Carlos Savasini
Toca e fuga
Céu de estrelas
Arco e cordas
Trompas e véus
Tocata e fuga
Seleta de mestre
Lilás e laranja
Tanto faz a cor
Sai da toca, verso
Sai da toca e mostre
Pequeno toque de respeito
Reverência ao mestre de sons
Sai da toca, mostre
Masque o som da batuta
Astuta guia da pauta
Salta do céu ao caderno
Tocata e fuga
Golpe de mestre
Certeiro, vencedor
Vitória incolor
Toca e fuga
Não fujo da toca
Mudo de toco
Encerro este verso
(17/03/2007)
segunda-feira, 19 de março de 2007
POMPÉIA
Carlos Savasini
Dada a conta era tarde demais
Fava escorrida nas contas do tempo
Lava incrustada nos braços, joelhos.
(16/03/2007)
Dada a conta era tarde demais
Fava escorrida nas contas do tempo
Lava incrustada nos braços, joelhos.
(16/03/2007)
REAL
Carlos Savasini
Vida não
Sonhos
Balões roubados de HQ
Morte anunciada em preto e branco
Sonhos não
Vida sem balões
Pesadelo
Sem despertador
(16/03/2007)
Vida não
Sonhos
Balões roubados de HQ
Morte anunciada em preto e branco
Sonhos não
Vida sem balões
Pesadelo
Sem despertador
(16/03/2007)
quinta-feira, 15 de março de 2007
TECELAGEM
Carlos Savasini
Sobre Tecendo a Manhã, de João Cabral de Melo Neto
Luz balão tecendo a manhã
De um a outro ponto, enlace, tecido
Um ponto amarra o outro, o próximo, seguinte
Manto clareia o breu do laranja ao celeste
Transmuta ponto a ponto, noite em dia
Lua em sol, breu em luz, ponto a ponto
Grita o nascimento em novo céu
Berra o nascido, recém criado, ponto a ponto
Cruzado em luz balão que tece a manhã
Trançando em tecido todo enlace, todo ponto.
*
Canta o galo, enfim, o nascimento
O parto em claro sol, em luz celeste
Um que diz ao outro e ao seguinte
Um que canta, o outro clama, o outro inflama
Fala e anuncia o novo dia,
O galo sem sol não tece a manhã.
(13/03/2007)
Sobre Tecendo a Manhã, de João Cabral de Melo Neto
Luz balão tecendo a manhã
De um a outro ponto, enlace, tecido
Um ponto amarra o outro, o próximo, seguinte
Manto clareia o breu do laranja ao celeste
Transmuta ponto a ponto, noite em dia
Lua em sol, breu em luz, ponto a ponto
Grita o nascimento em novo céu
Berra o nascido, recém criado, ponto a ponto
Cruzado em luz balão que tece a manhã
Trançando em tecido todo enlace, todo ponto.
*
Canta o galo, enfim, o nascimento
O parto em claro sol, em luz celeste
Um que diz ao outro e ao seguinte
Um que canta, o outro clama, o outro inflama
Fala e anuncia o novo dia,
O galo sem sol não tece a manhã.
(13/03/2007)
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