Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli
Livros, copos, cinzeiros
Conversas, músicas
Entre fumaça e vida
Névoa de lembranças
Páginas amarelas
Versos gazeteiros não pautados
Nas células de cada um
Vertendo emoções
Onde o sorriso se faz presente
Celulóide de vida
Pesadelo acordado
Porre de vinho e conhaque
Fluindo nas veias
Da natureza na grandeza
De lágrimas à margem
Correndo solto fora dos rios
Sem humos, cílios, olhos
Sem paz e redenção
Lutando sempre
Para não ser marcado
E ser eternamente feliz
Eternamente aprendiz
Eternamente leitor (tentativa de escritor)
Tentativa de deus na terra
Em meio a livros, copos, cinzeiros.
(28/07/2007)
terça-feira, 31 de julho de 2007
ESTRELAS NO PICO DO JARAGUÁ
Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli
Entre goles e goles
Tropeços líquidos
Bolhas na garganta
Festeja a poesia
Com música e festança
Perto do Pico do Jaraguá
Quase no teto da metrópole
Nuvens, gotas e trovão
Tinta na folha de papel
Escorrendo da caneta
A felicidade brilhando
Nas estrelas do céu.
(28/07/2007)
Entre goles e goles
Tropeços líquidos
Bolhas na garganta
Festeja a poesia
Com música e festança
Perto do Pico do Jaraguá
Quase no teto da metrópole
Nuvens, gotas e trovão
Tinta na folha de papel
Escorrendo da caneta
A felicidade brilhando
Nas estrelas do céu.
(28/07/2007)
TAÇA DE VINHO
Por Carlos Savasini e Osvaldo Pastorelli
Hoje como ontem
O mundo rola
O mundo embola
O mundo tropeça nas pernas
Confusas no salto
Que a vida nos dá
Que a vida nos dói
Que a vida endoida
Doida a vida nos leva
Hoje como ontem
Hoje feito o tempo
Hoje imagem do sonho
Sonho realizado
Nos travesseiros perfumados
Travesseiro amaciante
Travestindo plumas e tocas
Escuros espantando fantasmas
Criando formas obscuras
Criando formas fundas
Forças faceiras, fortuitas, formol
Macerando o corpo no tempo
Etéreo onde a poesia sai de mim
Eterno quando o verso cai de mim
Sempre quando o hoje bebe o ontem e cospe o amanhã
Vomitando o futuro
Na taça de vinho.
(28/07/2007)
Hoje como ontem
O mundo rola
O mundo embola
O mundo tropeça nas pernas
Confusas no salto
Que a vida nos dá
Que a vida nos dói
Que a vida endoida
Doida a vida nos leva
Hoje como ontem
Hoje feito o tempo
Hoje imagem do sonho
Sonho realizado
Nos travesseiros perfumados
Travesseiro amaciante
Travestindo plumas e tocas
Escuros espantando fantasmas
Criando formas obscuras
Criando formas fundas
Forças faceiras, fortuitas, formol
Macerando o corpo no tempo
Etéreo onde a poesia sai de mim
Eterno quando o verso cai de mim
Sempre quando o hoje bebe o ontem e cospe o amanhã
Vomitando o futuro
Na taça de vinho.
(28/07/2007)
segunda-feira, 30 de julho de 2007
SUBSTRATO
Carlos Savasini
Globo gira e tudo roda
Vira o cata-vento em brisa
Soco em riste afaga a boca
Mão que acaricia o ventre
Murro que apalpa o estômago
Fato queima qualquer foto
Copo não prescinde o gole
Roda gira mais que o mundo
Mente louca em seus mistérios
Foz que aplaca rouca voz
Grito cala ou grunhe dor
Luz que cega ou tudo mostra
Globo gira e tudo roda
Mostra enfim o que merece
(29/07/2007)
Globo gira e tudo roda
Vira o cata-vento em brisa
Soco em riste afaga a boca
Mão que acaricia o ventre
Murro que apalpa o estômago
Fato queima qualquer foto
Copo não prescinde o gole
Roda gira mais que o mundo
Mente louca em seus mistérios
Foz que aplaca rouca voz
Grito cala ou grunhe dor
Luz que cega ou tudo mostra
Globo gira e tudo roda
Mostra enfim o que merece
(29/07/2007)
domingo, 29 de julho de 2007
CRISE DOS SETE
Carlos Savasini
Não queria pegar de jeito nenhum. Chave, luz de teto, som de bateria. Somente o som. De motor, nada. Suor, mãos tremulas, estacionamento vazio. Boca cheia de lamentos e palavrões. Só faltava uma desculpa convincente. Silêncio na mesa de jantar. Sete anos antes não faltaria assunto. A bateria seria motivo de chacota, de anedota. Agora, nem ladeira, nem gente para embalar. Nem vinho para puxar algum assunto, alguma gargalhada, um riso fácil, brincadeira de siso, de sério, de vaca amarela. É sério : depois de sete anos algumas baterias acabam. E alguns jantares arreiam.
(25/07/2007)
Não queria pegar de jeito nenhum. Chave, luz de teto, som de bateria. Somente o som. De motor, nada. Suor, mãos tremulas, estacionamento vazio. Boca cheia de lamentos e palavrões. Só faltava uma desculpa convincente. Silêncio na mesa de jantar. Sete anos antes não faltaria assunto. A bateria seria motivo de chacota, de anedota. Agora, nem ladeira, nem gente para embalar. Nem vinho para puxar algum assunto, alguma gargalhada, um riso fácil, brincadeira de siso, de sério, de vaca amarela. É sério : depois de sete anos algumas baterias acabam. E alguns jantares arreiam.
(25/07/2007)
SOB
Carlos Savasini
show de horrores
show
.......................... despudores
esquinas, pontes, palafitas
passarelas
................................sob elas
show
(25/07/2007)
show de horrores
show
.......................... despudores
esquinas, pontes, palafitas
passarelas
................................sob elas
show
(25/07/2007)
SEM AÇÚCAR
Carlos Savasini
O superintendente
Aquele que super-entende
Chamou o diretor
Aquele que nada digere
Que chamou o gerente
Aquele que in-gere, chacoalha e vomita
Que chamou o supervisor
Aquele que no retro tem um super-visor
Que chamou o líder de secção
Aquele que lida e não faz a lição
Que chamou o mestre, o encarregado e o capataz
Aqueles que se esmeram em carregar os pianos
Que chamaram analistas, pedreiros e peões
Aqueles que dosam o pó, o açúcar e o filtro de papel
Que chamaram, enfim, o trainee, o estagiário e o aprendiz
Que trouxeram, assim, o café.
(25/07/2007)
O superintendente
Aquele que super-entende
Chamou o diretor
Aquele que nada digere
Que chamou o gerente
Aquele que in-gere, chacoalha e vomita
Que chamou o supervisor
Aquele que no retro tem um super-visor
Que chamou o líder de secção
Aquele que lida e não faz a lição
Que chamou o mestre, o encarregado e o capataz
Aqueles que se esmeram em carregar os pianos
Que chamaram analistas, pedreiros e peões
Aqueles que dosam o pó, o açúcar e o filtro de papel
Que chamaram, enfim, o trainee, o estagiário e o aprendiz
Que trouxeram, assim, o café.
(25/07/2007)
ETÉREO
Por Carlos Savasini, Donny Correia, Gabriela Cuzzuol e Luciana do Valle
Meus poros se dilatam
Alminhas vaporizadas saindo de mim
Vapor de luxúria gota a gota
Umidade subversiva
Sobrevivência domada
Sadomasoseiva
Lânguida espera
Concha sucumbida
Peixe palhaço entre anêmonas
Caravela de braços urticantes
Pernas octópodes, enlaces
Surpresas de sal e de mar
Peixe perdido no mar
Dor dispersa no olhar
Veias em sem sentidos
Noites longas
Grunhidos
Suspiros
Vapores.
(20/07/2007)
Meus poros se dilatam
Alminhas vaporizadas saindo de mim
Vapor de luxúria gota a gota
Umidade subversiva
Sobrevivência domada
Sadomasoseiva
Lânguida espera
Concha sucumbida
Peixe palhaço entre anêmonas
Caravela de braços urticantes
Pernas octópodes, enlaces
Surpresas de sal e de mar
Peixe perdido no mar
Dor dispersa no olhar
Veias em sem sentidos
Noites longas
Grunhidos
Suspiros
Vapores.
(20/07/2007)
ÁGUAS DE SÃO PEDRO
Por Ângela Nassim, Carlos Savasini, Osvaldo Pastorelli e Rosangela Alibertti
...e se o choro das nuvens
cair
sobre as nossas cabeças?
molharão as almas
lavando as mágoas
fazendo nossas vestes
lenços
(14/07/2007)
...e se o choro das nuvens
cair
sobre as nossas cabeças?
molharão as almas
lavando as mágoas
fazendo nossas vestes
lenços
(14/07/2007)
VERSOS ROUBADOS
Por Ângela Nassim, Carlos Savasini, Osvaldo Pastorelli e Rosangela Alibertti
Oito
Oito
Oito
Oito vidas
Vidas à margem
Do Rio Piracicaba
Rosa salmão
Branco arte
Aflora amplificando
O verde não ignora
O negro
Oito vidas, oito histórias
Contadas ao pé da mesa
Hilariantes, humanas
Amores e desamores
Oito margens
Fundo e espelho
Esquerdo e direito
Montante e jusante
Mais duas.
Fecha-se a noite
No último bar
Todo homem é José
Toda mulher é Maria
Nas vias dos desafios e serafins,
Nem todos são Joaquins
Alguns são serafins
E o fim do dia
É a noite no começo do fim.
(14/07/2007)
Oito
Oito
Oito
Oito vidas
Vidas à margem
Do Rio Piracicaba
Rosa salmão
Branco arte
Aflora amplificando
O verde não ignora
O negro
Oito vidas, oito histórias
Contadas ao pé da mesa
Hilariantes, humanas
Amores e desamores
Oito margens
Fundo e espelho
Esquerdo e direito
Montante e jusante
Mais duas.
Fecha-se a noite
No último bar
Todo homem é José
Toda mulher é Maria
Nas vias dos desafios e serafins,
Nem todos são Joaquins
Alguns são serafins
E o fim do dia
É a noite no começo do fim.
(14/07/2007)
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