sexta-feira, 24 de agosto de 2007

É HOJE - SARAU DO RASCUNHOS POÉTICOS


Pessoal,

É HOJE, 24 de Agosto, o 1º Sarau do Rascunhos Poéticos na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, com participação musical de Vlado Lima e poética do Grupo Rascunhos Poéticos, além de todos os poetas da platéia que quiserem subir ao palco.

O QUE ? SARAU DO RASCUNHOS POÉTICOS
QUANDO ? SEXTA, 24 DE AGOSTO DE 20007
QUE HORAS ? 19:30
ONDE ? BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA
ENDEREÇO ? AV HENRIQUE SCHAUMANN, 777, PINHEIROS, SP
(ESQUINA COM A CARDEAL ARCOVERDE)
QUANTO ? GRÁTIS

APAREÇAM E BRILHEM !

Bjs e abraços,
Carlos Savasini & Osvaldo Pastorelli

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

ABRASAR

Por Carlos Savasini, Gabriela Cuzzuol, Osvaldo Pastorelli e Rosangela de Oliveira Santos

Derrama o vinho no pano branco da mesa
Escorre a poesia em cada gota do sentimento contido
Trasborda a virtude do amor, a vida
Na riqueza da alma branda em cada gota do sentimento contido
O vinho em brasa cai no branco d’alma
Branda queima em fogo e cospe agulhas
Fagulhas de vida verdade
Cristal, contexto contrito
Nos rasgos blindados, nada
Limpa teima, percalços
Fagulhas
E o vinho mancha as palavras
Poéticas na branda noite
O luar nos convida a brindar
Com sorrisos e palavras
Arde a chama do amor
O luar que incide em tentar
A mostrar que se pode ir além
Se “se é” do jeito que é
Tenta, prova, tem fé
Tem fogo, fagulhas, brasa
Tem pressão na alma
Olhos além
E farpas.

(18/08/2007)

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

QUANDO

Carlos Savasini

"Quando formos os dois já bem velhinhos” *
Cansadinhos, caindo das bengalas
Juntinhos nas cadeiras lado a lado
Falando tantos sonhos já perdidos
Espumando fininho em rugas flácidas
Responderemos telepáticos perguntas inaudíveis
Cegaremos cataratas em olhos baços.

(03/02/2007)

* de J G de Araújo Jorge, em Alvorada Eterna

terça-feira, 21 de agosto de 2007

SARAU DO RASCUNHOS POÉTICOS


Pessoal,

Sexta agora tem Sarau do Rascunhos Poéticos na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, com participação musical de Vlado Lima e poética do Grupo Rascunhos Poéticos e dos poetas da platéia.

O QUE ? SARAU DO RASCUNHOS POÉTICOS
QUANDO ? SEXTA, 24 DE AGOSTO DE 20007
QUE HORAS ? 19:30
ONDE ? BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA
ENDEREÇO ? AV HENRIQUE SCHAUMANN, 777, PINHEIROS, SP (ESQUINA COM A CARDEAL ARCOVERDE)
QUANTO ? GRÁTIS

APAREÇAM E BRILHEM !

Bjs e abraços,
Carlos Savasini & Osvaldo Pastorelli

REALEZA

Carlos Savasini

Em terra de cego quem tem olho
Em terra de surdo quem tem ouvido
Em terra de careca quem tem cabelo

Em terra de mudo quem tem boca
Come farofa e engasga
Chupa cana e não dá nem um piu.
Viu ?

(18/08/2007)

CAIXA DE PANDORA

Carlos Savasini

E Deus criou o céu e a terra
Criou a luz, o dia e a noite
Criou os bichos e as plantas
Criou as águas e o homem
Criou a mulher, a serpente e a maçã
Criou o livre arbítrio
O livre arbítrio
Livre arbítrio
O livre
O trio
A serpente, a maçã e a Pandora
E não mordeu,
Por que, meu deus ?

(18/08/2007)

ANU

Carlos Savasini

Pássaro preto
Pássaro cego
Amor sem novelo
Gaiola de pregos
Cárcere de azul
Metal e arapuca
Prisioneiro cativo
Barítono certo
Anu na gaiola
Canto privado
Canto cruel

(18/08/2007)

sábado, 18 de agosto de 2007

MOLHO DE VIDA

Carlos Savasini

O sono acerta o ponto até do molho,
Da vida sem sentido, ausência e falta,
Aplaca a virulência, a fleuma, acalma,
Corrige o eixo torto, o pus e o olho.

(17/08/2007)

SECULAR

Carlos Savasini

Tradição nunca se compra, conquista-se.
Por vezes até negocia-se,
Mas nunca se vende.

(17/08/2007)

CACHOS

Por Carlos Savasini, Gabriela Cuzzuol, Julio César Luz Bittar, Osvaldo Pastorelli e Rosangela de Oliveira Santos.

Madeixas ao chão
– Cabelos –
Cachos no rosto
– Desejos –
Regados a cerveja
Vinho
Prosa
E palavras poéticas,
As palavras
Quase não as escuto
Nem as leio
Tonalidade aconchegante
Acalorado jazz
Dos 20, 30, 40
Biombos expressionistas
Artes que fazem lembrar Cezzane
Um sonho antigo e familiar
Que só é lembrado
Dentro do próprio sonho,
E agora é momento,
– É realidade !
Na palavra que fere e mata
Inflama e maltrata
A tristeza ecoa no recinto
Torna viva a palavra que reaviva
A chama límpida como o amor
A palavra que une
– Desata –
A palavra que pede,
Chama, grita, inflama
– Repele –
Palavra que aparta, destoa,
– Recua –
Que gorjeia
Mata até
Ata, palavra que ata
Desata os cabelos
Mas não desatam
A mente de cada
Qual.

(11/08/2007)