Carlos Savasini
Tantas vezes desejo desmedido
Na palavra que escapa pela boca
Desencanta meu sonho nela tido
Transformando a cantada em fala oca.
Me derramo em volteio colorido
A transformo em moderna neo-barroca
Neo-madona que grito em alarido
Ao que tenho sonoro cale a boca.
Fulgurante azedume agora impera
O que fora desejo não deflora
Pequenino se esconde de uma fera.
O passado frustrado vê-se agora
Reduzido e jogado em uma cama
Que se mela na mão que não aclama.
(15/04/2007)
terça-feira, 17 de abril de 2007
domingo, 15 de abril de 2007
BOTÃO
Carlos Savasini
Rosa fria em sol poente
Céu lilás refletindo puto
A branca flor de abstrato sujo
Botão puro na cloaca do mundo.
(14/04/2007)
Rosa fria em sol poente
Céu lilás refletindo puto
A branca flor de abstrato sujo
Botão puro na cloaca do mundo.
(14/04/2007)
VEREDA
Carlos Savasini
Do tema entrelaçado e peles
Pêlos aveludados vestem pudores
Peitos velam busto em bicos vorazes
Bossa envereda o ritmo das carnes
Veredas de toques, versos e canetas
Escrevo meu poema em teu corpo.
(14/04/2007)
Do tema entrelaçado e peles
Pêlos aveludados vestem pudores
Peitos velam busto em bicos vorazes
Bossa envereda o ritmo das carnes
Veredas de toques, versos e canetas
Escrevo meu poema em teu corpo.
(14/04/2007)
INFANTIL I
Carlos Savasini
Besouro, barbante e palito
Caixa de fósforos, roda – cartão e tesoura
Carro de bois infantil.
(14/04/2007)
Besouro, barbante e palito
Caixa de fósforos, roda – cartão e tesoura
Carro de bois infantil.
(14/04/2007)
INFANTIL II
Carlos Savasini
Vareta, cola e papel de seda
Barbante e lata de folha de flandres
Arraia voadora.
(14/04/2007)
Vareta, cola e papel de seda
Barbante e lata de folha de flandres
Arraia voadora.
(14/04/2007)
Ó
Carlos Savasini
Chame Xangô e Oxalá
Negra Fulô no ofurô
Deu risada e chorou
Do tamanho : assim ó !
(14/04/2007)
Chame Xangô e Oxalá
Negra Fulô no ofurô
Deu risada e chorou
Do tamanho : assim ó !
(14/04/2007)
quarta-feira, 11 de abril de 2007
PRECE
Carlos Savasini
Ao som das ondas, marolas
Sorriso puro de alvura
Não rezo rezas corolas
Eu vivo a vida em candura.
(08/04/2007)
Ao som das ondas, marolas
Sorriso puro de alvura
Não rezo rezas corolas
Eu vivo a vida em candura.
(08/04/2007)
GRACEJO
Carlos Savasini
Asta la vista, my friend
Os dias foram tão bons
Que a língua embaralha de graça.
(08/04/2007)
Asta la vista, my friend
Os dias foram tão bons
Que a língua embaralha de graça.
(08/04/2007)
SÚPLICA
Carlos Savasini
Ainda vinga o nosso pedido
Ainda vence a telepatia
Olhares abertos de fome e desejo
Cardápio que atiça saliva na boca
Vinga o espinho que fere a garganta
Vinga o vazio do garfo que escapa
Pulso que pede gosto e tempero
Boca fechada saliva desejo.
Ainda vinga o bucho vazio
Ainda vence a força da falta
Vista que lança isca e anzol
Busca que alça rede e carretel
Vinga o espeto roliço de ferro
Vinga o carvão de brasa branca e cinza
Pulso que fraco pulsa sem viço
Boca que seca saliva e sertão.
(08/04/2007)
Ainda vinga o nosso pedido
Ainda vence a telepatia
Olhares abertos de fome e desejo
Cardápio que atiça saliva na boca
Vinga o espinho que fere a garganta
Vinga o vazio do garfo que escapa
Pulso que pede gosto e tempero
Boca fechada saliva desejo.
Ainda vinga o bucho vazio
Ainda vence a força da falta
Vista que lança isca e anzol
Busca que alça rede e carretel
Vinga o espeto roliço de ferro
Vinga o carvão de brasa branca e cinza
Pulso que fraco pulsa sem viço
Boca que seca saliva e sertão.
(08/04/2007)
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