
08 DE JUNHO ÀS 21H00
SHOW COM EDVALDO SANTANA
COM PERFORMANCE POÉTICA DE MARCELINO FREIRE
09 DE JUNHO ÀS 21H00
SHOW COM PATIFE BAND
COM PERFORMANCE POÉTICA DE THADEU W.
10 DE JUNHO ÀS 19H00
JAM SESSION COM TODOS OS CONVIDADOS E POETAS
(ENTRADA FRANCA)
TUDO ISSO NO SESC SANTANA
ingressos a R$ 10,00
segunda-feira, 4 de junho de 2007
INFANTIL V
Carlos Savasini
Bola de meia, de gude e giz
Saquinho de areia, mamona e barbante
Basta criança e alguma invenção.
(03/06/2007)
Bola de meia, de gude e giz
Saquinho de areia, mamona e barbante
Basta criança e alguma invenção.
(03/06/2007)
domingo, 3 de junho de 2007
CUPIDO AGRICULTOR
Carlos Savasini
Semente de brilho
Plantação de olhares
Colheita de afeto e afagos.
(03/06/2007)
Semente de brilho
Plantação de olhares
Colheita de afeto e afagos.
(03/06/2007)
FEIÇÃO
Carlos Savasini
Mais tela que tinta
Mais linha que verso
Mais pausa que som
Diz a feição
Em vazio e silêncio
(02/06/2007)
Mais tela que tinta
Mais linha que verso
Mais pausa que som
Diz a feição
Em vazio e silêncio
(02/06/2007)
COADOR
Carlos Savasini
Ao filtro da mente tudo
E nada do que transborda,
Somente o que passa.
(02/06/2007)
Ao filtro da mente tudo
E nada do que transborda,
Somente o que passa.
(02/06/2007)
PRENHES
Carlos Savasini
Parir vida da vida
Vida de gozo e útero
Vida de ventre e vagina
Vida de falo e de cona
Vida placenta
Vingança
Jamais menstruação.
(02/06/2007)
Parir vida da vida
Vida de gozo e útero
Vida de ventre e vagina
Vida de falo e de cona
Vida placenta
Vingança
Jamais menstruação.
(02/06/2007)
O GRITO
Carlos Savasini
Dia claro já
Brilham, ainda, estrelas na mente
O corpo, dormente, teima no gosto de ontem
Todos estão presentes
Fígado e bexiga, língua e ouvido
Nervo em flor, pele em frangalhos
Vista encharcada, baça e breu
Pegadas e rastros, sem fim.
O sol está alto
O dia está claro
É dia, enfim.
Já ?
(02/06/2007)
Dia claro já
Brilham, ainda, estrelas na mente
O corpo, dormente, teima no gosto de ontem
Todos estão presentes
Fígado e bexiga, língua e ouvido
Nervo em flor, pele em frangalhos
Vista encharcada, baça e breu
Pegadas e rastros, sem fim.
O sol está alto
O dia está claro
É dia, enfim.
Já ?
(02/06/2007)
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