sábado, 24 de março de 2007

CONCERTOS LITERÁRIOS NA ALCEU AMOROSO LIMA - 23/03/2007

Luis Roberto Guedes

Jocélio Amaro

Marina Fama

Zulu de Arrebatá

Donny Correia

Berimba de Jesus

Luciana do Valle

Gabriela Cuzzuol

Marisa Del Santo

quarta-feira, 21 de março de 2007

2ª DOMINGUEIRA POÉTICA - A CASA É UM PALCO

QUANDO ? DOMINGO, DIA 25 DE MARÇO DE 2007
QUE HORAS ? 15:00 h
ONDE ? CASA DAS ROSAS - AV PAULISTA, 37, BELA VISTA, SÃO PAULO, SP
QUANTO ? GRÁTIS

ATRAÇÕES :

MÚSICA : FAMÍLIA CUEVA & KANA
POESIA : FREDERICO BARBOSA & ANA RÜSCHE & JÚLIO CESAR BITTAR
+ SARAU ABERTO

Família Cueva : o patrono Affonso Moraes, musico e compositor, integrante do grupo vocal Titulares do Ritmo durante os anos 60 e 70 e vencedor dos Festivais Universitários da FMU de 1972 e 1973, recebe os filhos Álvaro Cueva e Alexandre Cueva. Álvaro é um compositor e cantor de peso, suas composições apresentam uma grande teatralidade e conta com dois trabalhos lançados na praça, o primeiro com a Banda Rés (1990) e o independente Canabi Emotiva (2005). Alexandre Cueva é arranjador, compositor, instrumentista e cantor, tendo acompanhado nomes como Billy Blanco, João Pacífico e Chico César, além de ter feito a abertura de um show de João Gilberto, no ano de 2000, em Londres, com o grupo de choro Choro da Vila. Todos são membros ativos do Clube Caiubi de Compositores.

Kana : cantora, compositora, violonista e pianista japonesa radicada no Brasil há doze anos. Ainda no Japão, já executava música brasileira e jazz com a banda Hiroki Trio. No Brasil, desenvolve um trabalho de pesquisa sobre os diversos ritmos da música brasileira. Vencedora de festivais como o FAMPOP, de Avaré (SP), e do Festival de Cinema Mainichi Shinbun, com a música tema do documentário Watashino Kisetsu (Minha Estação), tem três CDs lançados : Do Japão ao Ceará (2001), Primeiro (2004) e Imitação (2004). Já tocou em relevantes palcos de São Paulo, como Centro Cultural São Paulo, Crowne Plaza, Café Piu Piu, Villagio Café e Bom Motivo, além de ter na bagagem apresentações no Rio de Janeiro, Itália, Japão e Paraguai. Em 2005 formou o grupo 4+1 com os parceiros e compositores Álvaro Cueva, Marcio Policastro e Alexandre Cueva. Também integra o Clube Caiubi de Compositores.

Frederico Barbosa : poeta, professor e diretor da Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. Formado em Letras - Português após ter cursado Física na Universidade de São Paulo. Autor dos livros de poesia Rarefato (Iluminuras, 1990), Nada feito nada (Perspectiva, 1993, vencedor do Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro - CBL), Contracorrente (Iluminuras, 2000), Louco no oco sem beiras - Anatomia da depressão (Ateliê Editorial, 2001), Cantar de amor entre os escombros (Landy, 2002), Brasibraseiro (em parceria com Antonio Risério, Landy, 2004, também premiado com o Jabuti da CBL) e A consciência do zero - Antologia (1978 - 2003) (Lamparina, 2004). Atuou junto a importantes jornais, como a Folha de São Paulo, Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Zero Hora e O Globo. Organizou diversas coleções de literatura e publicou coletâneas como Cinco séculos de poesia - Antologia da poesia clássica brasileira (Landy, 2000) e Na virada do século - poesia de invenção no Brasil (com Cláudio Daniel, Landy, 2002).

Ana Rüsche : autora do livro Rasgada (2005), premiada com o PAC/2006 e organizadora da festa literária FLAP! e do Projeto Identidade.

Julio Cesar Bittar : pintor e poeta participante do grupo de criação poética Rascunhos Poéticos, da Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

HERÓIS DA RESISTÊNCIA

Carlos Savasini

Olhos avessos
Visões às avessas
Mundo de rodas pro céu
Cultura em pedestal
Torre de marfim
Ainda.

(20/03/2007)

segunda-feira, 19 de março de 2007

OUTRORA E AGORA

Carlos Savasini

Sonhos, escuro e prontidões,
Ditos de esperanças e grilhões,
Vida vive-se a cada dia
Não a cada pedra, cada queda.

Venha o que vier, filhos, mulher,
Que venha o futuro que puder,
Venha vida, venha tudo e venha morte,
Venha tudo o que há por se viver.

Vida tem-se sempre alguma, única vez,
Sempre, apenas, nunca outra vez,
Jamais, outrora, passado nunca aflora,
Semente semeia-se agora, ao fruto e ao futuro.

Jogo duas, jogo todas, jogo mais,
Uma sempre há de brotar,
Jogo ao filho, ao futuro, ao tudo mais,
Jogo sempre ao destino que (a)florar.

(18/03/2007)

SP - NOITE E DIA

FILHOS DA PÁTRIA (PT, SAUDAÇÕES)

Por Carlos Savasini & Julio César Bittar

Acabaram minhas idéias
Torrentes de chuva
Canivetes,
Tomaram todo meu sangue
Secaram meu corpo
Tuberculose,
Em cada idéia
Um percevejo,
Percebo e vejo
Na jóia desvalorizada,
Em todas as ideologias
Uma sanguessuga
Que sobreviveu
Na sarjeta
E atravessou o tempo
Para investigar
Os novos – velhos pontos de vistas
Que o jornal criticou
Por princípio, fantasma
Por começo, cabaço
Sugaram meu corpo
Chuparam meu sangue
Chupas – cabras do poder
Asma, gorjeta, pontos de vista,
Filhos da puta.

(18/03/2007)

BARÃO

Por Carlos Savasini & Julio César Bittar

O Barão deu hábeas corpus
Pro domingo
Exorcizou a saideira
Estamos sempre a fim
Rogando notícias dos amigos
Não me avise quando for a hora
Bete Balanço
Nada mais me acalma.

Tenho saudades do Rio ...
Eu fui o barão do baixo Leblon
Dos bons tempos
Eu era o mergulho vermelho
De jacarés do Arpoador
Pedras tantas vezes
No Arpoador de pedras
As estrelas ficavam
Mais próximas
Muito mais brilhantes
Lá eu fazia golaços de cabeça
De sem-pulo no fim da tarde
Depois ia pra Vila Isabel
Voltava pra Copacabana
E o Pão de Açúcar,
O Corcovado,
A Pedra da Gávea
E as luzinhas de Niterói
Anunciavam a aproximação
Do Barão Vermelho
Anunciavam o pouso
Do Disco Voador
Trampolim vermelho
De Frejat e Cazuza
Gofi, Dé e Peninha
Fernando Magalhães
Anunciavam o novo
Já clássico do rock.

Salve Barão Vermelho !

(18/03/2007)

NA ESQUINA DO GOL

Por Carlos Savasini & Julio César Bittar

Entre goles e goles
Tapas e versos
Traços e rimas
Abrimos as folhas
Versos
Goles de vinho
Linho de linhas
Vinhas tecidas.

A camisa tem a cor enxuta
Do céu paulistano
Cores foscas, frias ...
O céu de hoje
É de hoje
De ontem
São Paulo antigo
Verso novo
A novidade inflama
Centro velho, fogo, flama
Todo tema inflama
Toca chaga chama
Todo velho poema.

O coração anseia palpitante
O domingo de janelas matinais
Atravessando três da tarde
O céu cada vez é mais azul
Poemas melodiosos
Auscultam venturoso porvir ...
Encerra a semana do dia da poesia
Encerra mais que centenário de Castro
Casto de vastos negreiros
Patrono brasuca dos versos.

A eternidade itinera
Numa atmosfera
Que sobrepõe
Ventos, mares
Marés de piquenique
Balés de bumerangue ...

Os bosques amanhecem
Corredeiras, pedras e canções
Colibris e beija-flores
Rouxinóis
Sabiás
As sombras copadas
Das árvores frondosas
Perpetuam a manhã
Que embica
Invadindo
A tarde
A noite
As segundas
E inutiliza os dias úteis
Castra os dias fúteis
Entre goles e goles
Dá-lhe tapas e versos,
Versos.

(18/03/2007)

BAQUIANAS

Carlos Savasini

Boas novas de Hermes
Baco embebedou Hades
Zeus liberou geral
Senha na festa do Olimpo :
Musa bacante.

(17/03/2007)

SEIVA

Carlos Savasini

Sangra primavera
Escorre
Sangra flor, cal e fel
Sangra sangue, campo e cal
Sangra primavera
Escorre
Corre seiva, pus e verme
Escorre caldo, cuspe e alcatrão
Corre verve, bile e vaza
Sangra primavera
Escorre e para
Escarro e cuspe
Sangra primavera
Sangra.

(17/03/2007)