domingo, 7 de outubro de 2007

FACEIRA

Carlos Savasini

Quando a morte morreu
Sequer gota rolou pelas faces
Rolou festa por toda cidade
Batuques, quizombas, alforria enfim.

Quando no sétimo dia,
Dia maior de qualquer alegria,
Surgiu de manto e brilho nos olhos
Aquela que jamais seria enterrada.

Quando a morte morreu
Morreu de sorriso nos dentes
Mangando e zombando somente
Do fim, que sem fim, é fim em si mesmo.

(06/10/2007)

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