Carlos Savasini
Assédio, que sério
Sermão não faz do ermitão
Pupilo de Deus no sertão
Pecado, que porre
Mandamentos não fazem conventos
Brigadas de Deus no sertão
Altar, deixa estar
Só é bom quem faz vingar
Flor e bem no corpo sertão
(16/06/2007)
terça-feira, 19 de junho de 2007
DE CORPO INTEIRO
Carlos Savasini
Vida vinda de uma boa trepada
Não nasci de cesária
Vim do caminho contrário ao do pai
Ainda me enfio na terra
Sem camisinha caixão
Transando eterno na morte
(16/06/2007)
Vida vinda de uma boa trepada
Não nasci de cesária
Vim do caminho contrário ao do pai
Ainda me enfio na terra
Sem camisinha caixão
Transando eterno na morte
(16/06/2007)
NO NÓ
Carlos Savasini
Ela que pula, que agarra, que amarra a garganta
Ela que trava e engasga o nó do gogó
Ela que entala, que enrosca no peito e na ponta da língua
Ela que acaba na fala do ó da goela
Ela que quer, que não quer, que não sabe o que quer
Ela que fala, que cala e que sempre faz assim
(16/06/2007)
Ela que pula, que agarra, que amarra a garganta
Ela que trava e engasga o nó do gogó
Ela que entala, que enrosca no peito e na ponta da língua
Ela que acaba na fala do ó da goela
Ela que quer, que não quer, que não sabe o que quer
Ela que fala, que cala e que sempre faz assim
(16/06/2007)
sábado, 16 de junho de 2007
AO ENCONTRO
Por Carlos Savasini, Gabriela Cuzzuol, Luciana do Valle, Marina Fama, Marisa Del Santo, Neuza Pommer e Osvaldo Pastorelli.
Das amigas falantes
A preferida é a otimista
Que oferece suas idéias
Para antes do sarau.
Das amigas cadentes
As mais são exaltadas
Que expõem falas e jeitos
Para antes da cria.
Para os amores mal resolvidos
Amantes oprimidos,
Lágrimas, dores e sal,
Falas, poemas e guias.
Humores exaltados
Sinceros como os ouvidos que selecionamos
“Cumversa”! Amigos, são bom a beça.
Amigos compreendem
Conversam e entendem
Os problemas nossos
E os problemas mundiais.
Amigos são presentes
Desabafos e confidências
Alegria do encontro
Seres internacionais
Intergalácticos, ET’s e marcianos,
Salve a alegria do encontro!
Amigos são espíritos
Conosco no percurso
Presentes nas agruras,
Muito além do discurso.
Aos amigos, para amigos, com amigos,
Viva a alegria do encontro!
(09/06/2007)
Das amigas falantes
A preferida é a otimista
Que oferece suas idéias
Para antes do sarau.
Das amigas cadentes
As mais são exaltadas
Que expõem falas e jeitos
Para antes da cria.
Para os amores mal resolvidos
Amantes oprimidos,
Lágrimas, dores e sal,
Falas, poemas e guias.
Humores exaltados
Sinceros como os ouvidos que selecionamos
“Cumversa”! Amigos, são bom a beça.
Amigos compreendem
Conversam e entendem
Os problemas nossos
E os problemas mundiais.
Amigos são presentes
Desabafos e confidências
Alegria do encontro
Seres internacionais
Intergalácticos, ET’s e marcianos,
Salve a alegria do encontro!
Amigos são espíritos
Conosco no percurso
Presentes nas agruras,
Muito além do discurso.
Aos amigos, para amigos, com amigos,
Viva a alegria do encontro!
(09/06/2007)
AOS AMIGOS
Por Carlos Savasini, Gabriela Cuzzuol, Luciana do Valle, Marina Fama, Marisa Del Santo, Neuza Pommer e Osvaldo Pastorelli.
Em momentos a gente vive
Entre amigos, sorrisos, sentidos,
Sentimos
Fortes, lentos, sendo, persistimos
Envaidecidos pelo calor das pessoas
Subindo no limbo do ego
Sentimos
Ao lado da Afrodite
(Que brega!)
Eu não sou cachorro não, garçom!
E a vida continua, nua,
Por favor, me traga carne crua!
(Alguém me disse
A carne é fraca
Mas o espírito, cada vez mais forte!)
O seguinte, por favor:
Chame o garçom:
Quero carne crua, refri e sorriso de amigos!
Quero o fiapo da carne,
Palito, pimenta, guardanapo,
Quero porção de emoção,
Sorriso, hiena, goles, tentação
Ou como repete a rainha do sonho:
É muita pressão!
(Ou talvez excesso de informação?)
Momento parabólico, internet, televisão,
Em meio ao tudo, ou ao nada?
Ao todos, tão poucos,
Preferimos aos amigos abrigos
E a vida, sempre bem-vinda.
(09/06/2007)
Em momentos a gente vive
Entre amigos, sorrisos, sentidos,
Sentimos
Fortes, lentos, sendo, persistimos
Envaidecidos pelo calor das pessoas
Subindo no limbo do ego
Sentimos
Ao lado da Afrodite
(Que brega!)
Eu não sou cachorro não, garçom!
E a vida continua, nua,
Por favor, me traga carne crua!
(Alguém me disse
A carne é fraca
Mas o espírito, cada vez mais forte!)
O seguinte, por favor:
Chame o garçom:
Quero carne crua, refri e sorriso de amigos!
Quero o fiapo da carne,
Palito, pimenta, guardanapo,
Quero porção de emoção,
Sorriso, hiena, goles, tentação
Ou como repete a rainha do sonho:
É muita pressão!
(Ou talvez excesso de informação?)
Momento parabólico, internet, televisão,
Em meio ao tudo, ou ao nada?
Ao todos, tão poucos,
Preferimos aos amigos abrigos
E a vida, sempre bem-vinda.
(09/06/2007)
FOBIA
Carlos Savaini
Sol intenso em luz demarcada
Vista queimada cedo ao raiar do meio dia
Corpo largado na carne em ressaca
Dia todo em lembrança e memória
(ou falta)
Haja vista, sempre, em fotofobia.
(15/06/2007)
Sol intenso em luz demarcada
Vista queimada cedo ao raiar do meio dia
Corpo largado na carne em ressaca
Dia todo em lembrança e memória
(ou falta)
Haja vista, sempre, em fotofobia.
(15/06/2007)
NA ERA DOS TELEGUIADOS
Carlos Savasini
Carnificina humana
Corpos mortos nas esquinas
Jorra o sangue dos jornais
(Capachos de velório)
Jorra o urro dos auto-falantes
(Ambiência de UTI)
Salada temperada com vinagre
Estricnina, pólvora e antrax
Gás mostarda, bomba nêutron, bang-bang
Nuvens de pernas e braços
Destroços de bombas e fogos
Arco e flecha, tacapi e revólver
B-52, fat boy, teleguiados
Balística, radar, tropa de choque
Guerra no front e na praça
Trapo encharcado de sangue
Corpos, destroços, poeira
Jogo real, virtual, joystick
E fazem filmes de guerra
Blockbuster na tela de cinema
A arte imita a vida
Só o mocinho se salva.
(15/06/2007)
Carnificina humana
Corpos mortos nas esquinas
Jorra o sangue dos jornais
(Capachos de velório)
Jorra o urro dos auto-falantes
(Ambiência de UTI)
Salada temperada com vinagre
Estricnina, pólvora e antrax
Gás mostarda, bomba nêutron, bang-bang
Nuvens de pernas e braços
Destroços de bombas e fogos
Arco e flecha, tacapi e revólver
B-52, fat boy, teleguiados
Balística, radar, tropa de choque
Guerra no front e na praça
Trapo encharcado de sangue
Corpos, destroços, poeira
Jogo real, virtual, joystick
E fazem filmes de guerra
Blockbuster na tela de cinema
A arte imita a vida
Só o mocinho se salva.
(15/06/2007)
METEORO
Carlos Savasini
Cadente
estrelas
Cá dentro
estrelas
Cadente
estrelas
Cá dentro
estrelas
Cadentes.
(12-14/06/2007)
Cadente
estrelas
Cá dentro
estrelas
Cadente
estrelas
Cá dentro
estrelas
Cadentes.
(12-14/06/2007)
sexta-feira, 15 de junho de 2007
TEMPORADA DE CAÇA
Pessoal,
Não costumo postar poemas alheios por aqui, mas este merece abrir a temporada de influências :
TEMPORADA DE CAÇA
Vlado Lima
na mira dos mariachis
entre leros & boleros
como si fuera esta noche la última vez
noite da franga solta
da caça as buças
da alegria anabolizada
de êxtase
catarse
e larica
noite dos palhaços de açúcar derretidos sob o sol dos refletores
das putas
dos viados
das lésbicas pirofágicas
noite da chuva de purpurina ácida
dos clones
dos replicantes
dos abduzidos
noite das bailarinas paraplégicas empaladas no embalo dos bate-estacas
dos punheteiros do Orkut
das zibelinas narcisistas de piercing no clitóris
dos anões de benga farta
e dos vampiros cheiradores de cocaína e peido
na mira de Mr. Manero
entre Night Fever e Stayin Alive remix
sou o sultão do swing
o rei da balada
feliz como Obelix
tô em ponto de bala
em ponto de bola
na cola dos mano
das mina
o paraíso tem gosto de anfetamina com vodka mexicana
la cucaracha, la cucaracha
ya no puedo caminar...
na mira de Morrissey
a rainha está morta
e ninguém take me out tonight
homem ao mar! grita um bucaneiro irlandês
o motor do Fiat ronrona uma canção de ninar Húngara
elefantes de polainas acenam na 23 de Maio
tem um ogro no banco de trás
um foragido de Alcatraz
e um vicking vestido num tomara-que-caia rosa-baitola
sou uma vaca de ressaca mascando Lexotan com Dramim
os afogados do Krust me acenam
enfim sábado jaz
enfim sábado
FIM
na mira de Mefistófeles
entre bitucas de cigarro
e restos de pizza do período cretáceo
meu apê, meu doce apê!
Pernalonga na tv: o que que há, velhinho?
penso em cortar meus pulsos com uma faquinha de bolo Pullman
e pular da janela segurando sacolas de supermercado
na mira de Morfeu
entre um sushi de maracujá e um chá de tsé-tsé
4 da madruga e zuzo bem!
vou abrir uma latinha de cerveja
ferver um Miojo
e purgar minha carranca no espelho
e mais uma vez não comemos ninguém
Sds
CS
Não costumo postar poemas alheios por aqui, mas este merece abrir a temporada de influências :
TEMPORADA DE CAÇA
Vlado Lima
na mira dos mariachis
entre leros & boleros
como si fuera esta noche la última vez
noite da franga solta
da caça as buças
da alegria anabolizada
de êxtase
catarse
e larica
noite dos palhaços de açúcar derretidos sob o sol dos refletores
das putas
dos viados
das lésbicas pirofágicas
noite da chuva de purpurina ácida
dos clones
dos replicantes
dos abduzidos
noite das bailarinas paraplégicas empaladas no embalo dos bate-estacas
dos punheteiros do Orkut
das zibelinas narcisistas de piercing no clitóris
dos anões de benga farta
e dos vampiros cheiradores de cocaína e peido
na mira de Mr. Manero
entre Night Fever e Stayin Alive remix
sou o sultão do swing
o rei da balada
feliz como Obelix
tô em ponto de bala
em ponto de bola
na cola dos mano
das mina
o paraíso tem gosto de anfetamina com vodka mexicana
la cucaracha, la cucaracha
ya no puedo caminar...
na mira de Morrissey
a rainha está morta
e ninguém take me out tonight
homem ao mar! grita um bucaneiro irlandês
o motor do Fiat ronrona uma canção de ninar Húngara
elefantes de polainas acenam na 23 de Maio
tem um ogro no banco de trás
um foragido de Alcatraz
e um vicking vestido num tomara-que-caia rosa-baitola
sou uma vaca de ressaca mascando Lexotan com Dramim
os afogados do Krust me acenam
enfim sábado jaz
enfim sábado
FIM
na mira de Mefistófeles
entre bitucas de cigarro
e restos de pizza do período cretáceo
meu apê, meu doce apê!
Pernalonga na tv: o que que há, velhinho?
penso em cortar meus pulsos com uma faquinha de bolo Pullman
e pular da janela segurando sacolas de supermercado
na mira de Morfeu
entre um sushi de maracujá e um chá de tsé-tsé
4 da madruga e zuzo bem!
vou abrir uma latinha de cerveja
ferver um Miojo
e purgar minha carranca no espelho
e mais uma vez não comemos ninguém
Sds
CS
RECITAL DO RASCUNHOS POÉTICOS
RECITAL DO RASCUNHOS POÉTICOS
É chegada a hora de encerrar um semestre repleto de atividades : a comemoração será no dia 23 de Junho, sábado, às 20:00 horas, na Casa das Rosas.
A festa será regada a muita música e poesia. A programação contará com as apresentações musicais de Lúcia Helena Correa, Bráu Mendonça e Nando Távora na abertura do recital, Ricardo Soares no momento musical e Rossa Nova no encerramento.
A poesia ficará a cargo, na íntegra, dos poetas do grupo Rascunhos Poéticos.
O QUE ? RECITAL DO RASCUNHOS POÉTICOS
QUANDO ? DIA 23 DE JUNHO DE 2007, SÁBADO
QUE HORAS ? 20:00 HORAS
ONDE ? CASA DAS ROSAS
ENDEREÇO ? AV PAULISTA, 37, BELA VISTA, SÃO PAULO
MÚSICA ? LÚCIA HELENA CORREA, BRÁU MENDONÇA, NANDO TÁVORA,
RICARDO SOARES E ROSSA NOVA
POESIA ? É CLARO, É RASCUNHOS POÉTICOS
Compareçam e apareçam !
Beijos e abraços,
Carlos Savasini & Osvaldo Pastorelli
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